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Porta Lavernal
Diagrama da Muralha Serviana com a Porta Lavernal (nº 9).
Tipo Portão
Geografia
País Itália
Cidade Roma
Localização Região XIII - Aventino
Coordenadas 41° 52' 51" N 12° 28' 39" E
Porta Lavernal está localizado em: Roma
Porta Lavernal
Porta Lavernal

Porta Lavernal (em latim: Porta Lavernalis) foi uma porta da Muralha Serviana no Aventino cuja localização, no canto sudoeste da muralha, não é exatamente definida por causa da ausência completa de restos arqueológicos.

LocalizaçãoEditar

É possível que ela se abrisse sobre a Escada Cássia (Scalae Cassi) — onde, porém, alguns estudiosos localizam a Porta Trigêmina — que partia das margens do Tibre até o Aventino, na igreja de Santa Sabina seguindo o trajeto do atual Vicolo di Santa Sabina. Porém, é mais provável que ela ficasse no pequeno vale ao sul do Aventino, no flanco oriental do Bastião de Sangalo, onde hoje está a moderna Via di Porta Lavernale, ligado o Vicus Armilustri e a Via Ostiense. Esta localização pode ser confirmada nos estudos e relevos efetuados por Antonio da Sangallo, o Jovem, que construiu, por ordem do papa Paulo III Farnésio, o bastião ainda hoje visível na Via Marmorata. Ela ficava, portanto, numa posição intermediária entre a Porta Raudusculana e a margem do Tibre. Contudo, havia um "Bosque de Laverna" também na Via Salária, no norte da cidade[1]. Se é outro lugar de culto à deusa protetora dos ladrões ou se Porta Laverna estava localizada mais para o norte, é uma questão que permanece aberto.

NomeEditar

Segundo Varrão[2], o nome desta porta era uma referência à proximidade de um altar (ou um pequeno templo) dedicado a deusa Laverna, padroeira dos ladrões. A mitologia romana de fato conta que naquela região existia uma mata fechada (dedicada à deusa) que servia de refúgio e esconderijo para os ladrões e seus objetos roubados[3]. Um pouco mais adiante, ao longo do Tibre, estava a Porta Trigêmina, também conhecida como Porta Minúcia. Minúcio, por sua vez, era um dos nomes pelo qual era chamado Hércules, que descobriu ladrões e bandoleiros que, nas imediações, havia erigido um altar para agradecer aos deuses por o terem ajudado a recuperar seus bois roubados pelo ladrão Caco, que havia se refugiado na mata Lavernal.

Desta porta se seguia na direção do traçado antigo do começo da Via Laurentina.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Escólios de Pseudo-Acron em Horácio, Epistulae I, 16, 60.
  2. Varrão, Lingua Latina 163
  3. Sexto Pompeu Festo 117 (online).

BibliografiaEditar

  • Mauro Quercioli: Le mura e le porte di Roma. Newton Compton Ed., Roma, 1982
  • Laura G.Cozzi: Le porte di Roma. F.Spinosi Ed., Roma, 1968