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BandeiradeCorumbá.jpg Porto Esperança 
  Distrito de Corumbá  
Coordenadas 19° 61' 03" S 57° 45' 60" O{{#coordinates:}}: latitude inválida
Localização Zona rural
População (2010)
 - Total 873[1]
 - Masculina 524[1]
 - Feminina 349[1]
Outras informações
Domicílios 366[1]
Rendimento R$ 479,89[1]
Fuso horário GMT −4 (UTC−4)
Fuso horário Brasília −1
Código postal 79.300-000
Código telefônico 67

Porto Esperança é um distrito do município brasileiro de Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul. Está localizado na margem esquerda do rio Paraguai a cerca de 25 km da localidade de Porto Morrinho e a 70 km da sede do municipio. Porto Esperança fica próxima também de Forte Coimbra, que é outro distrito de Corumbá.

GeneralidadesEditar

Sendo um dos 6 distritos oficiais de Corumbá, tem uma população total de 873 habitantes (sendo 524 homens e 349 mulheres)[1], o que totaliza pouco mais de 0,8% da população total do município. Com 366 domicílios, o distrito possui rendimento médio de R$ 479,89 reais[1].

TransporteEditar

Pelo rio Paraguai, pois não existem estradas que chegam a Porto Esperança. A via de acesso depois de Porto Morrinho é sempre por barco. Porto Esperança também é ponto de passagem para quem chega de barco em Forte Coimbra, sendo outro local sem acesso rodoviário. A BR 262 passa próxima.

Estação Ferroviária de Porto EsperançaEditar

Antes da construção da Ponte Eurico Gaspar (inicialmente chamada Rio Branco), teve grande importância na região, pois era o fim da linha dos trilhos da NOB, era um importante ponto de transbordo de cargas e passageiros que tinham como destino Corumbá, a sede do município e adjacências, sendo assim um grande ponto de integração do transporte ferroviário com o transporte fluvial.

A estação de Porto Esperança foi inaugurado em 31 de dezembro de 1912. Por 40 anos foi o ponto final da linha-tronco da E. F. Noroeste do Brasil. Entre Carandazal e Porto Esperança (última estação da linha antes do Rio Paraguai) o trem percorria 38 km e ali se tomava o vapor para navegar o rio Paraguai, acessando Corumbá e Cuiabá, sendo esta última mais longe, e até Corumbá percorria-se 78 km em 12 horas de barco. Em 1947, o barco que fazia a ligação com Corumbá era o Fernando Vieira, uma velha canhoneira usada na Guerra do Paraguai adaptada para transportar passageiros. Três anos depois o jornal O Estado de S. Paulo fazia a seguinte descrição sobre Porto Esperança: "(...)nada mais do que um simples aglomerado de cabanas sobre estacas, não permitindo o terreno trabalhos de urbanização. Perderá essa cidade toda a sua atual significação quando se concluir, em 1950, o prolongamento da Noroeste do Brasil até Corumbá", o que é uma inverdade pois foi construída uma ligação ferroviária à linha tronco da ferrovia:. Dois anos mais tarde, quando foi inaugurada a linha entre Carandazal e Corumbá, a situação estava inalterada. A partir de 1952, para acessar Porto Esperança era necessário pegar outro trem em uma linha de pouco mais de 4 km, a partir da Estação Agente Inocêncio, no tronco. Em meados dos anos 80 o trem seguia existindo.

Na atualidade, após a desativação da linha ferroviária de passageiros, a conexão do transporte fluvial com o rodoviário é feito em Porto Morrinho. O conjunto urbano de Porto Esperança possui um grande pátio que serve de depósito de minério e junto dele uma gigantesca plataforma de atracadouro de chatas na beira do rio, além de uma antiga estação da noroeste e um antigo e decadente armazém do extinto Instituto Nacional do Mate (INM). Em Porto Esperança há também um destacamento do Exército Brasileiro e um posto telefônico público. Há na margem do Rio Paraguai variados ranchos de pesca instalados ao longo dos anos sendo alguns transformados em pousadas turisticas. Próximo aos alicerces da ponte, o leito do rio foi aprofundado devido a construção da fundação de uma obra.Quando o rio paraguai aumenta o seu nivel, fortes rebojos e grandes poços são formados pela correnteza da água, fazendo aparecer variados tipos de peixes. A possivel reativação do Trem do Pantanal (entre Campo Grande e Corumbá) em 2005 pelo governo de MS e da Brasil Ferrovias fez com que o Jornal O Estado de S. Paulo publicasse uma reportagem na edição de 10 de outubro de 2004 sobre o futuro retorno do trem.

Referências

  1. a b c d e f g Sidra. «Corumbá». IBGE. Consultado em 9 de dezembro de 2012 

ReferênciasEditar

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