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Porto dos Milagres

novela da Rede Globo
Porto dos Milagres
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero realismo mágico
Duração 60 minutos
Criador(es)
Baseado em Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos de Jorge Amado
País de origem Brasil
Idioma original português
Produção
Diretor(es) Marcos Paulo
Câmera multicâmera
Roteirista(s)
Elenco
Tema de abertura "Caminhos do Mar", Gal Costa
Empresa(s) de produção Central Globo de Produção
Exibição
Emissora de televisão original Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 5 de fevereiro de 2001 – 29 de setembro de 2001
N.º de episódios 203

Porto dos Milagres é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo de 5 de fevereiro a 29 de setembro de 2001, em 203 capítulos,[1] substituindo Laços de Família e sendo substituída por O Clone.[2] Foi a 60ª "novela das oito" exibida pela emissora. Escrita por Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, inspirada nos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos, ambos do escritor brasileiro Jorge Amado. Escrita com colaboração de Nelson Nadotti, Filipe Miguez, Glória Barreto e Maria Elisa Berredo, direção de Fabrício Mamberti e Luciano Sabino, direção geral de Marcos Paulo e Roberto Naar, e direção de núcleo de Marcos Paulo.

Contou com Marcos Palmeira, Flávia Alessandra, Camila Pitanga, Luíza Tomé, Leonardo Bricio, José de Abreu, Antônio Fagundes e Cássia Kis nos papéis principais da história.

Índice

ProduçãoEditar

As primeiras cenas da novela, que teve o título provisório de Segredos do Mar,[3] foram ambientadas em Sevilha, Espanha, durante o mês de novembro de 2000 e na sequência, as gravações no Brasil começaram no final do mesmo mês, na ilha de Comandatuba, em Salvador, Bahia.[4] Para as gravações no litoral, o elenco era deslocado a cada 45 dias para a Bahia. O orçamento calculado foi de 100 mil reais para cada um dos 180 capítulos previstos no início da trama.[5]

Uma das criações curiosas da produção de arte foi o livreto com o cordel de Rosa Palmeirão (personagem de Luíza Tomé), O ABC de Rosa, escrito pela própria produção.[6]

Alguns efeitos especiais da história, utilizados nas cenas de barco em alto-mar - como, por exemplo, quando Guma (Marcos Palmeira) enfrenta a tempestade - foram realizadas em parceria com a empresa norte-americana de Los Angeles Digital Domain, responsável por alguns dos efeitos de filmes como Titanic e O Segredo do Abismo.[6]

Pitágoras Williams Mackenzie, o deputado que Ary Fontoura interpretou na novela A Indomada (1997) seria apenas uma participação, mas acabou ficando como personagem fixo.[6]

CenografiaEditar

 
Bahia, a locação principal da trama.

Duas cidades cenográficas de dez mil metros quadrados foram construídas para formar a fictícia cidade de Porto dos Milagres. A primeira delas soma 3.500 metros quadrados em Ilha de Comandatuba, Bahia, e representa a parte baixa da cidade, onde ficam o cais, o nicho de Iemanjá, a capelinha, o bar Farol das Estrelas, o Mercado Municipal, as casas de Guma e dos outros pescadores. A estátua de Iemanjá que aparece na trama foi feita pela equipe de artesãos do Projac.[6] A construção da cidade levou cerca de dois meses e o desenho foi feito em tempo recorde, duas semanas.[7] Foi preciso construir depois o vazamento da cidade, bem como a parte alta da mesma na Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro, onde Porto dos Milagres ganhou em 6.500 metros quadrados. Assim, várias casas construídas na cidade da Ilha de Comandatuba tiveram que ser feitas também no Rio de Janeiro - como o bar Farol das Estrelas, que tem duas entradas: uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro - para que uma parte se funda à outra, sem problemas.[7] Várias cenas se passaram no Hotel Transamérica, situado na Ilha. A cidade cenográfica foi mantida durante anos pelo hotel, podendo ser visitada por seus hóspedes. Porém, ela não existe mais.[6]

Para o palacete dos Guerrero foi construído um minarete de 16 metros de altura, que correspondem a uma construção de cerca de cinco andares. De qualquer ponto da cidade, é possível ver a mansão. Além disso, a casa tem influências mouras e alguns leves toques espanhóis. Para os mosaicos da casa, a cenografia optou por fazer os desenhos com pastilhas de verdade, ao invés das cenográficas. A decoração na primeira fase da novela é mais "masculina". Para a segunda fase, foi dado um toque mais "feminino", como se Adma (Cássia Kiss) tivesse feito as modificações.[7]

Outras construções tiveram que ser feitas na cidade baiana de Canavieiras, principalmente na ruela que serviu de locação para as cenas do bordel de Dona Coló (Glória Menezes). Segundo os cenógrafos Zé Cláudio e Eliane Heringer. é quase uma Vila Mimosa, um prostíbulo carioca, em miniatura.[7] Com a casa de Augusta Eugênia (Arlete Salles) e sua família, a cenografia tratou de acompanhar a decadência da família. Na primeira fase, ela é brilhante, ornado com quadros, cortinas e móveis novos. Na segunda, sua casa dá mostras do empobrecimento dos personagens: as cortinas levaram um banho de chá para parecerem mais velhas e os móveis estão envelhecidos.[7] A residência de Amapola (Zezé Polessa) apresenta uma arquitetura baseada na cidade grande e a decoração é mais moderna. Já o núcleo dos pescadores é simples e não tem alvenaria até o teto.[7]

FigurinoEditar

O figurinista Lessa de Lacerda foi o encarregado de compor o visual dos personagens, seguindo a linha dos autores e diretores da novela. "Em novela de Aguinaldo e Ricardo, a gente pode dar passos acima dos usuais. É um universo muito rico para ficar apenas em figurinos realistas. Nós vamos além", disse ele. Todas as roupas sofreram a influência do local, com a "temperatura da Bahia".[8] Podem ser detalhes sutis, como os brincos da personagem de Flávia Alessandra, ou roupas extremas e que chamam atenção para a moda da cidade. Lessa também destacou as personagens de Camila Pitanga, descrevendo-a como florida, sensual e que está sempre criando roupas, amarrando panos, compondo decotes, e de Flávia Alessandra, que é mais moderna e, embora use roupas leves, coloridas, de materiais modernos como microfibra e sintéticos, também faz uso dos biquínis, cangas e faz um intercâmbio entre a cidade grande e Porto dos Milagres.[8]

O personagem de Marcos Palmeira segue a linha dos pescadores e, além de sua guia no pescoço, tem uma tatuagem de Iemanjá no braço esquerdo. Como a personagem de Zezé Polessa adorava gastar e comprar roupas de grife, Lessa fez uso exagerado das cores: turquesa, azul claro, verdes, amarelos, rosa, "praticamente um arco-íris".[8] Para as personagens de Júlia Lemmertz e Mônica Carvalho, que interpretavam irmãs, o figurino marcou os contrastes de suas personalidades: a primeira usava roupas comportadas e a segunda, ganhou um tom sensual porém dissimulada, com flores com bordados, mas roupas justas que deixavam à mostra suas formas.[8]

EnredoEditar

  Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Primeira faseEditar

Em Porto dos Milagres, pequena cidade localizada no litoral da Bahia, chegam Félix Guerrero (Antônio Fagundes) e Adma (Cássia Kis), um casal de golpistas que, após uma cigana profetizar que Félix, ao atravessar o mar, tornar-se-á rei, fogem da Espanha. Na mesma cidade, vive seu irmão gêmeo, Bartholomeu (Antônio Fagundes), que após ter sofrido um golpe do irmão no passado, recepciona ele e a cunhada mal. Apesar disso, ele construiu um império na cidade, e Adma mata o cunhado com um forte raticida sem Félix saber, e ele então assume os negócios de seu irmão.

No entanto, Bartholomeu havia se envolvido com a prostituta Arlete Palmeirão (Letícia Sabatella), que descobre estar esperando um filho dele. Arlete, após o nascimento do menino, vai com este à mansão Guerrero e é recepcionada por Adma; desejando eliminar os herdeiros do cunhado, Adma manda o capataz Eriberto (José de Abreu) livrar-se de Arlete e do recém-nascido, mais uma vez sem contar a Félix. Eriberto os leva para alto-mar, mas Arlete o engana durante uma distração e coloca o menino em um cesto, que coloca na água, e mata-se afogada logo depois ao pular no mar.

Guiado por Iemanjá, o cesto é levado pelas ondas até perto do barco do pescador Frederico (Maurício Mattar), que estava fazendo o difícil parto de sua esposa Eulália (Cristiana Oliveira), cujo filho nasce morto. Entretanto, Frederico ouve um choro de criança e encontra no mar o cesto com o bebê de Arlete. Acreditando que o menino é uma bênção de Iemanjá, o pescador resgata-o e mostra-o a Eulália como se fosse o filho deles. Enfraquecida pelo parto, Eulália batiza o menino como Gumercindo e morre em seguida.

Frederico, triste, entrega a vida de Gumercindo nas mãos de Iemanjá e passa a criar o menino como seu filho. Pouco tempo depois, durante uma noite de tempestade, Frederico salva em alto-mar seu irmão Francisco (Tonico Pereira) mas desaparece no mar. Francisco e sua mulher Rita (Joana Fomm) assumem a criação do sobrinho.

Laura é a irmã mais nova da dedicada Leontina e da prepotente Augusta Eugênia. Renegando sua família, a jovem se casa com o pescador Leôncio, com quem tem uma filha. Inconformada com o casamento da irmã com um simples pescador, Augusta Eugênia denuncia Leôncio à polícia por contrabando, sem saber que Laura estava no barco com o marido.

A polícia aborda Leôncio para prendê-lo, embora Laura tente evitar; o casal foge e morre, depois que um tiro dado pelos policiais para dar fim à perseguição causa a explosão do motor de seu barco. Leontina então assume a criação da sobrinha, Lívia, e leva a menina consigo para o Rio de Janeiro.

Rosa Palmeirão, irmã de Arlete, está prestes a se casar com o advogado Otacílio, e no dia de seu casamento com este, mata o coronel Jurandir de Freitas (Reginaldo Faria) que violentara a sua irmã mais nova Cecília. Rosa é condenada a 20 anos de prisão, dizendo que ao sair da prisão irá dar uma reviravolta em sua vida.

Segunda faseEditar

A nova fase conta com 20 anos passados. Lívia deixa a cidade do Rio de Janeiro e vai com o seu namorado Alexandre, filho de Félix e Adma, para Porto dos Milagres. Já na cidade, ela conhece Gumercindo, sendo conhecido como Guma, que se tornou um homem de caráter e um líder respeitado na pequena cidade litorânea. Os dois se apaixonam, tendo que passarem por poucas e boas para concretizar esse amor, como a hostilidade de Alexandre, que não se conforma em perder Lívia para um pescador, e a ambição de sua tia Augusta Eugênia, que quer ver sua sobrinha casada com o herdeiro de Félix Guerreiro, e ainda ter que lidar com as armações da bela e sedutora Esmeralda, moça apaixonada pelo pescador, que acha que os dois se combinam por serem da mesma classe social.

Já Rosa Palmeirão deixa a cadeia disposta a descobrir o paradeiro do filho de Arlete, e acaba se apaixonando por Félix após abrir um bordel. Otacílio, com quem ela pretendia casar antes de ser presa, se casou com Amapola, com quem teve o filho Alfredo Henrique. Mas Rosa acaba esquecendo-o, tendo os seus olhos especialmente para Félix.

Outros núcleos em destaque são o amor de Alfredo Henrique e Luísa, filha de Rita e Francisco, o amor proibido de Leontina pelo seu cunhado Osvaldo, marido de sua irmã Augusta Eugênia, a relação da professora Dulce com o médico Rodrigo, entre outros interessantes.

Guma, com o apoio dos pescadores e de seus amigos, candidata-se a prefeito, tornando-se um rival político de seu tio Félix. Guma defende o Partido das Causas Trabalhistas, enquanto Félix defende o Partido da Vanguarda Democrática e candidata-se ao governo estadual.[carece de fontes?] Vendo que Guma não é quem ele presumia e ao descobrir através de Adma que Guma é o filho de Bartolomeu, Félix tenta sem êxito matá-lo e esquece também Adma por esta ter mentido para ele durante tantos anos.

Fim

Félix acaba implorando a Guma que salve Alexandre, que tenta se suicidar com Lívia em alto-mar. Guma consegue salvá-los, mas não sobrevive. Disposta a não deixar que o amado morra, Esmeralda entrega sua própria vida a Iemanjá para salvar Guma, convertendo-se ao Candomblé para servir a 'rainha do mar' quando o pescador ressuscita. Ele e Lívia se casam, e os dois têm um filho. Adma, a fim de se livrar de Eriberto, envenena uma taça de champanhe e dá-a a Eriberto, que percebe as artimanhas e troca com Adma as taças, matando-a. Em seguida o capataz também toma o resto da bebida envenenada, morrendo ao lado da mulher que sempre amou.

Félix vence as eleições e se torna o novo governador. Mas no dia da posse de Félix, Rosa mata-o com uma punhalada por ainda pensar enganada que Félix havia sido quem havia ordenado a morte de Arlete uns 23 anos antes. Pouco tempo depois, Guma é eleito novo prefeito, marcando uma nova era em Porto dos Milagres.

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

RepriseEditar

Em 2005 a emissora planejou reexibir a telenovela no Vale a Pena Ver de Novo, porém teve que desistir após o veto do Ministério da Justiça para o horário.[9]

Está sendo exibida desde 11 de fevereiro de 2019 no Canal Viva, substituindo a reapresentação de Vale Tudo.[10]

ElencoEditar

Ator/Atriz Personagem
Marcos Palmeira Gumercindo Vieira Guerrero (Guma)
Flávia Alessandra Lívia Proença
Antônio Fagundes Félix Guerrero
Bartolomeu Guerrero
Cássia Kis Adma Guerrero
Camila Pitanga Esmeralda Miranda
Luíza Tomé Rosa Maria Palmeira (Rosa Palmeirão)
Leonardo Bricio Alexandre Guerrero
José de Abreu Eriberto Pereira
Bárbara Borges Luísa Vieira
Miguel Thiré Alfredo Henrique de Oliveira Ferraço (Fred)
Arlete Salles Augusta Eugênia Proença
Fulvio Stefanini Osvaldo Proença
Zezé Polessa Amapola de Oliveira Ferraço
Eduardo Galvão Otacílio de Oliveira Ferraço
Mônica Carvalho Maria do Socorro Pereira Dias (Socorrinho)
Guilherme Piva Alfeu Dias
Júlia Lemmertz Genésia Pereira
Vladimir Brichta Ezequiel
Taís Araújo Selma Fonseca (Selminha Aluada)
Marcelo Serrado Rodolfo Augusto Proença
Zezé Motta Mãe Ricardina
Tonico Pereira Francisco Vieira (Chico)
Joana Fomm Rita Vieira
Flávio Galvão Deodato Pereira
Louise Cardoso Maria Leontina Proença (Léo)
Nathalia Timberg Ondina dos Los Reis
Cláudio Corrêa e Castro Babau[1]
Paloma Duarte Dulce Ferraço Feitosa
Kadu Moliterno Dr. Rodrigo Feitosa
Carla Marins Judite dos Los Reis
Sérgio Menezes Rufino Fonseca
Cristina Galvão Belmira
Tadeu Mello Venâncio
Luiz Magnelli Josiel
Fernanda Lobo Vênus
Solange Badim Serena
Cyria Coentro Flávia
Ricardo Pavão Delegado Ferrabás
Rosaly Papadopol Doralina
Daniela Faria Haydée Caolha
Marcélia Cartaxo Quirina
Leandro Ribeiro Milton
Daniel Erthal Tales
Anna Cotrim Francinete
Ilva Niño Valdenice
Renata Castro Barbosa Bela
Nana Gouvêa Lindinha
Bruno Giordano Argemiro
Haydil Linhares Dona Plontina
Paulo Vespúcio Severino
Gustavo Ottoni Docinho
Aldri D'anunciação Juca
Thiago Farias Jacques dos Los Reis Filho (Paçoca)
Camilla Farias Ana Beatriz de Oliveira Ferraço

Participações especiaisEditar

Ator/Atriz Personagem
Maurício Mattar Frederico Vieira
Cristiana Oliveira Eulália Vieira
Cláudia Alencar Epifânia Pereira[11]
Roberto Bomtempo Jacques dos Reis
Letícia Sabatella Arlete
Carolina Kasting Laura Proença
Tuca Andrada Leôncio Proença
Reginaldo Faria Coronel Jurandir de Freitas
Luíza Curvo Cecília
Hugo Carvana Delegado Gouvêia
Eunice Muñoz Cigana Pita
Glória Menezes Clotilde Marimbás (Dona Coló)
Eloísa Mafalda Celeste Marimbás
Carlos Eduardo Dolabella Comendador Severo
Sebastião Vasconcelos Bispo Ferraz
Ana Lúcia Torre Salete
Lima Duarte Senador Victório Vianna
Ary Fontoura Deputado Pitágoras Williams Mackenzie
Antônio Fragoso Antenor (amigo de Rodolfo Augusto)
Ricardo Petraglia Caminhoneiro Ranulfo
Roberto Frota Dr. Mendanha
Osvaldo Mil Nonato
Débora Duarte Olímpia
Bete Coelho Eunice
Julio Rocha Luciano
Eva Todor Dona Isolina
Nana Gouvêa Lindinha (Prostituta da casa de Rosa Palmeirão)
Sabrina Sato Prostituta da casa de Rosa Palmeirão

AudiênciaEditar

Estreou com uma média de 47 pontos, com picos de 50, superando assim a sua antecessora, Laços de Família, que havia estreado com média de 45 pontos.[12] Seu último capítulo marcou uma média de 61 pontos, e picos de 65.[13] Teve média final de 44 pontos.[14]

ControvérsiasEditar

Porto dos Milagres sofreu grandes críticas de movimentos afrodescendentes da Bahia e, posteriormente, de outros estados, pelo número reduzido de atores negros no elenco e pela ausência de protagonistas da mesma etnia.[15] O fato deu-se pela novela ser ambientada na Bahia, o estado com maior população negra do Brasil e gravada em Salvador, a cidade com maior número de negros fora do continente africano.[15] Além disso, os temas religiosos causaram controvérsias entre a comunidade cristã. Wilson Victoriano Ferreira da Silva, diretor espiritual da Renovação Carismática da Diocese de Jundiaí, acreditou que os problemas começavam pelo título da novela. "Iemanjá é uma divindade pagã e não pode ser comparada com Nossa Senhora, mãe de Deus. Não aceitamos essa identificação. Um deus pagão não pode fazer milagres", também comentou ele.[16]

MúsicaEditar

Volume 1Editar

Porto dos Milagres Volume I
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 2001
Gravação 2001
Gênero(s) Vários
Duração 55:56
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guilherme Dias Gomes
Cronologia de Vários intérpretes
 
-
Porto dos Milagres Volume II
 
N.º TítuloMúsicaCompositor(es) Duração
1. "Caminhos do Mar"  Gal CostaDorival Caymmi 04:09
2. "Por te Querer"  Belô VelosoAna Flávia, Belô Velloso 03:34
3. "A Lua q Eu t Dei"  Ivete SangaloHerbert Vianna 03:18
4. "Crendice"  Carlinhos BrownCarlinhos Brown 04:35
5. "Entre o Céu e o Mar"  Elba RamalhoRoger Henri 03:44
6. "Um Raio Laser"  Jota QuestPepeu Gomes, Baby Consuelo 05:24
7. "O Bem do Mar"  Dorival CaymmiDorival Caymmi 03:10
8. "Só no Balanço do Mar"  Daniela MercuryLenine, Dudu Falcão 03:41
9. "Sob Medida"  Fafá de BelémChico Buarque 03:41
10. "Sem Amor"  Patricia MellodiEugenio Dale 04:52
11. "Dinamarca"  Gilberto Gil e Milton NascimentoMilton Nascimento e Gilberto Gil 02:00
12. "Fofura"  Uai SôToninho Resende, Teté Santos 03:33
13. "Como Plural"  Roberta do RecifeRoberta De Recife, Krieguer 04:24
14. "Instante Eterno"  Ivan LinsIvan Lins, Moacyr Luz, Aldir Blanc 02:51
Duração total:
55:56

Volume 2Editar

Porto dos Milagres Volume II
Trilha sonora de Vários intérpretes
Lançamento 2001
Gravação 2001
Gênero(s) Vários
Duração 51:54
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Produção Guilherme Dias Gomes
Cronologia de Vários intérpretes
 
Porto dos Milagres Volume I
-
 
N.º TítuloMúsicaCompositor(es) Duração
1. "Feliz"  Leila PinheiroGonzaguinha 04:07
2. "Usted Se Me Llevó la Vida"  Alexandre PiresEstefano, Donato 04:22
3. "Atração Fatal"  Roberta MirandaRoberta Miranda, Cézar Augusto 02:39
4. "Por Enquanto (Ao Vivo)"  Cássia EllerRenato Russo 02:13
5. "Quando Você Não Vem"  Eliana PrintesIvan Lins, Ronaldo Monteiro de Souza 02:50
6. "Babaobá"  Maurício Mattar (Partic. especial Geraldo Azevedo)Maurício Mattar 03:03
7. "Saudade de Amar (If Ever)"  Nana CaymmiDori Caymmi, Paulo Cesar Pinheiro 04:12
8. "Prontos pra Amar"  Guilherme ArantesGuilherme Arantes 05:45
9. "O Impossível"  Erasmo CarlosKiko Zambianchi 03:50
10. "É Doce Morrer no Mar"  Dori CaymmiDorival Caymmi 03:27
11. "Por Entre os Dedos"  José AugustoJosé Augusto 04:02
12. "Trip to Heaven"  The PassengersThe Passengers 03:11
13. "Tema do Rei"  Guilherme Dias GomesGuilherme Dias Gomes 04:24
14. "I Miss You"  Due AngeliDue Angeli 03:49
Duração total:
51:54

PrêmiosEditar

Prêmio Qualidade Brasil RJ
Prêmio Qualidade Brasil SP

Prêmio Contigo![17]

Troféu Imprensa

Prêmio Internet

Referências

  1. a b «Porto dos Milagres». Teledramaturgia 
  2. «Porto dos Milagres estréia hoje, na Globo». Babado Ig. 5 de fevereiro de 2001. Consultado em 10 de setembro de 2015 
  3. Computação gráfica da Globo dá corpo a Iemanjá
  4. Gravações de "Porto dos Milagres" na Espanha terminam hoje
  5. De volta ao Porto Seguro
  6. a b c d e «Porto dos Milagres». Memória Globo. Consultado em 23 de fevereiro de 2009 
  7. a b c d e f «Cópia arquivada». Consultado em 13 de abril de 2001. Cópia arquivada em 13 de abril de 2001 
  8. a b c d «Cópia arquivada». Consultado em 15 de fevereiro de 2001. Cópia arquivada em 15 de fevereiro de 2001 
  9. «Justiça veta "Porto dos Milagres" à tarde». Folha Ilustrada. 14 de novembro de 2005. Consultado em 24 de setembro de 2017 
  10. Patrícia Kogut (21 de janeiro de 2019). «'Porto dos milagres' será reprisada no Viva. Veja como estão os atores». Jornal O Globo. Consultado em 23 de janeiro de 2019 
  11. «Claudia Alencar afirma estar feliz com reprise de Porto dos Milagres e revela curiosidades da trama». Observatório da Televisão. Consultado em 21 de fevereiro de 2019 
  12. «Porto dos Milagres estréia com 47 pontos de audiência». Babado IG. 5 de fevereiro de 2001. Consultado em 10 de setembro de 2015 
  13. Fábio Dobbs. «Porto dos Milagres bate recorde de audiência das 20h». Babado IG. Consultado em 10 de setembro de 2015 
  14. «"Viver a Vida" tem pior audiência da década e recorde de merchandising». Folha Online. 9 de maio de 2010. Consultado em 9 de maio de 2010 
  15. a b «Muita gente vê...». Veja Online. Consultado em 23 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 21 de abril de 2009 
  16. «Religiosos atacam novelas da Globo». Estadão. 9 de abril de 2001. Consultado em 19 de abril de 2019 
  17. «4º prêmio Contigo!». Contigo. Consultado em 23 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 13 de fevereiro de 2009 

Ligações externasEditar