Posse do presidente do Brasil

Posse do presidente do Brasil
Participantes
Localização Brasil Brasília, Distrito Federal:
Catedral Metropolitana
Congresso Nacional
Palácio do Planalto
Palácio Itamaraty
Data 1 de janeiro

A posse do presidente do Brasil ou posse presidencial do Brasil é composta por várias cerimônias que acontecem no dia 1 de janeiro do ano seguinte, três meses após a eleição. Ela se desenvolveu durante os anos mas adquiriu o formato atual num decreto de 1972. Essa lei mantém os detalhes da posse sob consulta do presidente eleito.[1]

Através de eleições democráticas, renúncias, cassações ou mortes, as posses presidenciais são eventos importantes na história brasileira. As cerimônias tiveram significados diferentes em tempos diferentes. Posses de presidentes foram desenvolvidas como a própria democracia brasileira.[2]

A posse mais recente ocorreu em 1 de janeiro de 2019, quando Jair Bolsonaro foi empossado como 38.º presidente do Brasil e Hamilton Mourão como 25.º vice-presidente do Brasil.[3]

As cerimôniasEditar

No Brasil, todos os funcionários públicos devem tomar posse perante a presença de um superior. O mesmo acontece com o presidente, mas o seu único superior é o povo brasileiro (representado pelos deputados federais).

A catedralEditar

A Catedral de Brasília se localiza no início da Esplanada dos Ministérios e o dia da posse, tradicionalmente, se inicia nela. O presidente eleito é conduzido no Rolls Royce Presidencial (somente usado em certas ocasiões) e desfila até o Congresso Nacional, escoltado por 6 agentes da Polícia Federal e 11 cavalos dos Dragões da Independência.[4]

O presidente é acompanhado pela primeira-dama, ou em algumas cerimônias, pelo vice-presidente que se posiciona a esquerda do presidente eleito no Rolls Royce Presidencial, ou em outro carro logo atrás.[5]

Compromisso ConstitucionalEditar

 
Termo de posse presidencial e vice-presidencial da República Federativa do Brasil em 1 de janeiro de 2019.

Ao chegar no Congresso Nacional, eles são recebidos pelos Presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Na presença dos 513 deputados, 81 senadores e de convidados, como chefes de estado ou seus representantes, os novos mandatários fazem um juramento à nação, prestando o compromisso de:[6]

Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Depois da assinatura do termo de posse eles se tornam presidente e vice-presidente da República. O Hino Nacional é executado e o discurso de posse é feito.

Saindo do Congresso Nacional, o Hino Nacional é novamente tocado mas, dessa vez, é seguido por 21 salva de tiros da Bateria Histórica Caiena. Como o presidente é comandante em chefe das Forças Armadas, ele é saudado pelo Batalhão da Guarda Presidencial e por tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Depois o presidente acompanhado da primeira-dama a bordo do Rolls Royce, e o vice-presidente acompanhado da segunda-dama num carro logo atrás, se dirigem ao Palácio do Planalto.[7]

Passagem da faixa presidencialEditar

No Palácio do Planalto, eles são recebidos pelo ex-presidente na rampa de entrada (somente usada em Cerimônias Oficiais). Antigamente, no Salão Nobre e nos dias atuais no parlatório, o ex-presidente passa a faixa presidencial ao novo presidente.[8] O Hino Nacional é tocado pela terceira vez.

Discurso à NaçãoEditar

No parlatório, o discurso ao povo (similar ao de posse só que menor e mais informal) é feito. O único presidente a confiar na memória e pronunciar o juramento de posse sem lê-lo foi o marechal Costa e Silva.[9]

Despedida do ex-presidenteEditar

O presidente acompanha o ex-presidente até a entrada principal do Palácio do Planalto e o observa descer a rampa e entrando num carro oficial que o levará até sua casa ou até o aeroporto.[10][11][12]

NomeaçõesEditar

Já com a faixa presidencial, o presidente se dirige ao Salão Nobre do Palácio do Planalto onde dará posse ao novo ministério. Segundo a tradição, o primeiro a assumir é o ministro da Justiça, que assina o livro de posse e depois é seguido por todos os outros novos Ministros.[13][14] Por último, o presidente da República assina também o livro declarando empossado o novo ministério.

Missões EstrangeirasEditar

Depois de um tempo para descansar após o longo desfile, recebem os chefes de Estado e suas delegações em audiência solene.[1]

RecepçãoEditar

Logo após a solene cerimônia de posse, o presidente oferece um coquetel durante a noite no Palácio Itamaraty para convidados pessoais entre a família, amigos, chefes de Estado e/ou de governo e membros do governo.[1]

GaleriaEditar

Dia da posseEditar

De 1889 a 1930, o mandato presidencial iniciava em 15 de novembro. Após a Era Vargas e com a promulgação da Constituição de 1946, decidiu-se que a posse presidencial seria realizada no dia 31 de janeiro. Com o advento da Constituição de 1967 optou-se pelo dia 15 de março.

A Constituição Federal de 1988 constituiu a data em 1 de janeiro. Porém, ainda na posse do primeiro presidente eleito por sufrágio universal após a redemocratização, Fernando Collor de Mello, não entrou em vigor devido a um artigo das Disposições Transitórias da carta magna que determinava que o mandato do então presidente na época, José Sarney, terminasse só em 15 de março de 1990.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c «Posse presidencial». Brasil Escola. Consultado em 27 de junho de 2020 
  2. «Posses dos presidentes em Brasília: história em fotos, áudios e vídeos». Metrópoles. 1 de janeiro de 2019. Consultado em 27 de junho de 2020 
  3. «Jair Bolsonaro toma posse como 38º presidente do Brasil». VEJA (em inglês). Consultado em 21 de junho de 2020 
  4. «Como se organiza a cerimônia de posse de um presidente?». Super. Consultado em 27 de junho de 2020 
  5. «Posse presidencial». Brasil Escola. Consultado em 27 de junho de 2020 
  6. https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/art_78_.asp
  7. «Confira como será a cerimônia de posse de Bolsonaro». Senado Federal. Consultado em 27 de junho de 2020 
  8. «Posse do presidente: O imponente rito de passagem do poder». Super. Consultado em 27 de junho de 2020 
  9. http://memoria.bn.br/pdf/030015/per030015_1967_A00062.pdf
  10. «FHC desce a rampa pela última vez | Brasil, Notícias». Tribuna PR - Paraná Online. 27 de novembro de 2002. Consultado em 27 de junho de 2020 
  11. G1, Do; Brasília, em (1 de janeiro de 2011). «Lula quebra protocolo na despedida e vai ao encontro do público». Posse de Dilma. Consultado em 27 de junho de 2020 
  12. Orlando Brito (7 de janeiro de 2019). «Cerimônia da rampa do Planalto - Bolsonaro fará como Médici, Geisel, Figueiredo e Collor? - Orlando Brito». Os Divergentes. Consultado em 27 de junho de 2020 
  13. Azevedo, Amanda (1 de janeiro de 2019). «Moro foi o primeiro ministro a tomar posse no governo de Bolsonaro». JC. Consultado em 27 de junho de 2020 
  14. R7. «Jair Bolsonaro dá posse aos 22 ministros que vão integrar governo». Correio do Povo. Consultado em 27 de junho de 2020 

Ligações externasEditar

 
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