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Prémio Pulitzer de Reportagem Internacional

Este Prémio Pulitzer tem sido entregue desde 1942 a um exemplo notável de reportagem sobre assuntos internacionais, incluindo correspondência nas Nações Unidas. Nos seus primeiros seis anos (1942–1947), foi designado por Prémio Pulitzer de Reportagem Telegráfica - Internacional.

Lista de vencedores do Prémio Pulitzer de Reportagem Telegráfica - InternacionalEditar

Lista de vencedores do Prémio Pulitzer de Reportagem Internacional Editar

  • 1948: Paul W. Ward, Baltimore Sun, "pela sua série de artigos publicados em 1947 sobre 'A Vida na União Soviética.'"
  • 1949: Price Day, Baltimore Sun, "pela sua série de 12 artigos intitulados, 'Teste em Liberdade: Índia e o seu Primeiro Ano de Independência.'"
  • 1950: Edmund Stevens, Christian Science Monitor, "pela sua série de 43 artigos escritos numa residência de três anos em Moscovo intitulada, 'Esta é a Rússia Sem Censura.'"
  • 1951: Keyes Beech (Chicago Daily News); Homer Bigart (New York Herald Tribune); Marguerite Higgins (New York Herald Tribune); Relman Morin (Associated Press); Fred Sparks (Chicago Daily News); e Don Whitehead (Associated Press), "pelas suas reportagens sobre a Guerra da Coreia."
  • 1952: John M. Hightower, Associated Press, "pela qualidade sustentada da sua cobertura de notícias de assuntos internacionais durante o ano."
  • 1953: Austin Wehrwein, Milwaukee Journal, "por uma série de artigos sobre o Canadá."
  • 1954: Jim G. Lucas, Scripps-Howard Newspapers, "pela sua reportagem notável do interesse da linha da frente humana da Guerra da Coreia, o cessar-fogo e as trocas de prisioneiros de guerra, fazendo o clímax de 26 meses de serviço significante como correspondente de guerra."
  • 1955: Harrison E. Salisbury, New York Times, "pela sua série significativa de artigos, 'Russia Re-Viewed,' baseada nos seus seis anos como correspondente na Rússia. Os artigos Salisbury perceptivos e bem escritos fizeram uma contribuição valiosa para a compreensão Norte-americana do que se estava a passar no interior da Rússia. Isto deveu-se principalmente à larga escala de assuntos do escritor e profundidade do background juntamente com um número de iluminadoras fotografias que tirou."
  • 1956: William Randolph Hearst Jr., J. Kingsbury-Smith e Frank Conniff, International News Service, "por uma série de entrevistas exclusivas com o líderes da União Soviética."
  • 1957: Russell Jones, United Press, "pela sua cobertura excelente e sustentada da revolta Húngara contra o domínio Comunista, durante a qual trabalhou sob enorme risco pessoal na Budapeste ocupada pelos Russos e deu reportagens com testemunhos da linha da frente da cruel repressão soviética sobre as pessoas húngaras."
  • 1958: Redacção do New York Times, "pela sua cobertura expressiva das notícias estrangeiras, que se caracterizou pela capacidade admirável de iniciativa, continuidade e elevada qualidade durante o ano."
  • 1959: Joseph Martin e Philip Santora, New York Daily News, "pela sua série exclusiva de artigos revelando a brutalidade do governo Batista em Cuba muito antes da sua queda e prevendo o triunfo do partido da revolução Cubana liderado por Fidel Castro."
  • 1960: A.M. Rosenthal, New York Times, "pela sua reportagem perceptiva e competente a partir da Polónia. A expulsão subsequente do Sr. Rosenthal do país foi atribuída pelo porta-voz do governo Polaco à profundidade da sua reportagem nos assuntos polacos, não havendo qualquer acusação de falsa comunicação."
  • 1961: Lynn Heinzerling, Associated Press, "pela sua reportagem em condições extraordinariamente difíceis sobre as etapas iniciais da crise no Congo e pelas suas análises apuradas de eventos noutras partes de África."
  • 1962: Walter Lippmann, New York Herald Tribune Syndicate, "pela sua entrevista de 1961 com o Premier Soviético Khrushchev, ilustrativo da longa e distinta contribuição de Lippmann ao jornalismo Norte-americano."
  • 1963: Hal Hendrix, Miami News, "pela sua reportagem persistente que revelou, numa fase inicial, que a União Soviética tinha instalado plataformas de lançamento de mísseis em Cuba e enviado um grande número de aeronaves MIG-21."
  • 1964: Malcolm W. Browne da Associated Press e David Halberstam do New York Times, "pela sua reportagem individual da Guerra do Vietname e a derrubada do regime Diem."
  • 1965: J. A. Livingston, Philadelphia Bulletin, "pelas suas reportagens sobre o crescimento da independência económica dos satélites da Rússia no Leste Europeu e a sua análise do seu desejo de retomar o comércio com o Oeste."
  • 1966: Peter Arnett, Associated Press, "pela sua cobertura da guerra no Vietname."
  • 1967: R. John Hughes, Christian Science Monitor, "pela sua reportagem minuciosa sobre a tentativa do golpe Comunista na Indonésia em 1965-1966."
  • 1968: Alfred Friendly, Washington Post, "pela sua cobertura da Guerra do Médio Oriente em 1967."
  • 1969: William Tuohy, Los Angeles Times, "pela sua correspondência na Guerra do Vietname em 1968."
  • 1970: Seymour M. Hersh, Dispatch News Service, "pela sua revelação exclusiva da tragédia da Guerra do Vietname na aldeia de My Lai."
  • 1971: Jimmie Lee Hoagland, Washington Post, "pela sua cobertura da luta contra o Apartheid na África do Sul."
  • 1972: Peter R. Kann, Wall Street Journal, "pela sua cobertura da Guerra Indo-Paquistanesa de 1971."
  • 1973: Max Frankel, New York Times, "pela sua cobertura da visita à China do Presidente Nixon em 1972."
  • 1974: Hedrick Smith, New York Times, "pela sua cobertura da União Soviética e os seus aliados na Europa do Leste em 1973."
  • 1975: William Mullen, repórter, e Ovie Carter, fotógrafo, Chicago Tribune, "pela sua cobertura da fome em África e Índia."
  • 1976: Sydney H. Schanberg, New York Times, "pela sua cobertura da tomada de poder comunista no Camboja, desenvolvida sob enorme risco quando decidiu ficar no seu posto após a queda de Phnom Penh."
  • 1977: Não foi entregue o prémio
  • 1978: Henry Kamm, New York Times, "pelas suas histórias sobre os refugiados da Indochina, 'Vietnamese boat people'."
  • 1979: Richard Ben Cramer, The Philadelphia Inquirer, "pelas reportagens no Médio Oriente."
  • 1980: Joel Brinkley, repórter e Jay Mather, fotógrafo do Louisville Courier-Journal, "pelas histórias a partir do Camboja."
  • 1981: Shirley Christian, Miami Herald, "pelos seus despachos a partir da América Central."
  • 1982: John Darnton, New York Times, "pelas suas reportagens a partir da Polónia."
  • 1983: Thomas L. Friedman e Loren Jenkins, New York Times e Washington Post respectivamente, "pelas suas reportagens individuais da invasão israelita de Beirute e as suas consequências trágicas."
  • 1984: Karen Elliott House, Wall Street Journal, "pela sua série extraordinária de entrevistas com o Rei Hussein da Jordânia que antecipou correctamente os problemas com que se iria confrontar a administração Reagan no plano de paz do Médio Oriente."
  • 1985: Josh Friedman e Dennis Bell, repórteres, e Ozier Muhammad, fotógrafo, Newsday, "pela sua série sobre a situação de fome em África."
  • 1986: Lewis M. Simons, Pete Carey e Katherine Ellison, San Jose Mercury News, "pela sua série de Junho de 1985 que documentou as enormes transferências de riqueza do Presidente Marcos e os seus associados, tendo um impacto directo nos desenvolvimentos políticos subsequentes nas Filipinas e nos Estados Unidos."
  • 1987: Michael Parks, Los Angeles Times, "pela sua cobertura equilibrada e abrangente da África do Sul."
  • 1988: Thomas L. Friedman, New York Times, "pela cobertura equilibrada e informada de Israel."
  • 1989: Bill Keller, New York Times, "pela cobertura engenhosa e detalhada dos eventos na U.S.S.R."
  • 1989: Glenn Frankel, Washington Post, "pela reportagem sensível e equilibrada a partir de Israel e do Médio Oriente."
  • 1990: Nicholas D. Kristof e Sheryl WuDunn, New York Times, "pela reportagem bem informada a partir da China sobre o movimento de massas para a democracia e a subsequente repressão."
  • 1991: Caryle Murphy, Washington Post, "pelos seus despachos a partir do Koweit ocupado, alguns dos quais realizados enquanto se escondia das autoridades iraquianas."
  • 1991: Serge Schmemann, New York Times, "pela sua cobertura da reunificação da Alemanha."
  • 1992: Patrick J. Sloyan, Newsday, "pela sua reportagem da Guerra do Golfo Persa, conduzida após o fim da guerra, que revelou novos detalhes sobre aas tácticas Norte-americanas no campo de batalha e incidentes de fogo amigo."
  • 1993: John F. Burns, New York Times, "pela sua cobertura corajosa e minuciosa da destruição de Sarajevo e os matanças bárbaras na guerra da Bósnia e Herzegovina."
  • 1993: Roy Gutman, Newsday, "pela sua reportagem corajosa e persistente que revelou atrocidades e violações dos direitos humanos na Croácia e Bósnia e Herzegovina."
  • 1994: Redacção do The Dallas Morning News, "pela sua série examinando a epidemia da violência contra as mulheres em muitas nações. "
  • 1995: Mark Fritz, Associated Press, "pela sua reportagem sobre a violência étnica e chacina no Ruanda."
  • 1996: David Rohde, Christian Science Monitor, "pela sua reportagem persistente no local do massacre de milhares de muçulmanos bósnios em Srebrenica."
  • 1997: John F. Burns, New York Times, "pela sua cobertura corajosa e perspicaz do regime pungente imposto pelos Talibãs no Afeganistão."
  • 1998: Redacção do New York Times, "pela sua série reveladora que descreveu os efeitos corrosivos da corrupção da droga no México."
  • 1999: Redacção do Wall Street Journal, "pela sua cobertura aprofundada e analítica da crise russa financeira de 1998."
  • 2000: Mark Schoofs, Village Voice, "pela sua série provocante e enriquecedora da crise da SIDA em África."
  • 2001: Ian Denis Johnson, Wall Street Journal, "pelas suas histórias reveladoras sobre as vítimas da repressão brutal do movimento Falun Gong pelo governo chinês e as implicações dessa campanha no futuro."
  • 2001: Paul Salopek, Chicago Tribune, "pela sua reportagem sobre os conflitos políticos e epidemias de doenças  que assolam África, testemunhado em primeira mão quando viajou, algumas vezes de canoa, através das regiões do Congo controladas por rebeldes."
  • 2002: Barry Bearak, New York Times, "pela sua cobertura profunda e comovente da vida quotidiana no Afeganistão devastado pela guerra."
  • 2003: Kevin Sullivan e Mary Jordan, Washington Post, "pela sua revelação das condições horríveis do sistema de justiça criminal do México e como estas afectam as vidas quotidianas das pessoas."
  • 2004: Anthony Shadid, Washington Post, pela sua capacidade extraordinária de capturar, sob perigo pessoal, as vozes e emoções dos iraquianos, enquanto o seu país era invadido, o seu líder derrubado e seu modo de vida virado do avesso.
  • 2005: Kim Murphy do Los Angeles Times, "pela sua cobertura eloquente e de larga escala da luta da Rússia de lidar com os terrorismo, melhorar a economia e fazer com que a democracia funcione."
  • 2005: Dele Olojede do Newsday, Long Island, "pelo seu olhar novo e assombrado do Ruanda uma década após as violações sexuais e a chacina genocida da tribo Tutsi."
  • 2006: Joseph Kahn e Jim Yardley do New York Times, "pelas suas histórias ambiciosas sobre a justiça irregular na China à medida que o sistema legal em crescimento do país se desenvolve."
  • 2007: Redacção do The Wall Street Journal, "pelas reportagens sobre o impacto adversos do capitalismo chinês."
  • 2008: Steve Fainaru do The Washington Post, "pelas suas série altamente reportada sobre os mercenários no Iraque que operam fora da maioria das leis que governam as forças Norte-americanas."
  • 2009: Redacção do The New York Times, "pela sua cobertura magistral e inovadora dos desafios militares e políticos mais profundos dos Estados Unidos no Afeganistão e Paquistão, reportagens frequentemente realizadas sob condições perigosas".
  • 2010: Anthony Shadid do The Washington Post, "pela sua série rica e lindamente escrita sobre o Iraque, enquanto os Estados Unidos se retiram e as suas pessoas e líderes lutam para lidar com o legado da guerra e a moldar o futuro da nação."
  • 2011: Clifford J. Levy e Ellen Barry do The New York Times, "pela sua reportagem obstinada que põe uma cara humana no sistema de justiça esmorecido na Rússia, influenciando notavelmente a discussão dentro do país."
  • 2012: Jeffrey Gettleman do The New York Times, "pelos seus relatos vívidos, muitas vezes sob perigo pessoal, da fome e conflitos no Leste de África, uma parte negligenciada mas incrivelmente estratégica do mundo."
  • 2013: David Barboza do The New York Times, "pela sua revelação impressionante da corrupção em altos níveis no governo chinês."
  • 2014: Jason Szep e Andrew R. C. Marshall da Reuters "pelos seus relatos corajosos da perseguição violenta dos Rohingya, uma minoria muçulmana no Myannmar que, no esforço de fugir do país, tornavam-se, muitas vezes, vítimas de redes predatórias de tráfico humano."[1]
  • 2015: Redacção do The New York Times "pela reportagens corajosas da linha da frente e histórias humanas vívidas sobre o Ébola em África, envolvendo o público com o âmbito e os detalhes do surto enquanto manteve as autoridades responsáveis."[2]
  • 2016:Alissa J. Rubin do The New York Times, "Pela reportagem minuciosa e escrita envolvente que deu voz às mulheres afegãs que foram forçadas a suportar crueldades indescritíveis."[3]

Referências

  1. «The Pulitzer Prizes | Citation». Pulitzer.org. Abril de 2014. Consultado em 15 de Abril de 2014 
  2. «International Reporting». The Pulitzer Prizes. Consultado em 20 de Abril de 2015 
  3. «International Reporting». The Pulitzer Prizes. Consultado em 19 de Abril de 2016