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Programa Nosso Encontro
Baby Rizzato, apresentadora do programa
Informação geral
Formato Revista eletrônica
Duração 90 min.
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Exibição
Emissora de televisão original Brasil TV A Crítica (Rede Record)
Transmissão original 13 de agosto de 1972 - 19 de dezembro de 2015

Nosso Encontro foi um programa de televisão brasileiro apresentado desde 13 de agosto de 1972 por Baby Rizzato, que ia ao ar todas os sábados pela TV A Crítica. O último programa exibido foi em 19 de dezembro de 2015, totalizando quase 43 anos no ar (no ano de 2014, por razões desconhecidas o programa não foi ao ar).

O nome do programa originou-se do primeiro encontro entre Baby Rizzato e Heron Rizzato – o primeiro produtor do programa e ex-marido de Baby Rizzato. O Nosso Encontro mereceu a atenção especial de homens ilustres como José Airton Pinheiro e Umberto Calderaro Filho, principais idealizadores apoiadores para o crescimento do programa.

O programa foi tão concebido que ao longo de três décadas e meia resistiu a expressivas mudanças na televisão amazonense. A primeira foi da TV Baré, que pertencia aos Diários Associados, transmitindo a programação da Rede Tupi para a mesma TV Baré transmitindo a programação do SBT, em 1981; a segunda da TV Baré para TV A Crítica (em 1986 houve mudança de controle acionário da emissora, porém ainda afiliada ao SBT) e a terceira da TV A Crítica afiliada ao SBT para TV A Crítica afiliada Rede Record, em 2007.

Música, moda, culinária, entrevistas sem censura e cartas marcadas, praticando um jornalismo sem mordaça e discussões sobre assuntos polêmicos da semana eram os principais atrativos do programa que passou por diversas fases, desde o colunismo social eletrônico, destacando personalidades da sociedade manauara, até fases mais polêmicas ao promover debates com temas de interesse público com entrevistas com autoridades locais.

Ficou 38 anos no ar e era apresentado ao vivo sempre aos sábados. Assistido pelos que gostam e também pelos que não gostam. Sempre foi assim. O horário de exibição do programa variou bastante durante todos os anos em que esteve no ar, chegando a ter duas horas de duração durante as tardes, que foram gradativamente reduzidas por força de imposição da programação nacional de rede. Passou por diversos horários, a maioria na faixa vespertina, porém chegou a ser transmitido no horário da manhã (iniciando às 10 da manhã), como acontecia em alguns anos na vigência do horário brasileiro de verão. Também já houve exibições ao vivo do programa fora de seus estúdios, como a que ocorreu no Teatro Amazonas, por ocasião do aniversário de 25 anos de programa.

A abertura do programa sempre focava na apresentadora, a jornalista Baby Rizzato, como a grande âncora do programa. No início e até meados da década de 1990 as aberturas eram feitas em ambiente externo, valorizando a paisagem natural de Manaus, em locais como a Ponta Negra, sempre de maneira bastante artesanal. À medida que a emissora se modernizava as aberturas foram ganhando traços mais tecnológicos, com aberturas feitas em próprio estúdio, sempre focando na apresentadora. O tema de abertura nas décadas de 1970 e 1980 foi a música Baby do cantor e compositor Arthurzinho (Oh, baby me mostra o caminho certo, que é pra eu poder ficar mais perto, mais perto do seu coração...) e posteriormente substituída, na década de 1990, para a música homônima Baby, composta por Caetano Veloso e na voz da cantora Gal Costa (Você precisa saber da piscina, da margarina, da Carolina, da gasolina; você precisa saber de mim). O último tema de abertura exibido era instrumental e foi gravado especialmente para o programa.

O Nosso Encontro foi o primeiro programa local em formato de revista eletrônica, assim como o primeiro a ser exibido em cores. Foi também o que mais tempo permaneceu no ar, ou seja o mais antigo da televisão amazonense. Era transmitido pela TV A Crítica, um dos braços do império da Rede Calderaro de Comunicação, que possui ainda o jornal de maior circulação do Estado, e algumas emissoras de rádio.

Em 03 de março de 2012 o programa foi o primeiro a ser transmitido totalmente em HDTV pela TV A Crítica.

Em 06 de outubro de 2012 foi realizado o programa especial de 40 anos no ar, gravado no Teatro Direcional, no qual a apresentadora recebeu e premiou personalidades amazonenses pelos bons serviços prestados à comunidade e com destaque na história do programa e da própria apresentadora. O programa completou 40 anos no dia 13 de agosto de 2012..[1]

No ano de 2013 o programa saiu de dentro dos seus estúdios e passou a ser gravado em locais turísticos da cidade. No ano de 2014, por motivos desconhecidos, o programa não foi ao ar, retornando no ano seguinte.[2]

O último programa transmitido pela TV A Crítica foi em 19 de dezembro de 2015, com a apresentadora bastante emocionada pelo encerramento de seu programa, contando com a participação de toda a equipe da emissora, bem como da direção da casa.

Atualmente, reprises do programa podem ser vistas através do canal A Crítica+, canal 188 da operadora de TV a cabo NET.

Índice

ApresentadoraEditar

Programa Nosso Encontro
A apresentadora do programa mais antigo da TV

Baby Rizzato iniciou na televisão após um convite de Sadie Hauche para apresentar na TV Ajuricaba o Baile das Debutantes, em outubro de 1969. O sucesso da apresentação televisiva das debutantes foi tão grande que o jornalista Phelippe Daou (ex dono da TV Amazonas, afiliada da Rede Globo) resolveu “vendê-la” como apresentadora de um programa à TV Ajuricaba.

Em 1970, Baby passou a apresentar um, programa na televisão Ajuricaba. O nome era o mesmo da coluna que tivera em O Jornal: Sempre às Quintas. Em forma de revista, o programa durava apenas 15 minutos no horário comprado pela Amazonas Publicidade, do jornalista Phelippe Daou.

Ao vivo, Baby apresentava moda, desfiles de manequins e algumas notas de sociedade. Imagens, só o que se podia fazer dentro do estúdio, pois não havia condições de cenas externas. Com imaginação e criatividade, sempre inovava e lançava modas, como certo dia em que se apresentou com um enorme anel no dedão do pé. Túnicas indianas coloridas e calças justas o tempero jovem ao estilo famosa Carnaby Street de Londres, a meca dos hippies de butique.

QuadrosEditar

  • A Velha Surda – interpretada pelo ator Mário Jorge Bittencourt, fazia as criticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.
  • Prêmio a Chave do Sucesso – o prêmio era dado às personalidades da cidade. Os homenageados eram escolhidos pelos Radialistas.
  • O Círculo das Luminosas - O quadro foi introdizido no Nosso Encontro em 1974, criado pelo produtor da época, Mário Jorge Bittencourt, que acrescentava a sua veia humorística de ator caricato a um outro quadro do programa, encarnado a personagem “Velha Surda”, que fazia críticas que a apresentadora preferia não assumir diretamente.

A produção do programa tinha nomes escolhidos para o quadro que contava com as luminosas fixas (que nunca recusavam um convite para participar do programa), e as avulsas, que eram convidadas em ocasioes em que tivessem mais familiariedadecom o tema entrevista. Dele participaram, em vários momentos, mulheres que ainda hoje estão em evidência, como Lourdes Buzaglo, Rosaline Pinheiro Muelas, Cacilda Barbosa e a juíza Lúcia Tereza Assayag. Participaram como luminosas, além das citadas, Justina Lebre da Silva, Inês Maria Lyra Benzecry, Myrza Theodoro, Henriette Cordeiro Oliveira, Ana Maria Silva e Giese Cardoso.

  • Prêmio Nosso Encontro – Em 2002, na comemoração do aniversário do programa de 30 anos do programa, a TV A Crítica instituiu o “Prêmio Nosso Encontro”, com o qual foram agraciadas pessoas ilustres da sociedade, políticos e gente do ramo das comunicações, em uma grande apresentação no palco do Teatro Amazonas.
  • Abrindo o Armário - A apresentadora descobri o que a as socialites guardam dentro dos seus guarda-roupas e closets
  • Saindo do Estúdio - Baby visita pontos da cidade, eventos e entrevista cidadãos comuns da sociedade.
  • Etiqueta Social - Espaço onde o comportamento das pessoas é avaliado por um especialista no estúdio para ajudar com as dicas de etiqueta.

Moda, culinária, atrações artísticas, entrevistas, agenda, realize o seu sonho, sorteio de brindes – foram alguns dos últimos quadros do programa.

Os produtoresEditar

Heron Rizzato, Álvaro Braga, Mário Adolfo, Fábio Marques, Herman Marinho, Alberto Jorge, Cauby Cerquinho, Alexandre Prata, Kid Mahall.

O programa “Nosso Encontro”, não se tratava apenas de mais um programa da TV Amazonense e sim o retrato de um povo. Os idealizadores e incentivadores iniciais deram uma grande contribuição, os produtores e diretores do programa que se seguiram, não são menos importantes. Cada um deles, com as suas vertentes de comunicação explícitas e o desempenho de Baby, conseguiram dar ao “Nosso Encontro” as condições de acompanhar a evolução da televisão ao longo dos anos.

No início, o publicitário Heron Rizzato acumulava a função de apresentador, em parceria com Baby e a de produtor. Nesse período surge Mário Jorge Bittencourt, ator e estilista, para compor a primeira equipe de produção do programa. Com a saída de Mário Jorge surge o teatrólogo Álvaro Braga, que se dispôs a ser o produtor, trazendo o consigo o assistente e também ator Fábio Marques.

Com a morte Álvaro Braga, Mário Adolfo (jornalista), assume a produção do programa a convite de Baby Rizzato. O programa continuava com um trio de produtores; entre tantas modificações feitas por Mário, a primeira delas foi substituir o prefixo musical de abertura do programa que era “BABY”, de Arthuzinho, gravada pelo cantor Marcus Piter, por “BABY” de Caetano Veloso; uma outra de tamanha repercussão foi acabar como quadro “Circulo das Luminosas”. Mário atuou como produtor até 1987.

O jornalista Herman Marinho substituiu o Mário Adolfo, na produção do Nosso Encontro, e que ainda mantinha-se o trio de produção. Depois vieram Alberto Jorge e Caubi Cerquinho como produtores e Alexandre Prata como assistente de produção.

Atual ProdutorEditar

Programa Nosso Encontro
Kid Mahall na direção do Programa Nosso Encontro há 18 anos
 
Jornalista Kid Mahall trabalha na direção do “Nosso Encontro” da TV A Crítica desde 1992

No final da década de 80 havia na TV A Crítica um programa de enorme audiência chamado ‘Alô Manaus’. Era um jornalístico da pesada mesmo, onde os debates, as denúncias e as mazelas da cidade rolavam com enorme seriedade, entre jornalistas brilhantes, como Paulo França, Fernando Collyer, Humberto Gomes e outros. O ‘Alô’ tinha a direção do carioca Ozéas Monteiro e produção do Alberto Jorge. Um dia, Baby Rizzato assistindo ao desenrolar do programa, ao vivo, ficou observando o trabalho do assistente de produção, um cara de teatro, estranhamente chamado Kid Mahall. Rizzato ficou ligada na movimentação e na esperteza de Kid, e imediatamente desejou levá-lo para o Nosso Encontro. Na época os produtores do programa eram Cauby Cerquinho e Alexandre Prata, o que significava ausência de verba para contrartação de mais alguém.

“Coincidentemente”, semanas depois, o Cerquinho assumiu o jornalismo da TV A Crítica, deixando o cargo de produtor em aberto. Era chegada a hora do Kid Mahall. Baby ao conversar com o Kid, notou a indecisão e o medo foi então obrigada a cutucar os brios do artista sacudindo no tranco o seu ego super. Foi batata! Mahall topou, e dias depois fazia a sua estreia no Nosso Encontro, começando ali a história, que já dura uma década. A dupla havia sido formada, Kid Mahall (produtor) e Alexandre Prata (assistente de produção) até 1995. Foi quando Alexandre saiu da equipe para se dedicar ao colunismo social. kid Mahall assumiu em 1992, a produção e direção do programa.

Kid foi o mais organizado e burocrático dos produtores, sempre com arquivos, agendas e fichas em dias. Dirige o programa com mãos de ferro, sem sorrisos e proibições a granel. O que tinha o Herman Marinho de doce e tranquilo, tinha o Mahall de marrudo e arrepiado.

Com Kid na direção do programa, tudo tem que ser para ontem, sem garagalhadas nem gracejos, da maneira mais profissional possível. O produtor e apresentadora Baby trombaram de frente no primeiro round, e em muitos outros, até atingirem o estágio em que estão hoje, chegando até se entenderem pelo olhar. Baby Rizzato define o produtor Kid Mahall dessa forma: para amá-lo há de entendê-lo. E para entendê-lo há de exercitar o lado paciente que possuímos lá no fundo, sempre escondido...”

HomenagensEditar

Câmara Municipal de Manaus – Em comemoração aos 30 anos de TV

Tema da Escola de Samba A Grande Família, que contou a história da apresentadora na passarela do sambódromo no carnaval de 2003.

Pesquisa de audiência: áreas de atuaçãoEditar

O programa está entre os dez programas locais mais assistidos pelos telespectadores de Manaus; 86% dos telespectadores de Manaus assistem freqüentemente a programação da TV A Crítica; Durante a semana, 24% dos televisores ligados estão sintonizados na TV A Crítica. Aos domingos, são 33%; O sinal da TV A Crítica cobre Manaus e os quarenta principais municípios do interior do Amazonas. São três milhões de pessoas, ou mais... O sinal da TV A Crítica também pode ser sintonizado em qualquer parte do Brasil e da América do Sul por antenas parabólicas com receptor digital.

ReferênciasEditar

LEONG, Leyla. Baby Rizzato - 30 anos de TV. 1. ed. Manaus: Valer, 2003. 110 p.

Referências

  1. «Baby celebra 40 anos de 'Nosso Encontro'». 2 de outubro de 2012. Consultado em 31 de outubro de 2016 
  2. Mendonça, Rosiel (27 de fevereiro de 2015). «Baby Rizzato volta aos sábados da TV A Crítica e conta como quase jogou tudo para o ar». entretenimento. A Critica. Consultado em 31 de outubro de 2016 

Ver tambémEditar