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O êxodo rural tem sido um dos processos paralelos à proletarização durante a Revolução Industrial, na que comunidades de pequenos proprietários autossuficentes emigraram em massa às cidades em procura de trabalho assalariado.[1] Hoje em dia, a deslocalização industrial gera processos semelhantes em países em vias de desenvolvimento.[2]

A proletarização refere-se ao processo social pelo qual pessoas auto-empregadas ou empregadoras (e inclusive desempregadas que não precisavam trabalhar) passam a ser mão de obra assalariada por parte de um empregador. Para a teoria marxista, a proletarização tem sido uma das formas mais importantes de mobilidade social descendente.[3]

Conceito marxistaEditar

Para Marx, o processo de proletarização era uma das caras da acumulação de capital. O crescimento do capital implicava um crescimento da classe operária. A expansão dos mercados capitalistas precisava de um processo de acumulação primitiva e privatização, que transferia a cada vez mais bens a mãos privadas, concentrando a riqueza numas poucas pessoas. Desta maneira, cada vez uma maior percentagem da população foi dependendo de um trabalho assalariado, vendendo sua força de trabalho a um empleador por um salário ao carecer de outros bens que permitissem a sobrevivência.[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (em castelhano) La proletarización del campesinado y su relación con el desarrollo capitalista: el caso del País Valenciano. Agricultura y sociedad. 1979.
  2. Lozano, Wilfredo (1985). Proletarización y campesinado en el capitalismo agroexportador (em espanhol). [S.l.]: Instituto Tecnológico de Santo Domingo 
  3. a b Edgell, Stephen (2008). «Proletarianization, polarization and revolutionary change». Class: Key Concept in Sociology (em inglés). [S.l.]: Routledge. ISBN 0-203-17757-6 
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