Protestos na Argentina em dezembro de 2001

Os Protestos na Argentina em dezembro de 2001 ocorreram nos dias 19 e 21 de dezembro de 2001 em várias cidades da Argentina, incluindo a capital Buenos Aires.[1] As manifestações foram causadas pela crise econômica[2][3] que sacudiu o país no final de 2001 e que culminaram com as renúncias do Ministro da Economia Domingo Cavallo e do Presidente Fernando de la Rúa.[4]

Intervenção da polícia no conflito

Protestos e renúncia presidencialEditar

Presidente Fernando de la Rúa anunciando em cadeia nacional a promulgação do estado de emergência.

Com a piora da crise política e econômica, em dezembro de 2001, surgiram tumultos e saques em vários pontos do país. O presidente De la Rúa anunciou em cadeia nacional o estado de emergência.[5] Os distúrbios continuaram; os protestos (chamados de "cacerolazo") aumentaram após seu discurso, causando 27 mortes e milhares de feridos.[6] Cavallo renunciou à meia-noite no mesmo dia, e o resto do gabinete seguiu o exemplo.[7]

Houve aumento dos saques em 20 de dezembro, tanto em Buenos Aires quanto no Conurbano. Os cacerolazos continuaram; grandes grupos de pessoas iniciaram manifestações pedindo a saída do governo. Os sindicatos—primeiro o CTA e depois a CGT—iniciaram greves gerais contra o estado de emergência. A maior parte da UCR retirou seu apoio a de la Rúa, e então ele pediu ao PJ para criar uma coalizão governamental. O PJ recusou, e de la Rúa renunciou como presidente. Sua última ação administrativa foi retirar o estado de emergência.[6] O presidente renunciou em 21 de dezembro de 2001, tendo governado por dois anos, metade do mandato para o qual foi eleito.[5]

Como o vice-presidente Carlos Álvarez já havia renunciado, o Congresso se reuniu para nomear um novo presidente. Adolfo Rodríguez Saá, governador da província de San Luis, ocuparia o cargo por dois meses enquanto convocava uma nova eleição presidencial. Novos protestos o forçaram a renunciar, e Eduardo Duhalde foi nomeado presidente. Duhalde conseguiu completar o mandato de de la Rúa.[8]

Referências

  1. «Argentina in state of siege after deadly riots» (em inglês). na CNN.com. 20 de dezembro de 2001 
  2. «The events that triggered Argentina's crisis» (em inglês). na BBC News - Business. 21 de dezembro de 2001 
  3. «Argentina teeters on possible economic collapse» (em inglês). na CNN.com. 21 de dezembro de 2001 
  4. «Argentine President Quits After Deadly Riots» (em inglês). no Tribal Messenger. 20 de dezembro de 2001. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 22 de novembro de 2003 
  5. a b Clifford Kraus (21 de dezembro de 2001). «Argentine leader, his nation frayed, abruptly resigns». The New York Times. Consultado em 21 de março de 2016 
  6. a b Larry Rohter (22 de dezembro de 2001). «Interim Presidency Decided in Argentina but Doubts Linger». The New York Times. Consultado em 21 de março de 2016 
  7. Clifford Kraus (21 de dezembro de 2001). «Past Economic Cures Are Now Fuel for a Crisis». The New York Times. Consultado em 21 de março de 2016 
  8. Larry Rohter (2 de janeiro de 2002). «New Argentine President Takes Office». The New York Times. Consultado em 21 de março de 2016 
  Este artigo sobre movimentos sociais é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.