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Quarteto 1111
Quarteto 1111 em Cascais
Informação geral
Origem Estoril
País Portugal Portugal
Período em atividade 1967-1975
1976-1977
1984
1987
2003
2007
2008
Gravadora(s) Columbia/Valentim de Carvalho
EMI/Valentim de Carvalho
Deca/Valentim de Carvalho
Polygram
Integrantes José Cid (1967-1975 e 1984-actualmente)
Tozé Brito (1970-1975 e 1984-actualmente)
Mike Sergeant (1974-1975 e 1984-actualmente)
Michel Silveira (Miguel Artur da Silveira) (1967-1975 e 1984-actualmente
Ex-integrantes António Moniz Pereira (1967-1974)
Jorge Moniz Pereira (1967)
Mário Rui Terra (1968-1969)
Guilherme Inês (1974-1975)
Vítor Mamede (1976-1977)
Rui Reis (1976-1977)
Armindo Neves (1976-1977)
Luís Duarte (1976-1977)

O Quarteto 1111 é uma banda portuguesa, formada em 1967, no Estoril. Numa década de inovações e experimentalismos, muitas bandas tentavam copiar o que era difundido pela rádio e ouvido em ocasionais discos trazidos do estrangeiro.

HistóriaEditar

Um dos muitos grupos inspirados nos Shadows era o Conjunto Mistério, mais tarde chamado Quarteto 1111. Este nome foi inspirado no número de telefone onde decorriam os ensaios. O grupo era formado por Miguel Artur da Silveira, José Cid, António Moniz Pereira e Jorge Moniz Pereira.

Primeiro EPEditar

O primeiro EP é A Lenda de El-Rei D. Sebastião, que conseguiu ser o primeiro disco português a tocar no programa Em Órbita do Rádio Clube Português. Os trabalhos seguintes do Quarteto 1111 seguem o caminho iniciado com A Lenda de El-Rei D. Sebastião. Em 1968 concorrem ao festival RTP da Canção interpretando Balada para D. Inês, que se classifica em 3.º lugar.

Primeiros singlesEditar

Em 1968, já com Mário Rui Terra no lugar de Jorge Moniz Pereira, é publicado o single Meu Irmão / Ababilah, e no ano seguinte saem dois outros trabalhos no mesmo formato (Nas Terras do Fim do Mundo e Génese/Monstros Sagrados)

Primeiro álbum e censuraEditar

O grupo teve bastantes problemas com a Censura, por causa de canções que tinham uma forte carga política e contestatária. Em 1970 é assim publicado o primeiro LP, simplesmente intitulado Quarteto 1111. Este álbum foi mandado retirar do mercado, pela Comissão de Censura, devido a temas como Lenda de Nambuangongo e Pigmentação.

Ainda em 1970, Tozé Brito, proveniente dos Pop Five Music Incorporated, entra para o lugar de Mário Rui Terra. Logo de seguida, o grupo começa também a cantar em inglês.

EvoluçãoEditar

Em 1971, o grupo actua no Festival de Vilar de Mouros. Um ano depois, surge a oportunidade de ir gravar a Inglaterra as canções que tinham apresentado ao vivo no Festival dos Dois Mundos, em Lisboa. Surgem assim os Green Windows, grupo de cariz mais ligeiro que o Quarteto 1111 e que co-existe com este.

Em 1973, o Quarteto 1111 grava com Frei Hermano da Câmara o LP Bruma Azul do Desejado. Um ano depois, é publicado o LP Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas - Obra-Ensaio de José Cid, um trabalho nitidamente influenciado pelo rock progressivo de grupos como os King Crimson ou os Renaissance.

Final do grupoEditar

Depois do abandono de José Cid, em 1975, o Quarteto 1111 continua, chegando a participar de novo no Festival RTP da Canção, em 1977, com o tema O Que Custar. A formação de então já não tinha, no entanto, nenhum membro da original, dissolvendo-se pouco depois. José Cid, Mike Sergeant, Tózé Brito e Michel ainda voltariam a juntar-se em 1987, para gravar o single Memo / Os Rios Nasceram Nossos, que marca o final da carreira discográfica do grupo.

DiscografiaEditar

Álbuns de estúdioEditar

SinglesEditar

  • 1968 - "Meu Irmão" / "Ababilah"
  • 1969 - "Nas Terras do Fim do Mundo"
  • 1969 - "Génese" / "Os Monstros Sagrados"
  • 1970 - "Todo o Mundo e Ninguém" / "É Tempo de Pensar em Termos de Futuro"
  • 1970 - "Back to the Country" / "Everybody Needs Love, Peace and Food"
  • 1971 - "Ode to the Beatles" / "1111"
  • 1972 - "Sabor a Povo" / "Uma Nova Maneira de Encarar o Mundo"
  • 1976 - "Lisboa À Noite" / "Canção do Mar"
  • 1977 - "O Que Custar"
  • 1987 - "Memo" / "Os Rios Nasceram Nossos

EPEditar

  • 1967 - A Lenda de El-Rei D.Sebastião
  • 1967 - Balada para D. Inês
  • 1968 - Dona Vitória
  • 1970 - Domingo Em Bidonville

CompilaçõesEditar

  • 1981 - Antologia da Música Popular Portuguesa
  • 1993 - A Lenda Do Quarteto 1111 (CD, EMI-Valentim de Carvalho)[1]
  • 1996 - A Lenda De El-Rei D. Sebastião (CD, EMI-Valentim de Carvalho, Colecção Caravela)[2]
  • 2005 - Singles and EP

Referências

  1. «Catálogo - Detalhes do registo de "A Lenda do Quarteto 1111"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de novembro de 2018 
  2. «Catálogo - Detalhes do registo de "A lenda d'El Rei D. Sebastião"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 15 de novembro de 2018 

Ligações externasEditar