Abrir menu principal

Quarteto de cordas

Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações (desde dezembro de 2009). Ajude a melhorar este artigo inserindo fontes.

Quarteto de cordas é um grupo musical de quatro instrumentos de corda - quase sempre dois violinos, uma viola e um violoncelo - ou uma peça escrita para ser executada por tal grupo. O quarteto de cordas é um dos grupos de câmara de mais destaque na música clássica.

Definição e estruturaEditar

Embora qualquer combinação de quatro instrumentos de corda possa ser chamada literalmente de "quarteto de cordas", na prática o termo se refere ao grupo que consiste de dois violinos (o "primeiro", que normalmente toca a linha melódica no registro de notas mais alto, e o "segundo" violino, que toca as notas mais graves da harmonia), uma viola e um violoncelo. Caso o compositor crie música para quatro outros instrumentos de corda, como três violinos e um contrabaixo, ou violino, viola, violoncelo e violão, a instrumentação é geralmente indicada. O quarteto de cordas em sua formação padrão é considerado como uma das formas mais importantes de música de câmara, e a maioria dos compositores desde o fim do século XVII compuseram neste formato, como Haydn.

Uma composição para quatro músicos utilizando-se de instrumentos de corda pode apresentar qualquer estrutura, porém o termo, tradicionalmente, era composto em quatro movimentos, seguindo uma estrutura geral similar às das sinfonias clássicas. O primeiro e último movimentos costumam ser rápidos, tipicamente, enquanto o segundo e o terceiro consistem de um movimento lento e outro mais dançante (como um minueto, scherzo, furiant), em qualquer ordem. Apesar de exceções de destaque, o século XX viu esta estrutura ser gradualmente abandonada pelos compositores, embora mudanças significativas à estrutura típica já houvessem sido realizadas nos últimos quartetos de Beethoven.

Diversos outros grupos de câmara podem ser vistos como modificações do quarteto de cordas, como o quinteto para piano, que nada mais é que um quarteto de cordas com o acréscimo de um piano; o quinteto de cordas, que é um quarteto de cordas com a adição duma viola, violoncelo ou contrabaixo; o trio de cordas, que contém um violino, uma viola e um violoncelo; e o quarteto para piano, um quarteto de cordas com a substituição dum dos violinos por um piano.

HistóriaEditar

A forma do quarteto de cordas passou a ser utilizado após a primeira metade do século XVIII. As primeiras obras de Joseph Haydn para o formato tinham cinco movimentos e lembravam o divertimento (título que chegaram a receber em algumas edições) ou a serenata; porém os quartetos opus 9, de 1769-1770, já apresentam a estrutura que se tornaria padrão tanto para Haydn quanto para outros compositores: quatro movimentos, um rápido, um lento, um minueto e trio e um final rápido. Por estes exemplos terem ajudado a codificar um formato que se originou na suíte barroca, Haydn é chamado frequentemente de "pai do quarteto de cordas", e chegou a executar seus quartetos em ocasiões sociais, em quartetos de corda improvisados dos quais o jovem Wolfgang Amadeus Mozart também participava.

Desde a época de Haydn o quarteto de cordas adquiriu cada vez mais prestígio, e passou a ser considerado o verdadeiro teste da arte do compositor erudito, provavelmente devido ao fato de que a paleta sonora do quarteto é bem mais reduzida que a da música orquestral, forçando a música a se sustentar mais em suas próprias características do que nas cores e diversidades tonais, e pela tendência inerentemente contrapuntais na música escrita para quatro instrumentos tão similares.

A composição para o quarteto de cordas floresceu na era clássica, quando nomes como Mozart e Beethoven compuseram séries célebres de quartetos, tão ou mais considerados que os do próprio Haydn. No século XIX houve um leve desinteresse pelo formato, e os compositores da época normalmente compunham apenas um quarteto de cordas, apenas como forma de mostrar que tinham o domínio do gênero, que ainda trazia prestígio. Com a chegada da idade moderna da música erudita, o quarteto retornou à antiga popularidade entre os compositores, e passou a ter um papel central no desenvolvimento da obra de compositores como Arnold Schoenberg, Béla Bartók e, especialmente, Dmitri Shostakovitch e Heitor Villa-Lobos.

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Quarteto de cordas

Leitura adicionalEditar

  • David Blum (1986). The Art of Quartet Playing: The Guarneri Quartet in Conversation with David Blum, New York: Alfred A. Knopf Inc. ISBN 0-394-53985-0,
  • Arnold Steinhardt (1998).Indivisible by four, Farrar, Straus Giroux. ISBN 0-374-52700-8
  • Edith Eisler (2000). 21st-Century String Quartets, String Letter Publishing. ISBN 1-890490-15-6
  • Paul Griffiths (1983). The String Quartet: A History, New York: Thames and Hudson. ISBN 0-500-01311-X
  • David Rounds (1999), The Four & the One: In Praise of String Quartets, Fort Bragg, CA: Lost Coast Press. ISBN 1-882897-26-9.
  • Robin Stowell, ed (2003) The Cambridge Companion to the String Quartet, Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-00042-4. A general guide to the history of string quartet ensembles, their repertory, and performance.
  • Francis Vuibert (2009), Répertoire universel du quatuor à cordes, ProQuartet-CEMC, ISBN 978-2-9531544-0-5