Queluz (São Paulo)

município no leste do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá
Queluz
  Município do Brasil  
Igreja Matriz de São João Batista
Igreja Matriz de São João Batista
Símbolos
Bandeira de Queluz
Bandeira
Brasão de armas de Queluz
Brasão de armas
Hino
Gentílico queluzense
Localização
Localização de Queluz em São Paulo
Localização de Queluz em São Paulo
Queluz está localizado em: Brasil
Queluz
Localização de Queluz no Brasil
Mapa de Queluz
Coordenadas 22° 32' 13" S 44° 46' 26" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] São José dos Campos
Região imediata[1] Cruzeiro
Região metropolitana Vale do Paraíba e Litoral Norte
Municípios limítrofes Resende (RJ), Areias, Silveiras, Lavrinhas (SP) e Passa Quatro (MG) [2][3][4][5]
Distância até a capital 220 km
História
Fundação 4 de março de 1842
Administração
Prefeito(a) Laurindo (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [6] 249,399 km²
População total (Estimativa IBGE/2019[6]) 13 420 hab.
Densidade 53,8 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [7]) 0,766 alto
PIB (IBGE/2008[8]) R$ 74 508,901 mil
PIB per capita (IBGE/2008[8]) R$ 6 766,16
Website Sítio oficial (Prefeitura)
Sítio oficial (Câmara)

Queluz é um município no leste do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. A população aferida no Censo de 2010 era de 11 309 habitantes e a área é de 249,399 km², resultando em uma densidade demográfica de 45,27 hab/km². A população estimada pelo IBGE para 1 de julho de 2019 era de 13 420 habitantes.[6]

Em Queluz localizam-se parcialmente a Pedra da Mina, ponto culminante do estado (2798 m), no ponto de encontro das divisas do município com Lavrinhas (SP) e Passa Quatro (MG), e o Pico dos Três Estados (2665 m), que marca o ponto de encontro das divisas estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.[2]

HistóriaEditar

Originou-se Queluz de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa.

O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras.

Fonte:"O Passado Ao Vivo"(Thereza Regina de Camargo Maia)

O município conta com várias cachoeiras, como a conhecida Águas da Marambaia, que atrai grande quantidade de turistas no verão.[9]

O calendário de festas do município é farto, desde abril com a Festa da Moranga e da Mandioca, ingredientes primordiais para o prato típico do município, batizado de "Queluz na Moranga", passando pela Festa de São João em junho - tradicional festa junina, a maior e melhor de todo Vale do Paraíba -, pelo Festival de Inverno em julho, Festa do Doce em Outubro, entre outros eventos realizados pela população e prefeitura.

GeografiaEditar

Seus municípios limítrofes são Resende (RJ) a leste e nordeste, Areias a sudeste, Silveiras a sul, Lavrinhas a oeste e Passa Quatro (MG) ao norte.[2][3][4][5]

DemografiaEditar

Dados do Censo - 2000

População total: 9.112

  • Urbana: 7.846
  • Rural: 1.266
  • Homens: 4.524
  • Mulheres: 4.588

Densidade demográfica (hab./km²): 36,54

Mortalidade infantil até 2 anos (por mil): 16,97

Expectativa de vida (anos): 70,64

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,51

Taxa de alfabetização: 90,84%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,766

  • IDH-M Renda: 0,675
  • IDH-M Longevidade: 0,761
  • IDH-M Educação: 0,687

(Fonte: IPEADATA)

ClimaEditar

Segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), a temperatura mínima registrada em Queluz foi de 6,5 °C, ocorrida no dia 13 de agosto de 2004. Já a máxima foi de 41,0 °C, observada dia 12 de fevereiro de 2003. O maior acumulado de chuva registrado na cidade em 24 horas foi de 105,0 mm, em 2 de março de 1958.[10]

ComunicaçõesEditar

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[11], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[12], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[13] para suas operações de telefonia fixa.

Filhos ilustresEditar

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c «Carta Topográfica 1:50.000 - Folha SF-23-Z-A-I-3 - Passa-Quatro» (JPEG). IBGE. 1974. Consultado em 21 de novembro de 2012 
  3. a b «Carta Topográfica 1:50.000 - Folha SF-23-Z-A-I-4 - Agulhas Negras» (JPEG). IBGE. 1988. Consultado em 21 de novembro de 2012 
  4. a b «Carta Topográfica 1:50.000 - Folha SF-23-Z-A-IV-1 - Cruzeiro» (JPEG). IBGE. 1974. Consultado em 21 de novembro de 2012 
  5. a b «Carta Topográfica 1:50.000 - Folha SF-23-Z-A-IV-2 - São José do Barreiro» (JPEG). IBGE. 1988. Consultado em 21 de novembro de 2012 
  6. a b c «Queluz». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2019 
  7. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  8. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  9. «Queluz». Instituto Estrada Real 
  10. Sistema de Monitoramento Agrometeorológico (Agritempo). «Dados Meteorológicos - São Paulo». Consultado em 9 de dezembro de 2012. Arquivado do original em 9 de janeiro de 2012 
  11. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  12. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  13. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 

Ligações externasEditar