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Quillajaceae

Família monotípica de plantas com flor da ordem Fabales.

DescriçãoEditar

Os membros da família Quillajaceae são pequenas árvores perenes com distribuição natural nas regiões de clima temperado da América do Sul.

SistemáticaEditar

A família Quillajaceae é um táxon monotípico que tem como único género Quillaja, um táxon descrito por Juan Ignacio Molina e publicado em Florae Peruvianae, et Chilensis Prodromus 91, pl. 18. 1794..[2] A espécie tipo é Quillaja saponaria Molina

O género Quillaja era parte da família Rosaceae, tendo sido elevado ao nível taxonómico de família e integrado na ordem Fabales no sistema de classificação APG IV.

A posição sistemática do grupono contexto da ordem Fabales , com a presente circunscrição taxonómica, conforme determinada pelas técnicas da filogenia molecular, sugere a seguinte árvore evolucionária:[3][4][5][6][7][8][9]


Polygalaceae
Surianaceae
Fabales
Quillajaceae
Cercidoideae
Detarioideae
Fabaceae
Duparquetioideae
Dialioideae
Caesalpinioideae
Faboideae


O género contém apenas duas espécies extantes, Quillaja brasiliensis e Quillaja saponaria,[10] e uma espécie fóssil, Dakotanthus cordiformis.[11]

Assim, na sua presente circunscrição taxonómica a família agrupa apenas um género com duas espécies extantes validamente descritas:

Conhece-se um género fóssil:

  • Dakotanthus Manchester, Dilcher, Judd, Corder & Basinger

ReferênciasEditar

  1. Quillajaceae in PlantList
  2. «Quillajaceae». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 19 de fevereiro de 2013 
  3. Bruneau A; Forest F; Herendeen PS; Klitgaard BB; Lewis GP (2001). «Phylogenetic Relationships in the Caesalpinioideae (Leguminosae) as Inferred from Chloroplast trnL Intron Sequences». Syst Bot. 26 (3): 487–514. doi:10.1043/0363-6445-26.3.487 (inativo 31 de janeiro de 2019) 
  4. Miller JT; Grimes JW; Murphy DJ; Bayer RJ; Ladiges PY (2003). «A phylogenetic analysis of the Acacieae and Ingeae (Mimosoideae: Fabaceae) based on trnK, matK, psbAtrnH, and trnL/trnF sequence data». Syst Bot. 28 (3): 558–566. JSTOR 25063895. doi:10.1043/02-48.1 (inativo 31 de janeiro de 2019) 
  5. Bruneau A; Mercure M; Lewis GP; Herendeen PS (2008). «Phylogenetic patterns and diversification in the caesalpinioid legumes». Botany. 86 (7): 697–718. doi:10.1139/B08-058 
  6. Miller JT; Murphy DJ; Brown GK; Richardson DM; González-Orozco CE (2011). «The evolution and phylogenetic placement of invasive Australian Acacia species». Diversity and Distributions. 17 (5): 848–860. doi:10.1111/j.1472-4642.2011.00780.x 
  7. Manzanilla V; Bruneau A (2012). «Phylogeny reconstruction in the Caesalpinieae grade (Leguminosae) based on duplicated copies of the sucrose synthase gene and plastid markers». Molecular Phylogenetics and Evolution. 65 (1): 149–162. PMID 22699157. doi:10.1016/j.ympev.2012.05.035 
  8. LPWG [Legume Phylogeny Working Group] (2013). «Legume phylogeny and classification in the 21st century: Progress, prospects and lessons for other species-rich clades». Taxon. 62 (2): 217–248. doi:10.12705/622.8. hdl:10566/3455 
  9. Miller JT; Seigler D; Mishler BD (2014). «A phylogenetic solution to the Acacia problem». Taxon. 63 (3): 653–658. doi:10.12705/633.2 
  10. Watson, L., and Dallwitz, M.J. 1992 onwards. The families of flowering plants: descriptions, illustrations, identification, and information retrieval. Version: 12th July 2018.
  11. Manchester, Steven R.; Dilcher, David L.; Judd, Walter S.; Corder, Brandon; Basinger, James F. (1 de junho de 2018). «Early Eudicot flower and fruit: Dakotanthus gen. nov. from the Cretaceous Dakota Formation of Kansas and Nebraska, USA». Acta Palaeobotanica (em inglês). 58 (1): 27–40. ISSN 2082-0259. doi:10.2478/acpa-2018-0006 

BibliografiaEditar

  • Lotova, L. I. e A. C. Timonin. 1999. Anatomy of cortex and secondary phloem in Rosaceae. 3. Quillajoideae. Bot. Zhurn. 84 (2): 34-41

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar