Ana de Sousa

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Ana de Sousa (c. 1582, - 17 de dezembro de 1663) foi a rainha reinante (ngola) do Reino do Dongo entre 1624 e 1626 e fundadora e rainha do Reino da Matamba, reinando de 1631 até sua morte em 1663. Nascida com o nome de Jinga ou Ginga Ambande ou Ambandi (em quimbundo: Nzinga Mbande ou Nzinga Mbandi) foi uma importante estrategista militar e política durante a presença portuguesa nas regiões correspondentes à atual Angola. [1] Travou grandes batalhas e tratados de aliança e paz com os portugueses, na qual envolvia a vassalagem dos reinos nativos africanos e escravidão dos mesmos para a Europa e o Brasil.[2][3]

Ana de Sousa
Angola do Dongo
Reinado 1624 - 1626
Antecessor(a) Amabande
Sucessor(a) João I
Angola da Matamba
Reinado 1631 - 1663
Predecessor Título criado
Sucessor Bárbara
 
Nascimento 1582
Morte 17 de dezembro de 1663
Pai Quilombo Quiacasenda
Mãe Guenguela Cacombe

Ana de Sousa reinou por 37 anos e se tornou uma heroína na história de Angola, sendo até hoje lembrado por seus feitos políticos e militares. Uma das principais ruas de Luanda, capital da atual Angola leva seu nome e na mesma cidade encontra-se uma estatua no Largo do Quinaxixi, construída à mando do presidente José Eduardo dos Santos em comemoração aos 27 anos de independência de Angola.

Etimologia do NomeEditar

Ana de Sousa teve seu nome registrado na documentação colonial como Jinga, Ginga, Zinga, Zingua e Singa.[4] Também era conhecida por seu nome de batismo cristão, Ana de Sousa. Este nome foi dado quando batizada, em homenagem à portuguesa que atuou como sua madrinha de batismo. Seu sobrenome veio em homenagem ao governador de Luanda em exercício, João Correia de Sousa.[5]

Como rainha da Matamba seu nome oficial foi Angola Jinga. O nome Angola era um título para o governante de Dongo e Matamba. Seu nome podia ser escrito como Jinga Ambande ou Jinga Ambandi.

Primeiros anosEditar

Jinga nasceu em cerca de 1582,[6] filha da escrava ambundo Guenguela Cacombe e do angola Quilombo Quiacasenda (r. 1592–1617) [7] e irmã de Ambande (r. 1617–1624),[8] Mucambu (Bárbara) e Quifunji (Graça).[9][10]

De acordo com a lenda, o parto de sua mãe Guengela foi complicado pois Jinga nasceu com o cordão umbilical enrolado em seu pescoço (Em Quimbundo; Kujinga significa torcer ou girar). [11]Tal fato na crença nativa era de que a pessoa seria um alguém poderoso e orgulhoso. [12]

Quando tinha cerca de 10 anos, seu pai Quilombo se tornou o rei (Angola) do Dongo.[13] Ela sempre foi muito favorecida por seu pai por se destacar entre as filhas do rei e não ser herdeira ao trono, facilitando uma maior dedicação à jovem sem despertar atritos com seus irmãos homens. Em seu crescimento a jovem Jinga foi treinada nas artes militares e políticas na corte do pai, chegando à servir-lo como conselheira jurídica e diplomata com os portugueses. Além disso ela foi ensinada por missionários portugueses à ler, escrever e falar em português. [14]

Em sua juventude o reino do Dongo passava por muitas crises internas, devido à rivais políticos do rei Quilombo e externas devido as ameaças portuguesas. O portugueses haviam chegado no Dongo no século XV e havia sido inicialmente um aliado no comercio atlântico de escravos. Porém em 1571 o rei Sebastião de Portugal ordena a subjugação e conquista do Reino do Dongo. Os imbangalas, que foram um grupo de guerreiros nômades inimigos do reino de Dongo se juntaram aos portugueses na mesma época. Os imbangalas desejavam a posse de terras em Dongo, já os portugueses queriam capturar nativos para vender como escravos. Muitos nativos do Dongo se aliaram aos portugueses também e isso fez os tributos ao rei diminuírem. Quando o pai de Jinga se tornou rei em 1593 o reino já estava à mais de dez anos em guerra. Quilombo tentou uma variedade de métodos para lidar com a crise, sejam por meio da guerra ou da diplomacia, porém deram poucos resultados favoráveis ao mesmo. [15]

SucessãoEditar

Embaixada em LuandaEditar

 
Ilustração contemporânea da rainha Jinga em negociações com os portugueses, datada de 1657

Em 1617, o rei Quilombo morre e Angola Ambande, irmão de Jinga o sucede como rei (angola). [16] Jinga e Ambande sempre foram rivais e Ambande se tornou paranoico de que o filho recém-nascido de sua irmã um dia poderia o assassinar, por isso ordenou que a criança fosse morta e Jinga fosse esterilizada. Temendo por sua vida ou por ressentimento por seu filho, Jinga fugiu para a região da Matamba logo após o ocorrido, permanecendo em exílio até que seu irmão o chamara outra vez em 1621 para servir como embaixatriz do reino do Dongo em Luanda.[17] A escolha de Ambande se devia à que não conseguia combater os portugueses com a força e decidiu por pedir ajuda da irmã que falava, escrevia e lia em português e era uma eximia diplomata para tratar a paz com os portugueses. Jinga aceitou e em 1622 viajou até Luanda ao encontro de João Correia de Sousa, governador português. Enquanto outros lideres do Dongo se vestiram com trajes ocidentais, Jinga optou por utilizar vestimentas tradicionais com a intenção de demonstrar sua não submissão aos portugueses. Segundo a lenda, no momento em que Jinga chegou ao salão onde conversaria com João Correia de Sousa não havia cadeiras para os líderes africanos conversarem com o governador, apenas uma almofada no chão onde se sentariam em uma posição de submissão ao governador. Entretanto Jinga ordenou que um soldado se posicionasse de quatro no chão para que Jinga se sentasse em suas costas como uma cadeira, ficando assim cara a cara com o governador. Ela era uma negociadora feroz e fez um acordo com os portugueses, onde em troca da abertura da rota de comercio e o estudo e conversão ao cristianismo dos governantes do Dongo, os portugueses retirariam suas tropas e reconheceriam a soberania do Dongo como um estado soberano, sem precisar a paga de um tributo anual e nem a vassalagem do reino.

Jinga foi batizada em Luanda, onde assumiu o nome cristão de Ana de Sousa, em homenagem à sua madrinha Ana de Sousa, esposa do governador João Correia de Sousa, que também serviu como padrinho. [18] Ela utilizaria este nome em muitas cartas nos anos posteriores e ainda assumiria que após sua conversão foi durante um tempo feliz de sua vida e deixou Luanda com a sensação de missão cumprida. [19]

Reinado e ConflitosEditar

Após a paz com os portugueses, a paz entre os imbangalas e os dongos ruiu e uma nova guerra estourou. Na situação o rei Angola Ambande fugiu de Cabassa com sua corte e alguns seguidores. Os portugueses não estariam dispostos à prosseguir com a paz conseguida com os dongos se o rei estivesse exilado e não convertido. [20] Como resultado a paz entre os portugueses e os dongos conseguida por Jinga foi anulada e os mesmos continuaram à invadir as terras nativas e a capturar africanos como escravos.[21]

Em 1624 o rei Angola Ambande morreu de causas misteriosas (Alguns afirmam envenenamento e outros, um suicídio). [22] Antes de morrer Ambande deixou clara a vontade de que Jinga o sucedesse. Ela foi entronizada pouco depois do opulento funeral de seu irmão, que teve partes de seu corpo preservado em um misete (Um tipo de relicário).

Angola Ambande tinha um rival na corte de Dongo, Hari que se opunha à uma liderança feminina e por isso jurou vassalagem aos portugueses, ainda se batizando e assumindo o nome de João. Com ajuda dos guerreiros jagas de Casange e de aliados do Dongo, Hari conseguiu a deposição de Jinga que fugiu para Luanda. Após fugir ela juntou seguidores e capturou a rainha de Matamba, assumindo esse posto e reunindo um grande exercito na região. Logo após ela retornou o Dongo e reassumiu seu trono.[23]

Ao reassumir o trono ela enfrentou uma forte oposição da aristocracia que não a queria como soberana. Jinga utilizou da genealogia para se legitimar no trono, porém ainda foi desconsiderada já que tanto ela quanto seu irmão falecido Ambande eram na verdade filhos do rei com escravas concubinas. Ela ainda seguiu utilizando a ascendência paterna, enquanto seus rivais alegavam que além de não totalmente nobre, ela era uma mulher e por tanto incabível ao trono.

Jinga nunca foi capaz de se legitimar como governante de Dongo por ser mulher, já que esse requisito era visto como incabível ao posto de governo, até mesmo por seus apoiadores. Por todos estes motivos em algum momento na década de 1640 a rainha se “tornou um homem” que era um costume comum para governantes mulheres, já que não eram legitimadas como legitimas soberanas. Ela passou a se vestir com trajes masculinos e a liderar com sucesso, ofensivas contra portugueses, jagas e outros inimigos políticos. [24]

Os HolandesesEditar

Em 1641 a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais invadiu e ocupou Luanda com auxilio do Reino do Congo, fazendo com que maior parte da região fosse uma colônia holandesa. Jinga fez uma aliança com os holandeses contra os portugueses, que agora se concentravam no interior na cidade de Massangano. Com isso Jinga também muda a capital do reino para Cavanga, ao norte do Dongo na esperança de recuperar algumas terras perdidas.

Em 1644 a rainha derrotou os portugueses em Angoleme, mas não conseguiu prosseguir com as vitorias. Em 1646 ela foi derrotada em Cavanga pelos portugueses, que no processo capturaram sua irmã Mucambu e foi descoberto que ela mantinha correspondências com Quifunji na cidade, onde revelava planos dos portugueses de conquista. Após a descoberta da traição a princesa Quifunji foi morta afogada no Rio Cuanza. [25]Afirma-se também que ela na verdade fugiu para a atual Namíbia.

Os holandeses em Luanda enviaram reforços a Jinga, que com sua ajuda derrotou o exercito português em 1647 sitiando a cidade de Massangano. Pouco tempo depois em 1648 os portugueses reconquistam Luanda em um ataque liderado pelo brasileiro Salvador Correia de Sá. Após isso Jinga se retirou para Matamba.[26]

Nos anos posteriores Jinga implementou táticas de guerrilha, criando trincheiras ao redor das aldeias para a proteção das mesmas. Criou falsas alianças com reinos vizinhos, apenas com a intenção de expandir seu reino a medida que envelhecia. Porém um de seus feitos mais notáveis foi ter aberto o reino para escravos fugidos de colonos portugueses. [27]

Anos finaisEditar

Em 1656 ela conhece missionários capuchinhos e se converte novamente ao cristianismo, ainda permitindo que missionários adentrassem o reino para converter os nativos a religião que até o momento ela sempre foi contra.[28]

Em 24 de novembro de 1657 os portugueses decidem por cessar a guerra e os planos de conquista de Dongo e Matamba em uma carta ratificada pelo rei D. Afonso VI. Após a paz ela tentou reconstruir sua nação que a anos havia sido devastada pela guerra e pela agricultura em excesso. No entanto ela conseguiu desenvolver Matamba como uma potencia comercial na região, uma porta de entrada para a África Central.[29] Ela se opôs a que a princesa imbangala Jinga Mona a sucedesse com soberana após sua morte, por isso no tratado de paz pediu para que os portugueses ajudassem sua família a permanecer no trono. Na falta de um herdeiro que a sucedesse, ela fez sua irmã Mucambu se casar com João Guterres Angola Canini, do poderoso clã Canini. Esse casamento porém não foi permitido pelos capuchinhos já que João Guterres já teria uma esposa em Ambaca.

Em seus últimos anos ela tentou reassentar ex-escravos fugidos das fazendas europeias em seu reino. Apesar dos esforços para destroná-la, em especial pelo líder imbagala Cassange e também sofreu tentativas dos portugueses para matá-la. Entretanto apesar de tudo Jinga morreu pacificamente em Matamba, na idade de oitenta e dois anos em 17 de dezembro de 1663.[30]

Sua sucessora foi sua irmã Mucambu, que assumiu o nome cristão de Bárbara e reinou até sua morte em 1666. Após a morte de Mucambu o reino de Matamba passou por uma guerra civil, que foi terminada apenas em 1671 quando o reino se tornou vassalo de Portugal e foi integrado à Angola Portuguesa em 1744.

Em uma lenda em particular conta-se que Jinga teria um harém repleto de homens, porém a cada vez que mantinha relações sexuais com eles, os mesmos eram mortos no dia seguinte. [31]

LegadoEditar

 
Estátua em Luanda, Angola

Jinga hoje é lembrada como a “Mãe de Angola” por ter lutado e negociado por seu povo. Ela ainda é reverenciada na história da África como uma das mulheres mais admiráveis e perspicazes da história. Relatos de sua vida são geralmente romantizados, porém mesmo assim ela é considerada um símbolo de luta contra a opressão. Jinga finalmente conseguiu moldar seu estado em uma forma que tolerou sua autoridade, embora certamente o fato de que ela sobreviveu a todos os ataques a ela e construiu uma forte base de apoiadores leais ajudou tanto quanto a relevância dos precedentes que ela citou. Embora Jinga obviamente não tivesse superado a ideia de que as mulheres não podiam governar no Dongo durante sua vida, e tiveram que 'se tornar um homem' para manter o poder, suas sucessoras mulheres enfrentaram poucos problemas em serem aceitas como governantes. Jinga foi abraçado como um símbolo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) durante a guerra civil.[32]

Um importante rua de Luanda no largo do Quinaxixi leva seu nome e construída em 2002.[33] A estatua foi uma dedicação do presidente José Eduardo dos Santos na comemoração do 27º aniversário da independência. As mulheres angolanas casam-se frequentemente perto da estátua, especialmente às quintas e sextas-feiras.

O Banco Nacional de Reserva de Angola (BNA) emitiu uma série de moedas em homenagem a Jinga “em reconhecimento do seu papel na defesa da autodeterminação e da identidade cultural do seu povo”.[34]

Um filme angolano, Njinga: Rainha de Angola foi lançado em 2013. Teve Lesliana Pereira como protagonista no papel da rainha Jinga. [35]

“Ela foi uma feroz guerreira anticolonial, uma lutadora militante, uma mulher no poder em uma sociedade dominada por homens, e ela lançou as bases para uma resistência angolana bem-sucedida ao colonialismo português até o século XX”, escreve Aurora Levins Morales ao advertir que "ela também era uma mulher de elite que vivia do trabalho alheio, assassinou seu irmão e seus filhos, lutou contra outros africanos em nome dos portugueses e colaborou no tráfico de escravos".

Referências

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  2. Araújo, Marta Maria de (31 de janeiro de 2019). «Decreto nº 20.529, de 16 de outubro de 1931». Revista Educação em Questão (51). ISSN 1981-1802. doi:10.21680/1981-1802.2019v57n51id16752. Consultado em 2 de outubro de 2020 
  3. Oliveira, Everton Josimar de; Silva, João Carlos da (24 de janeiro de 2019). «O funcionário de escola pública no Paraná: uma análise do Jornal Sindical 30 de Agosto (2003-2008)». Revista NUPEM (22): 145–159. ISSN 2176-7912. doi:10.33871/nupem.v11i22.329. Consultado em 2 de outubro de 2020 
  4. UNESCO (24 de outubro de 2014). Nzinga Mbandi, reine du Ndongo et du Matamba (em inglês). [S.l.]: UNESCO 
  5. Stapleton, Timothy J. (Timothy Joseph), 1967-. Encyclopedia of African colonial conflicts. Santa Barbara, Calif.: [s.n.] OCLC 950611553 
  6. Lopes 2004.
  7. Assunção 1993, p. 246.
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BibliografiaEditar

  • Assunção, Guilherme José Ferreira de (1993). Narrativas dos povos de Angola. Luanda: União dos Escritores Angolanos 
  • Cadornega, Antonio de Oliveira de (1942). Cunha, Manuel Alves da, ed. História Geral das Guerras Angolanas Tomo III. Lisboa: Agência Geral das Colônias, Divisão de Publicações e Biblioteca 
  • Lopes, Nei (2004). «Nzinga, Rainha». Enciclopédia brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro 
  • Pacavira, Manuel Pedro (1979). Nzinga Mbandi. Lisboa: Edições 70