Rainha depois de Morta, Inês de Castro

Rainha Depois de Morta, Inês de Castro (1910) é um filme mudo português da autoria de Carlos Santos, considerado o primeiro filme épico e de reconstituição histórica realizado em Portugal.[1] A curta-metragem atualmente encontra-se desaparecida. Foi também o primeiro filme do ator António Silva.[2]

Rainha depois de Morta, Inês de Castro
D. Inês de Castro
Portugal Portugal
1910 •  p&b •  
Realização Carlos Santos
Produção Empreza Cinematographica Ideal
Coprodução Júlio Costa
Produção executiva Raúl Ferrão
Argumento Júlio Costa
Elenco Amélia Vieira
Carlos Santos
Eduardo Brazão
José Carlos dos Santos
Pinto Costa
Tomás Vieira
Mendonça de Carvalho
Mário Veloso
Madalena Caçador
Maria Amélia Caçador
António Silva
Maria Isabel de Oliveira Berardi
Género filme épico
drama
Direção de fotografia André Valldaura
Distribuição Raúl Lopes Freire
Lançamento Portugal 2 de maio de 1910
Idioma mudo

SinopseEditar

O filme narra os amores, a morte e coroação póstuma da rainha Inês de Castro: «a mísera e mesquinha que, depois de morta, foi rainha».[3]

ProduçãoEditar

Publicitado e concebi como um "filme de arte", a obra cinematográfica "Rainha depois de Morta" foi produzida graças aos bons conhecimentos do produtor Júlio Costa no meio teatral, que juntou Rafael Ferreira, professor do Conservatório e jornalista d'O Século, e Carlos Santos, ator respeitado no meio artístico nacional, que realizou e interpretou o papel de D. Pedro I.

Carlos Santos reuniu o elenco, chamando um outro reputado ator de teatro, Eduardo Brazão, para fazer o papel do rei D. Afonso IV. Para Inês de Castro, foi escolhida Amélia Vieira, mãe de Carlos Santos. O filme é também importante por ter marcado a estreia cinematográfica de António Silva, que viria a ser um dos mais populares actores do teatro e do cinema português do século XX.[4]

O filme foi gravado no Atelier Cerca do Coleginho, situado na Mouraria, e em Campo Grande, em Lisboa, e produzido pela Empreza Cinematographica Ideal.[5]

Enquadramento históricoEditar

Juntamente com Os Crimes de Diogo Alves (1909), Rainha depois de Morta foi uma das primeiras grandes produções do cinema português, com o recurso a meios técnicos industriais e elencos de vulto, anunciando a tendência de produzir obras espectaculares de temática nacional, que se acentuaria a partir dos anos vinte.[6]

O filme foi exibido no Salão Central, Palácio Foz, a 2 de maio de 1910 e, depois, em casas de espectáculos do país, África e Brasil[7].

ElencoEditar

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar

  1. Ramos, Jorge Leitão (2 de novembro de 2012). Dicionário do Cinema Português 1895-1961. [S.l.]: Leya 
  2. «Rainha Depois de Morta de Carlos Santos». Amor de Perdição. 27 de setembro de 2007. Consultado em 21 de fevereiro de 2021 
  3. Paul, Gill (12 de janeiro de 2015). Royal Love Stories: The Tales Behind the Real-Life Romances of Europe's Kings & Queens (em inglês). [S.l.]: Ivy Press 
  4. Cruz, José de Matos (1998). Cinema português: o dia do século. [S.l.]: Grifo 
  5. Nascimento, Guilherme; Oliveira, Marco; Lopes, Frederico. «Rainha Depois de Morta». CinePT | Cinema Português. Consultado em 21 de fevereiro de 2021 
  6. Colóquio: Letras. [S.l.]: Fundação Calouste Gulbenkian. 1989 
  7. Esteves, João; Castro, Zília Osório de (2013). Feminae, Dicionário Contemporâneo. Lisboa: Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. ISBN 978-972-597-372-1 

Ligações externasEditar

  Este artigo sobre um filme é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.