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Rama Coomaraswamy

Rama Poonambalam Coomaraswamy (Nova Iorque, 192619 de julho de 2006) foi um médico e teólogo católico tradicional estadunidense. Filho do filósofo perenialista indiano Ananda Kentish Coomaraswamy e de dona Louisa Runstein Coomaraswamy.

Formou-se em Geologia, pela Universidade de Harvard, e em Medicina, pela Universidade de Nova York, com especialização em cirurgia torácica e cardiovascular. Ao mesmo tempo, foi um combativo e erudito defensor do catolicismo tradicional, opondo-se decididamente à "nova igreja" que surgiu da absorção, pelo concílio Vaticano II (1962-65), de ideologias modernas como o marxismo, o evolucionismo, o cienticismo e o relativismo. Tais ideologias podem ser sintetizadas pelo termo "modernismo", já anatematizado na encíclica Pascendi, do Papa São Pio X.

Vale notar que o catolicismo tradicional de Coomaraswamy é distinto do catolicismo oficial moderno, sendo ele expoente do sedevacantismo.

Seus principais livros são The Destruction of the Christian Tradition (World Wisdom, 2006), The problems with the New Mass (Tam Publishers, 1996), The problems with the other Sacraments (edição online) e The Invocation of the Name of Jesus in the Western Church (Fons Vitae, 2001).

O único livro em português de Rama Coomaraswamy publicado até aqui é Ensaios sobre a destruição da tradição cristã (2a ed., Editora Irget, 2013), coletânea de textos críticos sobre o marxismo, a Teologia da Libertação e a concepção tradicional cristã de economia; o conflito entre ciência e fé; a Renovação Carismática e o credo e o culto na nova igreja.

Rama Coomaraswamy converteu-se ao Catolicismo aos 22 anos e, paralelamente à sua carreira médica, aprofundou-se em temas teológicos, o que se comprova por seus livros e por sua colaboração regular com revistas especializadas em filosofia das religiões, como a norte-americana Sophia e a canadense Sacred Web. Ele foi também professor de História Eclesiástica no seminário católico independente Santo Tomás de Aquino de Rigfield, Connecticut, EUA, por cinco anos.

Em seus livros, procurou criar pontes intelectuais entre o Catolicismo anterior ao modernismo do concílio Vaticano II e a escola da Filosofia Perene, estabelecida por Frithjof Schuon e René Guénon, e da qual seu pai foi um dos principais expoentes.[1]

Já ao final da vida, em 1999, Rama Coomaraswamy foi ordenado sacerdote católico, segundo os ritos antigos. O bispo que o ordenou foi Lopez-Gaston, da linhagem do bispo Vietnamita Ngô Thuc, que participou do concílio Vaticano II.

Morreu de complicações decorrentes de um câncer de medula óssea. Deixou esposa e quatro filhos.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

ReferênciasEditar

  1. Ver a respeito o artigo Rama Coomaraswamy: in memoriam, de William Stoddart e Mateus Soares de Azevedo (revista Sacred Web N.18, 2007).