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Raphael Augusto de Souza Campos
15º Prefeito de Tietê
Período 2 de julho de 1912
a 28 de agosto de 1912
Deputado Estadual por São Paulo
Período 1895 a 1896
Dados pessoais
Nome completo Raphael Augusto de Souza Campos
Nascimento 16 de dezembro de 1849 (169 anos)
Tietê, São Paulo
Morte 13 de janeiro de 1913 (63 anos)
Tietê, São Paulo
Nacionalidade Brasileiro
Progenitores Mãe: Salomé de Arruda Campos
Pai: João Batista de Souza
casado Emília Augusta de Souza Campos
Partido Partido Republicano Paulista
Religião Católica
Profissão Advogado

Raphael Augusto de Souza Campos (Tietê, 16 de dezembro de 1849Tietê, 13 de janeiro de 1913) foi um político brasileiro, fazendeiro, Advogado, com base eleitoral no estado de São Paulo. Foi vereador e prefeito do município de Tietê, sendo eleito deputado estadual para a terceira legislatura, entre os anos de 1895 e 1896, ao obter 30.601 votos, pelo Partido Republicano Paulista.[1][2]

Voto de Pesar de Júlio Prestes pelo falecimento do Cel. Raphael Augusto de Souza CamposEditar

Em 13 de Janeiro de 1913 ocorreu, em Tietê, o desaparecimento do Cel. Raphael Augusto de Souza Campos, político de sólido prestígio, que ocupara uma cadeira de deputado ao Congresso Estadual.

Em 22 de Julho do mesmo ano, poucos dias após a abertura da Câmara dos Deputados, o que se dera, solenemente, a 14, ocupou a tribuna o Sr. Júlio Prestes que, como representante do 4º distrito, falando sobre o desaparecimento do antigo chefe político tieteense, assim se manifestou:

"Não devo, porém, sentar-me antes de dizer duas palavras sobre outra existência como essa tão preciosa e de cujo serviço que se viu o Estado de São Paulo inesperadamente privado. Ao Cel. Raphael Augusto de Souza Campos, ex-deputado estadual, político militante do distrito que eu aqui represento, deve ser extensiva essa homenagem da Câmara dos Deputados.

Percorrendo um longo caminho na existência, tendo emprestado o seu nome aos grandes melhoramentos de sua terra, faleceu em Tietê, em plena atividade, depois de intensa vida pública, esse valoroso soldado do partido republicano.

Dotado de grandes virtudes cívicas e de entranhado amor ao progresso de sua terra, ele criou, manteve e, dia-a-dia, estreitou um grande círculo de admiradores sinceros. Era um desses tipos de velhos paulistas que a gente vê com agrado e ouve como se ouvisse ao próprio passado, e aos quais atende como se atendesse à voz de uma raça que vai desaparecendo.

Ele era o tipo de probidade e de ativez , de bravura e de bondade. Tomando uma diretriz, nada o detinha. Daí aquele temperamento de lutador até a morte, sem um desfalecimento, sem um momento de capitulação.

A esses dois valorosos servidores do Estado, em sinal de reconhecimento pelos seus serviços e como prova da estima a que fizeram jus, as nossas sinceras homenagens.

Vozes: Muito bem! Muito bem!

Vai à mesa, é lido, posto em discussão e unanimamente aprovado, o seguinte:

'REQUERIMENTO

Requeiro que, como preito de homenagens sincera à memória dos ilustres paulistas Dr. Fortunato Martins de Camargo e Cel. Raphael Augusto de Souza Campos, seja inserido na ata de nossos trabalhos um voto de profundo pesar, sendo suspensa a sessão.

Sala das sessões, 21 de julho de 1913. Júlio Prestes'.

O Sr. Presidente - Dando cumprimento ao voto da Câmara dos Deputados, ao qual a mesa sinceramente se associa, levando a sessão, fazendo inserir na ata essa demonstração tão justa e merecida."

Anais de 1913, p.84.[3][4]

Referências

  1. «Lista Histórica - Deputados Estaduais» (PDF). ALESP - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 18 de junho de 2018 
  2. «Comissões - República Velha (1891-1930)». www.al.sp.gov.br. Consultado em 20 de junho de 2018 
  3. Pires de Almeida, Benedicto (1980). Cronologia Tieteense. Tietê/SP: [s.n.] 
  4. «Requerimento Nº 3 de 1913» (PDF). ALESP. Consultado em 7 de maio de 2019