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Recoleta (Buenos Aires)

Disambig grey.svg Nota: Para a comuna do Chile, veja Recoleta (Chile).


Recoleta
Callao.Recoleta.jpg
Localização
Recoleta2-Buenos Aires map.png
História
Fundação 12 de outubro
Características geográficas
Área total 5,4 km²
População total 188 780 hab.
Densidade 34 959,3 hab./km²

A Recoleta é um bairro nobre de Buenos Aires, capital da Argentina. Abriga muitas atrações turísticas e seus imóveis estão entre os mais valorizados da cidade. [1]

Na Recoleta está localizado o cemitério em que estão sepultadas diversas personalidades argentinas, com destaque para Evita Perón.

O bairro é atendido parcialmente pela linha D do metrô de Buenos Aires. Está em construção (jan 2012) a linha H, que terá estação ao lado do Cemitério da Recoleta e do Shopping Buenos Aires Design.

Localização geográficaEditar

O bairro da Recoleta é composto das ruas Calle 10, Montevideo, Uruguay, Av. Córdoba, Mario Bravo, Coronel Díaz, Av. Las Heras, Tagle, Vias de FGBM e Jerónimo Salguero, e o Rio da Plata. Faz divisa com os bairros do Retiro para o sudeste, San Nicolás, Balvanera, Almagro ao sul, Palermo ao noroeste e Rio da Prata ao nordeste.

HistóriaEditar

Seu nome vem do Convento dos Padres Recoletos, os membros da ordem franciscana que se instalaram na área no início do século XVIII, quando foi fundado um convento e uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Pilar e cemitério anexado a ele. O centro histórico do bairro era a igreja paroquial do Pilar, cuja construção foi concluída em 1732, por essa razão, algumas vezes o distrito foi chamado de El Pilar.

O passeio da Recoleta é quase o centro geográfico do bairro, e um dos seus pontos mais altos, de modo que no final do século XIX, década de 1870, o sítio atraiu famílias ricas do sul da cidade, fugindo da epidemia de cólera e febre amarela, pois a altura do terreno reduzia a presença de insetos portadores da doença. Enquanto as classes populares foram liquidadas no sul-sudeste da cidade, os mais ricos construiam mansões na Recoleta.

Estas famílias construíram no bairro mansões e grandes edifícios em estilo francês. Muitas destas mansões foram demolidas no final dos anos 1950 e início de 1960. Assim, tem-se alusão a Buenos Aires como a Paris da América. Hoje, alguns desses edifícios tradicionais coexistem com modernos edifícios elegantes. Desde então, a Recoleta é um dos mais elegantes e caros bairros de Buenos Aires, concentrando mansões, embaixadas e hotéis de luxo, incluindo o luxuoso Alvear Palace Hotel.

Junto com alguns trechos dos bairros adjacentes do Retiro e Palermo, Recoleta é parte da área conhecida como Barrio Norte, local de habitação tradicional dos setores mais abastados da sociedade que concentra grande parte da vida cultural da cidade.

Destaques do bairroEditar

  • Avenida Alvear;
  • Biblioteca Nacional;
  • Centro Cultural Recoleta, projeto dos arquitetos: Clorindo Testa, Jacques Bedel e Luis Benedit. O centro cultural ferece diversas atividades: dispõem de salas para exposições de pintura, desenho e escultura, salas de teatro e outras equipadas para a produção musical
  • Museu Nacional de Belas Artes, inaugurado em 1896, o edifício original onde se encontra o MNBA foi construído em 1870 e desde então passou por inúmeras remodelações. O acervo do MNBA é o maior do país e um dos mais importantes da América Latina. A coleção permanente abriga obras de artistas argentinos, além de obras de mestres como Picasso, Goya, Renoir, El Greco, Rodin, Degas, Cézanne.
  • Cemitério da Recoleta;
  • Floralis Generica;
  • Parques;
  • Café literario Clásica y Moderna situada na Avenida Callao e Paraguay.;
  • Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires;
  • Basílica Nossa Senhora de Pilar;
  • Palais de Glace ou Palacio Nacional de las Artes é um centro de exposições nacionais e internacionais.
  • Bar La Biela;
  • Plaza Francia;
  • Feira de Artesanato;
  • Espectáculos callejeros.
  • Museo Nacional de Arte Decorativo, inaugurado em 1937, projeto do arquiteto René Sergent, em seu interior encontra-se exposta uma coleção de arte européia e oriental dos séculos XIV ao XX com mais de 4000 peças, dentre as quais estão obras de El Greco, Fantin Latour, Fragonard, Boudin e Corot. A casa, onde abriga o museu, foi construída entre 1911 e 1917 inspirada na arquitetura neoclássica francesa do século XVIII. O museu dispõe de uma biblioteca e oferece visitas guiadas.

Referências

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