Redinha (Natal)

bairro do Natal
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o bairro. Para a praia homônima, veja Praia da Redinha.

Redinha é um dos sete bairros da zona norte de Natal, no estado do Rio Grande do Norte. Localizado na foz do Rio Potengi, é conhecido por abrigar a Praia da Redinha, a única da zona norte e que lhe empresta o nome, e ainda pela ginga com tapioca, prato típico de Natal consumido no mercado público local[3] e declarado patrimônio cultural imaterial da cidade e do estado.[4] De acordo com o renomado historiador natalense Luís da Câmara Cascudo, o topônimo "Redinha" está associado à freguesia homônima em Portugal.[5] Por se limitar com a localidade da Redinha Nova, uma praia no município limítrofe de Extremoz, é por vezes referido como Redinha Velha.[6]

Redinha
  Bairro do Brasil  
Praia da Redinha, localizada neste bairro
Praia da Redinha, localizada neste bairro
Localização
Localização da Redinha em Natal
Localização da Redinha em Natal
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Região administrativa Norte
Município  Natal
Características geográficas
Área total 8,79 km²
População total (2010) 16 630 hab.
Densidade 1 892 hab./km²
Outras informações
Taxa de crescimento 3,75% ao ano
(2000-2010)
Domicílios 4 647 (2010)
Rendimento médio mensal 0,84 salários mínimos
Limites
Fonte: IBGE[1]/Prefeitura de Natal[2]

Tem como padroeira Nossa Senhora dos Navegantes, possuindo duas igrejas dedicadas à santa. A menor e mais antiga é uma capelinha construída por volta de 1922 e frequentada pelos pescadores locais. Em 1954, foi erguida outra igreja maior, a única de todo o Brasil feita com pedras retiradas do mar, porém com a frente de costas para o oceano, ao contrário da antiga, que até hoje continua sendo frequentada pelos pescadores. Anualmente, a festa da padroeira é realizada no mês de janeiro, com duas procissões, uma fluvial, sobre o Rio Potengi, e outra terrestre, percorrendo algumas ruas do bairro.[7][8] A Redinha também é lembrada pelo seu carnaval, com os blocos Baiacu na Vara, fundado em 1990 e sempre ocorrendo na Quarta-Feira de Cinzas,[9] e Os Cão, mais antigo, datado de 1962, no qual os participantes se cobrem de lama em um mangue.[10][11]

Com 16 630 habitantes (2010), é o segundo bairro menos populoso da zona norte, à frente apenas de Salinas, e o vigésimo sexto dentre os 36 bairros de Natal.[1] Boa parte de sua área está inserida na Zona de Proteção Ambiental 8 (ZPA 8), que abrange o estuário do rio Potengi e os manguezais que a recobrem, e uma área menor na ZPA 9, compreendendo os ecossistemas de dunas e lagos próximos ao Rio Doce, de acordo com o plano diretor de Natal.[12] É neste bairro onde tem início a Avenida Dr. João Medeiros Filho (RN-302), conhecida como "Estrada da Redinha", que interliga os bairros da zona norte de Natal à BR-101.[13] Está ligado diretamente ao restante da cidade por meio da Ponte Newton Navarro, que foi inaugurada em 2007, após pouco mais de três anos em obras.[14]

Referências

  1. a b IBGE. «Tabela 202 - População residente, por sexo e situação do domicílio». Consultado em 12 de novembro de 2021 
  2. «Conheça melhor seu bairro: Região Administrativa Norte» (PDF). 2012. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  3. «Mercado da Redinha». Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 25 de setembro de 2011 
  4. «Lei que torna ginga com tapioca patrimônio cultural do RN é sancionada». Tribuna do Norte. 31 de janeiro de 2019. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2021 
  5. «Conheça melhor seu bairro: Redinha» (PDF). 2012. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  6. «Em Natal (RN), bairro da Redinha é a origem dos pescadores e das rendeiras». 8 de outubro de 2019. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 25 de março de 2021 
  7. «Homenagens a Nossa Senhora dos Navegantes reúnem pescadores e veranistas». 8 de janeiro de 2010. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2021 
  8. «Procissão encerra festa da padroeira da Redinha». Tribuna do Norte. 28 de janeiro de 2017. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 28 de janeiro de 2017 
  9. «olia encerra com 'Baiacu na Vara"». Tribuna do Norte. 17 de fevereiro de 2015. Consultado em 12 de novembro de 2021 
  10. «Bloco Os Cão agita carnaval na Redinha». Tribuna do Norte. 25 de fevereiro de 2020. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 26 de fevereiro de 2020 
  11. «Bloco Os Cão agora é patrimônio imaterial e cultural de Natal». 5 de outubro de 2021. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2021 
  12. NATAL (Município). Lei Complementar nº 082, de 21 de junho de 2007. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Natal, 2007.
  13. «Governo conclui restauração da estrada de acesso a Touros». 2 de janeiro de 2017. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 12 de novembro de 2021 
  14. «Ponte Newton Navarro registra engarrafamento no primeiro dia de liberação do trânsito». No Minuto. 21 de novembro de 2007. Consultado em 12 de novembro de 2021. Cópia arquivada em 7 de outubro de 2021