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A Refinaria Henrique Lage ou Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) é uma refinaria de petróleo da Petrobras, localizada em São José dos Campos, no estado de São Paulo.

Sua construção foi iniciada em 19 de fevereiro de 1974 e foi planejada para viabilizar as metas do II Plano Nacional de Desenvolvimento. Foi a quarta e última refinaria a entrar em funcionamento no estado de São Paulo e a última a ser construída no país. Inaugurada em 1980, a unidade homenageia o engenheiro naval Henrique Lage.

Índice

DadosEditar

  • Área: 10,3 km²
  • Contribuição em impostos: R$ 800 milhões/2002 (ICMS)
  • Produtos: Asfalto diluído, cimento asfáltico, coque, enxofre, gás carbônico, gasolina, GLP, hidrocarboneto leve de refinaria (HLR), nafta, óleo combustível, óleo diesel, propeno, querosene de aviação (QAV-1) e solvente médio
  • Capacidade instalada: 251 mil barris/dia
  • Em processo de modernização

Unidades/terminais aos quais se ligaEditar

A refinaria controla o Terminal do Vale do Paraíba (Tevap), composto por plataformas de carregamento de caminhões tanques. Além disso, ela é interligada aos terminais de Guarulhos, Guararema e São Sebastião.

Breve históriaEditar

Iniciou a operação da refinaria em 24 de março de 1980, com capacidade nominal de processamento de 30.000 m³/dia (189.000 barris/dia) de petróleo. Depois, a Henrique Lage passou por três processos de adequação e ampliação (Revamps), em 1988, 1992 e 2002, e por uma modernização realizada entre os anos de 2005 e 2012. Ao todo, nove unidades foram construídas nesta modernização. Esta obra visou adequar a produção de derivados de petróleo às futuras normas de qualidade brasileiras e internacionais, além, é claro, de contribuir para a redução da poluição atmosférica por emissões veiculares.

A Henrique Lage é a terceira maior refinaria do país, com capacidade de processar 40.000 m³/d (252.000 barris/dia), equivalente a 14% da produção nacional de derivados de petróleo. Ela é capaz de processar 100% petróleo nacional, atualmente opera com um mix que varia de 80% a 90% de petróleo nacional e o restante de petróleo importado.

A refinaria destaca-se pela localização geográfica, às margens da Rodovia Presidente Dutra, com acesso aos principais centros consumidores: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e ao Porto de São Sebastião, no litoral norte Paulista.

Unidades de ProcessoEditar

  • Destilação Atmosférica e a Vácuo
  • Craqueamento Catalítico Fluidizado
  • Propeno
  • Hidrotratamento de Diesel, Querosene, Nafta, Correntes Instáveis para Diesel, Nafta de Coque (HDTs)
  • Reforma Catalítica e Hidrodessulfurização de Nafta Craqueada.
  • Geração de Hidrogênio (HGU)
  • Desasfaltação
  • Recuperação de Enxofre
  • Coqueamento Retardado, Pátio de Armazenamento e Manuseio de Coque
  • Pastilhamento de Enxofre
  • Unidade de Tratamento de Hidrocarboneto Leve de Refinaria
  • Transferência e Estocagem
  • Terminal de distribuição de derivados (TEVAP)
  • Estações de Descarregamento de Derivados (C5+ e GLP)
  • Tratamento de Águas Ácidas
  • Estação de Tratamento de Despejos Industriais (ETDI)
  • Sistema de Utilidades (geração de vapor, energia elétrica e tratamento de água)

Capacidade instaladaEditar

Capaz de processar 40.000 m³/d (252.000 barris/dia), equivalente a 14% da produção nacional de derivados de petróleo. Atualmente, é a terceira maior refinaria do país.

Principais produtosEditar

Asfalto diluído, cimento asfáltico, coque, enxofre, gás carbônico, gasolina, GLP, hidrocarboneto leve de refinaria (HLR), nafta, óleo combustível, óleo diesel, propeno, querosene de aviação (QAV-1) e solvente médio.

Mercados que atendeEditar

O mercado sob influência da refinaria abrange todo Vale do Paraíba, Litoral Norte do Estado de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Grande São Paulo, Centro-Oeste do Brasil e Sul do Rio de Janeiro. A Henrique Lage abastece 80% da demanda de querosene de aviação no mercado paulista e 100% do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Ver tambémEditar

FonteEditar