Região Metropolitana de Aracaju

A Região Metropolitana de Aracaju, também conhecida como Grande Aracaju, foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 25, de 29 de dezembro de 1995, e é composta pelos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, tendo como sede o município de Aracaju. Possui população estimada de 961.120 habitantes. A região compreende os mesmos municípios que a antiga Microrregião de Aracaju, extinta pelo IBGE em 2017.

Região Metropolitana de Aracaju
Localização
Localização da Região Metropolitana de Aracaju
Unidade federativa  Sergipe
Lei LCE 25/1995
Data da criação 29 de dezembro de 1995
Número de municípios 4
Cidade-sede Aracaju
Características geográficas
Área 865,8 km²[1]
População 961 120 hab. (28º) Estimativa IBGE/2019
Densidade 1 110,09 hab./km²
IDH 0,763 – alto PNUD/2000{{{idh_ref}}}
PIB R$ 8.614.3560,67 mil [2]
PIB per capita R$ 10.9 IBGE/2008[2]

Foi a metrópole do Nordeste Meridional que mais cresceu na última década[qual?], e, junto com João Pessoa e São Luís, teve o maior crescimento demográfico metropolitano dentre as capitais da região Nordeste. Das menores capitais-metrópoles litorâneas que apresentaram maior expansão na última década, é a única que com menos de um milhão de habitantes na zona metropolitana. Sua área de influencia se estende do sudeste alagoano até o nordeste baiano.

A população de Aracaju e regiões limítrofes vem crescendo aceleradamente, devido à migração de pessoas provenientes de outros municípios de Sergipe, especialmente de áreas rurais, bem como de outros estados da Federação, especialmente de cidades do norte e nordeste da Bahia, como Paulo Afonso, Jeremoabo, Paripiranga, Entre Rios e Alagoinhas, por serem municípios que têm tido maior proximidade econômica com o estado de Sergipe.

Ademais, apresenta-se um novo e importante eixo de integração interiorizado com o pólo de Juazeiro-Petrolina, que se localiza na divisa entre os estados da Bahia e Pernambuco, principalmente no que concerne ao escoamento econômico pela BR-235.

Possui a quarta maior densidade demográfica entre as regiões metropolitanas das capitais estaduais brasileiras, superada apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

MunicípiosEditar

Município Legislação Área (km²)
[3]
População PIB em R$
(2008)[2]
IDH
(2010)[4]
Distância a
Aracaju (km)
Aracaju LCE 25/1995 174,053 657.013 6.946.347.867 0,770 -
Barra dos Coqueiros LCE 25/1995 91,101 30.407 228.948.467 0,649 3 km
Nossa Senhora do Socorro LCE 25/1995 157,515 183.628 1.025.106.899 0,664 8 km
São Cristóvão LCE 25/1995 437,437 90.072 413.952.834 0,662 26 km
Total 860,106 961.120 8.614.356.067 0,763

Expansão urbanaEditar

 
Avenida Hermes Fontes, entre os bairros Suíssa, São José e Salgado Filho.
 
Rodoviária Nova, no bairro Capucho, Zona Oeste de Aracaju.
 
Imagem de satélite da Grande Aracaju que mostra a mancha urbana expandida pelos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.

A partir da década de 1960, a exploração dos minerais e a industrialização trouxeram para o Estado de Sergipe - sobretudo, para Aracaju - meios para o desenvolvimento local, com a chegada de novas empresas e a criação de empregos especializados. Dessa forma, Aracaju se tornou o destino da maioria dos migrantes oriundos dos municípios do interior de Sergipe, que antes se dirigiam para outros estados com maior oferta de trabalho, como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

 
Vista da cidade de Aracaju a partir da Barra dos Coqueiros.

A política habitacional iniciada a partir da criação do Banco Nacional de Habitação (BNH) e desenvolvida pela Companhia de Habitação Popular (COHAB), por meio da qual foram construídos vários conjuntos habitacionais em Aracaju, também contribuiu consideravelmente para o crescimento urbano da capital, acentuando a migração. A distribuição de moradias em conjuntos habitacionais feita pelo poder público incentivou a migração de uma população de baixa renda, que chegou à cidade com a esperança de ganhar uma casa. A parte dessa população que não teve êxito passou a pressionar o poder público ocupando os entornos dos conjuntos habitacionais ou áreas de fragilidade ambiental, tais como regiões de manguezais, margens de rios e encostas de colinas, fazendo surgirem os assentamentos precários que hoje se encontram por toda a cidade.

Os conjuntos habitacionais foram construídos em áreas distantes da malha urbana, sendo, inicialmente, núcleos urbanos isolados; gradualmente, foram integrados ao tecido urbano.

O processo de urbanização resultou na expansão da mancha urbana sobre áreas rurais e, por efeito, reduziu a população rural. Em 1980, havia, em Aracaju, uma população rural de 5.200 habitantes, que representava 1,77 % da população do município. Em 1982, a Prefeitura definiu uma nova delimitação do perímetro urbano e dos bairros, que passou a dividir a área do município em uma "zona urbana" e uma "zona de expansão", extinguindo, portanto, a zona rural.

 
Avenida João Ribeiro, no bairro Santo Antônio, vista da colina do Santo Antônio, na Zona Norte de Aracaju.

Na década de 1980, a mancha urbana de Aracaju començou a avançar em direção aos seus municípios vizinhos, devido à construção de grandes conjuntos habitacionais nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, que passaram a atrair migrantes, o que resultou num crescimento desses três municípios muito superior ao da capital, configurando uma das características do fenômeno da metropolização. Assim, os municípios que integram a Região Metropolitana de Aracaju passaram a concentrar uma parcela significativa da população sergipana. As populações dos municípios da periferia metropolitana crescem mais que o dobro do que cresce a população da capital. Na década de 1980, os quatro municípios da Grande Aracaju somados tinham uma população de 338.882 habitantes, dos quais 86,5% residiam em Aracaju, ao passo que, em 2010, a população da RMA era de 835.816 habitantes, com apenas 68,33% vivendo em Aracaju; desse modo, ocorreu, ao longo dos anos, um crescimento demográfico mais significativo nos municípios periféricos que no município-núcleo, fenômeno semelhante ao que vem ocorrendo em outras áreas metropolitanas brasileiras.

A população que mora na franja periférica de Aracaju tem um vínculo direto com as atividades desenvolvidas no núcleo metropolitano, e grande parte dessa população trabalha no núcleo, voltando para casa todos os dias, o que gera uma alta demanda de serviços públicos comuns a toda a área metropolitana, principalmente de um sistema de transporte urbano que atenda a toda essa região. Na prática, os municípios periféricos da Grande Aracaju são extensões de Aracaju, e as zonas urbanas conurbadas desses municípios são como bairros da capital, pressionando sua infraestrutura.

As construções de pontes sobre rios limítrofes, como os rios do Sal, Sergipe e Poxim, fortalece as ligações e intensifica a ocupação das áreas vizinhas. Por exemplo, na década de 2000, a inauguração da ponte sobre o Rio Sergipe contribuiu para acelerar a expansão urbana de Aracaju sobre a Barra dos Coqueiros, o que adensou significativamente a mancha urbana principal deste município.[5]

Subdivisões do município-núcleoEditar

Atualmente, o município de Aracaju é subdividido em 39 bairros, incluídos o Centro (o núcleo metropolitano) e a Zona de Expansão. Diferentemente dos três municípios da periferia metropolitana, Aracaju não possui nenhuma área rural.

Bairros de Aracaju
  # Bairro # Bairro # Bairro
1 Centro 14 Novo Paraíso 27 Ponto Novo
2 Getúlio Vargas 15 América 28 Luzia
3 Cirurgia 16 Siqueira Campos 29 Grageru
4 Pereira Lobo 17 Soledade 30 Jardins
5 Suíssa 18 Lamarão 31 Inácio Barbosa
6 Salgado Filho 19 Cidade Nova 32 São Conrado
7 13 de Julho 20 Japãozinho 33 Farolândia
8 Dezoito do Forte 21 Porto Dantas 34 Coroa do Meio
9 Palestina 22 Bugio 35 Aeroporto
10 Santo Antônio 23 Jardim Centenário 36 Atalaia
11 Industrial 24 Olaria 37 Santa Maria
12 Santos Dumont 25 Capucho 38 Zona de Expansão
13 José Conrado de Araújo 26 Jabotiana 39 São José
Fonte: Mapa Municipal Oficial[6]

A partir do final do século XX, os bairros Terra Dura e Olaria passaram a ser chamados de, respectivamente, Santa Maria e São Carlos. Contudo, apenas o bairro Terra Dura teve seu nome oficialmente mudado para Santa Maria; o bairro Olaria continua sendo chamado informalmente de São Carlos, porém o nome oficial do bairro ainda é Olaria.

Além disso, alguns locais do município de Aracaju frequentemente chamados de bairros são, na verdade, conjuntos habitacionais, como Augusto Franco (no bairro Farolândia), Orlando Dantas (no bairro São Conrado), Sol Nascente (no bairro Jabotiana), Lourival Batista (no bairro Novo Paraíso) e Agamenon Magalhães (no bairro José Conrado de Araújo).

Localidades da periferia metropolitanaEditar

Os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros não têm manchas urbanas muito extensas. As maiores áreas urbanas nesses três municípios são expansões do tecido urbano de Aracaju, e são compostas principalmente por conjuntos habitacionais. Há, também, povoados em áreas mais afastadas das principais manchas urbanas desses municípios.

Algumas localidades da periferia metropolitana, em zonas urbanas e zonas rurais, são:

  • Nossa Senhora do Socorro
  • Taiçoca de Fora
  • Taiçoca de Dentro
  • Marcos Freire I
  • Marcos Freire II
  • Marcos Freire III
  • Albano Franco
  • Piabeta
  • São Vicente
  • São Braz
  • João Alves
  • Fernando Collor
  • Guajará
  • Conjunto Jardim
  • Parque dos Faróis
  • Itacanema
  • Calumbi
  • Parque São José
  • Sobrado
  • Boa Viagem
  • Tabocas
  • Centro (Nossa Senhora do Socorro)
  • Estiva
  • Oiteiros
  • Lavandeira
  • Bita
  • Quissamã
  • Palestina
  • Pai André
  • São Cristóvão
  • Cardoso
  • Cajueiros
  • Feijão
  • Parque Santa Rita
  • Aningas
  • Bom Jardim
  • Rita Cassete
  • Miranda
  • Arame
  • Centro (São Cristóvão)
  • Tinharé
  • Pedreiras
  • Caípe Velho
  • Caípe Novo
  • Umbaubá
  • Camboatá
  • Cabrita
  • Várzea Grande
  • Tijuquinha
  • Luiz Alves
  • Eduardo Gomes
  • Madre Paulina
  • Jardim Universitário
  • Rosa Maria
  • Rosa Elze
  • Barra dos Coqueiros
  • Centro (Barra dos Coqueiros)
  • Bairro Baixo
  • Antônio Pedro
  • Hildete Batista
  • Prisco Viana
  • Mutirão
  • Atalaia Nova
  • Olhos D'água
  • Capuã
  • Jatobá
  • Touro

PendularidadeEditar

 
Terminal de integração da Zona Oeste, local de desembarque de moradores de várias localidades de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro que chegam à capital.

Dentro da RMA, há um grande fluxo de trabalhadores que fazem deslocamentos pendulares diários entre os municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros e a capital; isto é, moradores dos três municípios da periferia metropolitana que trabalham em Aracaju, onde está localizado o núcleo metropolitano, e retornam para casa diariamente. Esses movimentos pendulares são favorecidos pela curta distância entre os municípios da periferia da RM e o núcleo (os três municípios periféricos são vizinhos à capital), pelo alastramento da mancha urbana de Aracaju para os 3 municípios metropolitanos do seu entorno, e pelo Sistema Integrado de Transporte Urbano, que atende aos quatro municípios da Grande Aracaju. Esses movimentos pendulares que ocorrem na RMA, contudo, não se assemelham, em intensidade, volume ou complexidade, àqueles que acontecem em grandes áreas metropolitanas do Brasil, como, por exemplo, a Grande São Paulo, o Grande Rio de Janeiro e a Grande Belo Horizonte.[7]

InfraestruturaEditar

Ponte Construtor João AlvesEditar

 
Parque eólico Barra dos Coqueiros, próximo ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa (Porto de Sergipe) e ao Povoado Jatobá.

A Ponte Construtor João Alves faz a ligação entre os municípios de Aracaju e Barra dos Coqueiros, atravessando o Rio Sergipe. A construção da ponte, inaugurada no ano de 2006, teve, como um dos principais objetivos, facilitar o acesso rodoviário ao Terminal Marítimo Inácio Barbosa, na Barra dos Coqueiros, a partir da capital. No entanto, a construção da ponte também tornou mais prático o deslocamento do centro de Aracaju ao centro da Barra dos Coqueiros, bem como a outras localidades deste município, como Atalaia Nova e Jatobá. Antes da construção da ponte, a travessia entre Aracaju e a Barra dos Coqueiros era feita por meio de barcas ou balsas.

Outras pontes importantes que ligam Aracaju a outros municípios da RM são a Ponte José Rollemberg Leite, que liga o Porto Dantas ao Conjunto Marcos Freire II, em Nossa Senhora do Socorro, e a Ponte João Alves Filho, que liga o Lamarão ao Conjunto João Alves, também no município de Nossa Senhora do Socorro. As duas, porém, são bem menores que a Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros.

Vista panorâmica da Ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros, com a mancha urbana principal da Barra dos Coqueiros (onde fica o centro do município) ao fundo.

Terminal Marítimo Inácio BarbosaEditar

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa, mais conhecido como Porto de Sergipe, está situado no município da Barra dos Coqueiros. Fica em um local afastado do Centro, próximo ao Povoado Jatobá, na zona rural do município.

O porto é acessado, a partir da capital, pela Rodovia SE-100, que passa pelo centro da Barra dos Coqueiros, Olhos D'água, Capuã e Jatobá. O cais do porto fica a 2.400 metros da costa, na altura da Praia do Jatobá.

O Porto de Sergipe possui armazéns com capacidade para comportar 55 mil toneladas de carga.[8]

Distrito Industrial de Socorro (DIS)Editar

O Distrito Industrial de Socorro (DIS) está localizado ao norte do Conjunto João Alves, no município de Nossa Senhora do Socorro. O DIS é o maior pólo industrial do Estado de Sergipe. Foi implantado na década de 1980, e dispõe de indústrias de vários segmentos. Lá se concentram empresas das áreas de alimentos, peças automotivas, renovadoras de pneus, cosméticos, malharias, lavanderias industriais, estofamentos, artefatos de cimento, cerâmicas esmaltadas, entre outras áreas.

Atualmente, o Distrito Industrial de Socorro mantém, diretamente, mais de 7.000 empregos.[9]

Universidade Federal de Sergipe (UFS)Editar

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) é uma universidade pública localizada no bairro Rosa Elze, no município de São Cristóvão. É uma das principais universidades da Região Nordeste do Brasil, e a única universidade pública de Sergipe.

Localiza-se em uma região de fácil acesso. Em frente ao campus, há um terminal de ônibus do Sistema Integrado de Transporte. Além disso, muitos estudantes da UFS moram no Conjunto Eduardo Gomes ou em conjuntos vizinhos, como o Luiz Alves e o Tijuquinha, que ficam muito próximos à universidade.

A instituição é responsável por uma parte significativa da produção científica do estado.[10]

Transporte públicoEditar

 
Terminal de integração do DIA (Distrito Industrial de Aracaju), no bairro Inácio Barbosa.

O serviço de ônibus urbanos na área metropolitana de Aracaju é feito pelo Sistema Integrado de Transporte (SIT), que é um sistema baseado em terminais de integração fechados, linhas integradas e passagem única. Esse sistema disponibiliza linhas alimentadoras que transportam os passageiros dos bairros para dentro dos terminais integração, onde podem embarcar gratuitamente em outros ônibus e chegar aos seus destinos.

O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) é a integração de todos os conjuntos habitacionais ou bairros dos municípios da Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro (como Eduardo Gomes, Luiz Alves, Conjunto Jardim, Parque dos Faróis, Palestina, Quissamã, João Alves, Marcos Freire, Piabeta, Atalaia Nova etc.) ao Sistema Integrado de Transporte.[11]

Terminais de integração do SITEditar

Atualmente, os terminais do Sistema Integrado de Transporte distribuídos pela Região Metropolitana de Aracaju são os que seguem:


Terminal DIA, no Inácio Barbosa, próximo aos conjuntos Médici, no bairro Luzia, e Leite Neto, no bairro Grageru;

Terminal da Zona Sul, logo após o final da Avenida Beira-Mar, na altura da Atalaia, e próximo aos bairros Aeroporto, Farolândia e Coroa do Meio;

Terminal do Centro, vizinho ao Terminal Rodoviário Luiz Garcia (também conhecido como Rodoviária Velha), no centro da cidade;

Terminal do Mercado, no início do Bairro Industrial, entre os locais do antigo Terminal do Mercado e do Terminal da Zona Norte, ambos extintos;

Terminal Maracaju, no final da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, entre os bairros Santos Dumont e Cidade Nova;

Terminal da Zona Oeste, no Capucho, vizinho ao Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite (também conhecido como Rodoviária Nova) e próximo aos bairros América e Jabotiana;

Terminal do Campus, em frente à Universidade Federal de Sergipe, no bairro Rosa Elze, próximo ao conjunto Eduardo Gomes, no município de São Cristóvão;

Terminal do Marcos Freire, entre os conjuntos Marcos Freire I e Marcos Freire II, no município de Nossa Senhora do Socorro;

Terminal da Barra dos Coqueiros, no centro do município, na região entre o Bairro Baixo e o conjunto Prisco Viana;

Terminal de São Cristóvão, no centro histórico da cidade.[12]

SaneamentoEditar

Aracaju tem tido, durante décadas, muitos problemas no que diz respeito à gestão da água no meio urbano, principalmente no que concerne ao tratamento de esgotos, disponibilidade hídrica e drenagem urbana. A Região Metropolitana de Aracaju apresenta sérios problemas com relação à coleta e tratamento de esgotos, o que contribui para a degradação dos seus rios e afeta a saúde da população. Cerca de 70% da água consumida na RM é proveniente do Rio São Francisco, localizado a mais de 100 km de distância da Grande Aracaju, já que há uma baixa disponibilidade hídrica dos rios locais. Esse fato reduz os efeitos dos problemas relativos à gestão da água sobre a população, dado que eles não atingem diretamente a principal fonte de água para o abastecimento da área metropolitana de Aracaju. A gestão de resíduos sólidos na Grande Aracaju não é uniforme, tendo maior cobertura na capital. Não há um destino final adequado para os resíduos coletados. A coleta seletiva é muito incipiente, restrita à Aracaju, e predominam os lixões a céu aberto, que concentram vetores de doenças e contaminam as águas subterrâneas e superficiais.[13]

IDH-M dos municípios da Região MetropolitanaEditar

Dos 75 municípios do Estado de Sergipe, apenas Aracaju apresenta um IDH Municipal considerado alto. Entretanto, os demais municípios da RMA aparecem entre os primeiros colocados no ranking dos municípios do Estado por IDH-M.

Lista dos municípiosEditar

Posição no ranking dos 75 municípios do Estado Município Dados de 2010
IDH-M IDH-R IDH-L IDH-E
IDH-M alto
1 Aracaju 0,770 0,784 0,823 0,708
IDH-M médio
3 São Cristóvão 0,662 0,624 0,800 0,581
5 Nossa Senhora do Socorro 0,649 0,647 0,782 0,545
6 Barra dos Coqueiros 0,647 0,627 0,782 0,552

Geografia físicaEditar

Todo o território da Região Metropolitana de Aracaju está a uma baixa altitude, havendo nessa área apenas terras planas ou levemente onduladas - essa é uma característica do relevo de quase todo o Estado de Sergipe.

Os rios do Sal, Sergipe, Poxim e Vaza-Barris são alguns dos principais da região. Todos possuem vastas áreas de mangue em grande parte das suas margens.

EconomiaEditar

 
Entrada do Shopping Prêmio, no Conjunto Marcos Freire I, em Nossa Senhora do Socorro.
 
Entrada do Shopping RioMar, na Coroa do Meio, Zona Sul de Aracaju.
 
Entrada da Universidade Federal de Sergipe, no bairro Rosa Elze, em São Cristóvão.
 
Calçadão da Rua João Pessoa, no centro da cidade de Aracaju.

A região metropolitana de Aracaju é o principal pólo industrial do estado, destacando-se as áreas de extração mineral, petroquímica, de construção civil e de produção de alimentos. O comércio e o turismo também merecem destaque.

É também o principal centro de pesquisa e tecnologia, abrigando a maior parte das universidades e faculdades do estado de Sergipe, além de instituições científicas importantes como a Codevasf e a Embrapa.

Vista panorâmica do Shopping Jardins, entre os bairros Jardins e Grageru.

TurismoEditar

 
Arcos da Orla da Atalaia, na Zona Sul de Aracaju.
 
Praia da Atalaia.
 
Centro histórico de São Cristóvão.
 
Rio Vaza-Barris, no Mosqueiro, Zona de Expansão de Aracaju.
 
Praça Fausto Cardoso, no centro de Aracaju.
 
Vista da Ponte do Imperador, na Avenida Ivo do Prado, com o Rio Sergipe e a Barra dos Coqueiros ao fundo.

Das muitas atrações turísticas que há dentro da área metropolitana de Aracaju, a Orla da Atalaia é uma das principais. Com 6 km de extensão, está localizada na Zona Sul de Aracaju, a 9 km do centro da capital. A maioria dos principais hotéis e restaurantes de Aracaju se localizam nas proximidades da orla. Grande parte dos restaurantes que servem pratos típicos da região situam-se num corredor chamado Passarela do Caranguejo, onde há um monumento em forma de "caranguejo gigante", um famoso ponto turístico de Aracaju.

Já no município de São Cristóvão, há o centro histórico da cidade. São Cristóvão foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 23 de janeiro de 1967. Em nível estadual, a cidade já havia sido elevada à categoria de Cidade Histórica pelo Decreto-lei nº. 94 de 22 de junho de 1938. A cidade conserva, desde o período colonial, vários edifícios históricos, além de tradições como as romarias e as festas religiosas. A festa de Nosso Senhor dos Passos, por exemplo, ainda atrai fiéis de vários estados do Brasil.

Vista panorâmica da Avenida Beira-Mar.

Região de Planejamento da Grande AracajuEditar

O Território da Grande Aracaju foi criado através do Decreto Estadual nº. 24.338, de 20 de abril de 2007, e se constitui em uma unidade de planejamento do Estado de Sergipe, base para a promoção do desenvolvimento sustentável e equânime entre as regiões do estado. A região se localiza no centro-leste do Estado de Sergipe, sendo formada por nove municípios: Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Itaporanga d'Ajuda, Laranjeiras, Maruim, Riachuelo e Santo Amaro das Brotas.[14]

Referências