Região dos Sudetas

A Região dos Sudetas[1] (em alemão: Sudetenland; checo e em eslovaco: Sudety, em polonês/polaco: Kraj Sudetów) é a designação da região norte, sudoeste e oeste da Checoslováquia a qual era habitada por cidadãos falantes da língua alemã, em particular dos distritos fronteiriços da Boémia, Morávia e parte da região da Silésia localizada na Checoslováquia, dado terem feito parte da Áustria até ao final da Primeira Guerra Mundial.

Regiões de falantes de alemão, no interior da actual República Checa, as quais, no período entreguerras, eram referidas como Sudetenland.

O termo Sudetenland é composto por Land, que significa "país", e Sudeten, que se refere às Sudetas, uma cadeia montanhosa na fronteira norte da Checoslováquia com a Baixa Silésia (actual Polónia). No entanto a Região dos Sudetas abrange áreas muito para além daquelas montanhas.

A designação Sudetas surge apenas no início do século XX e só se torna conhecida depois da Primeira Guerra Mundial, quando o Império Autro-Húngaro, foi desmembrado, esta região maioritariamente de etnia Alemã passou a fazer parte da Checoslováquia, país etnicamente distinto. A Crise dos Sudetas de 1938 teve origem nas exigências da Alemanha Nazi de que a Região dos Sudetas devia ser anexada à Alemanha, o que de facto aconteceu, depois do Acordo de Munique. Quando a Checoeslováquia foi reconstituída depois da Segunda Guerra Mundial, os alemães sudetas foram expulsos, e a região é actualmente habitada por falantes da língua checa.

Partes das actuais regiões checas de Karlovy Vary, Liberec, Olomouc, Morávia-Silésia e Ústí nad Labem estão situadas na ex-Região dos Sudetas.

Referências

  Este artigo sobre geografia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.