Regina Casé

Regina Maria Loureiro Barreto Casé (Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 1954) é uma atriz, autora, diretora, produtora e apresentadora brasileira. Em 1986 ganhou seu primeiro personagem de grande sucesso em telenovelas, a Tina Pepper, de Cambalacho.[1] Em 2020 ganhou destaque pela atuação na novela “Amor de Mãe”.

Regina Casé
OMC
Casé na estreia VIP do filme Reis e Ratos, em 2012.
Nome completo Regina Maria Loureiro Barreto Casé
Nascimento 25 de fevereiro de 1954 (66 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidade brasileira
Progenitores Pai: Geraldo Casé
Parentesco Ademar Casé (avô)
Paulo Casé (tio)
Cônjuge Hamilton Vaz Pereira (c. 1973–77)
Luiz Zerbini (c. 1986–96)
Estevão Ciavatta (c. 1999)
Ocupação
Período de atividade 1974–presente
Prêmios
Festival de Sundance

2015: Melhor Atriz — Que Horas Ela Volta?
(Ver mais)

Página oficial
reginacase.com.br

BiografiaEditar

Nascida e criada em Nova Iguaçu, é filha do escritor Geraldo Casé e de Heleida Barreto. Seus avós paternos eram Graziela e o radialista pernambucano Ademar Casé. Ele foi um dos pioneiros na chegada do rádio no Brasil. Os pais de Regina se desquitaram em 1964, e Geraldo casou-se novamente, indo morar em São Paulo. Regina ficou no Rio com a mãe e as duas irmãs, Patrícia, nascida em 9 de janeiro de 1958 e Virgínia, nascida em 2 de janeiro de 1959. Regina é a filha mais velha e conta que sentia ciúme das irmãs ainda pequenas. Alguns anos mais tarde sua mãe casou-se novamente, dessa vez com um português de Lisboa, que era comandante da TAP (Linhas Aéreas Portuguesas). Regina, já adolescente, não queria se afastar de seus amigos e parentes, e quis ficar no Rio de Janeiro. Sua mãe, o padrasto e as irmãs se mudaram para Portugal, onde residem até hoje na cidade de Sintra.

Nessa época, Regina foi morar com sua melhor amiga, que também era sua vizinha em Botafogo. Depois de 6 meses, decidiu se mudar para a casa de suas tias-avós Maria Amélia e Julinha, em Duque de Caxias. Regina sempre foi muito próxima as suas tias-avós, em especial Julinha, tendo sido criada por elas até ficar adulta. Regina fez o maternal no Colégio Ofélia de Agostini, e depois o primário e o ginásio no Colégio Sacre-Coeur de Marie, tradicional escola de freiras em Copacabana. Não gostava de ir a escola na infância, mas conta que apesar da rigidez disciplinar, tirava boas notas e sempre amou ter sido educada em um colégio religioso. O atual ensino médio, na época chamado de ensino secundário, cursou no Colégio Rio de Janeiro, tendo concluído em 1973. No ano seguinte passou em Comunicação Social para a UFF e também foi aprovada para a PUC, mas preferiu se dedicar ao teatro.[2]

CarreiraEditar

1970–2000Editar

Em 1970, aos 16 anos, Regina Casé entrou para o curso de teatro de Sergio Britto, onde conheceu seu primeiro marido. Aos 20 anos, já familiarizada no curso, Regina fundou com os amigos que fez lá Hamilton Vaz Pereira, Jorge Alberto Soares, Luiz Arthur Peixoto e Daniel Dantas um grupo teatral, no qual batizaram de Asdrúbal Trouxe o Trombone, que movimentou o cenário cultural carioca no final dos anos 1970. Entre os trabalhos do grupo, destacam-se a adaptação de O Inspetor Geral, de Nikolai Gogol, feita em 1974, e que rendeu o Prêmio Governador do Estado de atriz revelação à Regina Casé, a peça Trate-me Leão (1977), de Hamilton Vaz Pereira, pela qual recebeu o Prêmio Molière. Ainda na década de 1970 fez sua estreia no cinema, participando do filme Chuvas de Verão (1978), de Cacá Diegues.[3]

Sua carreira inclui atuações em clássicos do cinema brasileiro como Eu Te Amo (1981), de Arnaldo Jabor; Os Sete Gatinhos (1980), de Neville de Almeida; O Segredo da Múmia (1982), de Ivan Cardoso; e A Marvada Carne (1985), de André Klotzel. Também atuou nos filmes Cinema Falado (1986), de Caetano Veloso; Luar sobre Parador (1988), de Paul Mazursky; O Grande Mentecapto (1989), de Oswaldo Caldeira; e Eu, Tu, Eles (2001), de Andrucha Waddington. Sua estreia na televisão aconteceu na Rede Globo em 1983, com uma participação na novela Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu. Naquele ano, trabalhou ainda no seriado infantil Sítio do Pica Pau Amarelo, então dirigido por seu pai, Geraldo Casé. Em 1984, integrou o elenco de Vereda Tropical, de Carlos Lombardi e participou do infantil Plunct, Plact, Zuuum.

 
Casé como Tina Pepper, de Cambalacho, em 1986

Também nessa época, integrou o elenco do humorístico Chico Anysio Show. Em 1986, ganhou seu primeiro personagem de grande sucesso em telenovelas, a Albertina Pimenta, ou simplesmente Tina Pepper, de Cambalacho, escrita por Silvio de Abreu.[1] Tina Pepper foi criada especialmente para a atriz e fez tanto sucesso que Regina Casé chegou a se apresentar com a personagem no Cassino do Chacrinha, onde cantou "Você me incendeia".[4] Essa personagem a fez ter fama internacional, já que os outros países vibravam com o jeito divertido de Tina.[5] Tornou-se nacionalmente conhecida com o programa TV Pirata, humorístico criado em 1988 com a proposta de satirizar a própria televisão. Passou a fazer muito sucesso com comédia, por ser simpática e estar sempre divertindo as pessoas. Em abril de 1991, estreou o Programa Legal, comandado por ela e Luiz Fernando Guimarães, com direção de Guel Arraes e Belisário Franca. Idealizado por Regina Casé e pelo antropólogo Hermano Vianna, o programa misturava documentário, ficção e humor, e ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria humor. Na mesma época, atuou na peça Nardja Zulpério, monólogo escrito por Hamilton Vaz Pereira e que ficou em cartaz durante cinco anos. Em 1992, foi eleita a melhor comediante do ano pelo júri do Troféu Imprensa, que também premiou o Programa Legal como melhor humorístico da televisão. Apesar da grande repercussão, o programa deixou de ser produzido em dezembro daquele mesmo ano. Sua equipe, porém, passaria a produzir o quadro Na Geral, exibido pelo Fantástico a partir de 1994. Ao longo de sua trajetória na Rede Globo, também participou de programas especiais da emissora, como a comemoração dos 25 anos d'Os Trapalhões, em 1991, e o show anual de Roberto Carlos, em dezembro de 1993, em que representou uma tiete do cantor.

Em dezembro de 1992, a Rede Globo transmitiu o especial Brasil Legal, que seria a atração seguinte comandada por ela na emissora, a partir de maio de 1995. Com o programa, Regina Casé viajava o país para mostrar lugares e tipos interessantes ou inusitados, quase sempre anônimos. Criado pelo núcleo de produção do diretor Guel Arraes com o objetivo de explorar a veia humorística da atriz, acabou se tornando uma espécie de documentário semanal de costumes e incluía também viagens ao exterior. O programa foi dirigido por diferentes nomes, como Sandra Kogut, João Alegria, Luís Felipe de Sá, Alberto Renault e Estevão Ciavatta. Pela redação do Brasil Legal passaram Pedro Cardoso, Cláudio Paiva, Jorge Furtado, Hermano Vianna, Guel Arraes, entre outros. Em 1997, fez uma participação no quadro Vida ao Vivo Show, apresentado no Fantástico por Luiz Fernando Guimarães e Pedro Cardoso, que daria origem ao programa exibido pela Rede Globo entre 1998 e 1999. O término do Brasil Legal, em 1998, foi imediatamente seguido da estreia de Muvuca em 1999, programa semanal comandado por ela e produzido pelo núcleo de Guel Arraes. Muvuca misturava talk-show e reportagens especiais, unindo pessoas de diferentes universos. Famosos e anônimos eram convidados a participarem juntos do mesmo programa, que tinha como característica a espontaneidade e informalidade, marcas da apresentadora. Não havia um tema definido, nem um roteiro fixo. A edição final aproveitava as situações mais espontâneas e as melhores informações dos entrevistados. O programa, no entanto, ao contrário do Brasil Legal, foi retirado do ar no final de 2000, por baixa audiência. As experiências do Programa Legal e do Brasil Lega geraram séries educativas, como o Escola Legal, dentro do projeto Tele Escola (1996), da Fundação Roberto Marinho, e o Histórias do Brasil Legal (1998), para o canal Futura.

2001–2018Editar

A partir de 2001, também para o Futura, Regina Casé e o diretor Estevão Ciavatta, passaram a produzir o programa Um pé de quê?, contando histórias sobre as origens e as características de diversas árvores. Depois de quinze anos sem atuar em novelas, participou de As Filhas da Mãe em 2001, de Sílvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil, com a colaboração de Sandra Louzada. Também em 2001, apresentou Que História é Essa?, especial de fim de ano exibido pelo Canal Futura, no qual abordava histórias ocorridas com pessoas comuns, noticiadas no mesmo dia de acontecimentos históricos. Com parte de sua ação ambientada na Biblioteca Nacional, o especial voltou a ser produzido em dezembro de 2002, quando foi exibido no Fantástico. Em 2002, estreou como autora e diretora de televisão, ao lado do cineasta Fernando Meirelles, com o episódio "Uólace e João Victor", que deu origem ao seriado Cidade dos Homens do mesmo ano. Estrelado pela dupla de atores Darlan Cunha e Douglas Silva, Laranjinha e Acerola, o seriado mostrava o cotidiano de dois meninos numa favela carioca e teve outros três episódios assinados por Regina Casé: Tem Que Ser Agora (2003), Pais e Filhos (2004) e As Aparências Enganam (2005). Em 2003, apresentou Cena Aberta, de Jorge Furtado, Guel Arraes e da própria Regina, programa produzido pela TV Globo em parceira com a Casa de Cinema, de Porto Alegre. A atração ganhou Menção Especial no Festival Tout Écran, competição internacional de filmes e televisão, na Suíça. A série de quatro episódios foi premiada na categoria "Séries, Coleções e Dramas de Longa Metragem". Também levou o prêmio de melhor programa de televisão da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2004, esteve à frente de São Paulo de Piratininga, série de reportagens exibida pelo Fantástico em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade.

 
Casé (centro) com o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante (esquerda), e a ex-presidente Dilma Rousseff (direita), durante da entrega da Ordem do Mérito Cultural 2012, em cerimônia no Palácio do Planalto

Durante o ano de 2006, comandou o Central da Periferia, programa de auditório ao ar livre voltado exclusivamente para a produção cultural das regiões menos favorecidas do país. A mesma equipe de produção do Central da Periferia era responsável pelo quadro Minha Periferia, exibido semanalmente, aos domingos, no Fantástico. Em 2007, atuou pela primeira vez em uma minissérie, Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, de Glória Perez. Com a série de reportagens Minha Periferia é o Mundo, voltou a apresentar um quadro no Fantástico, focalizando a vida dos grandes centros urbanos, agora não só do Brasil, mas do mundo. Em 2008, faz uma Participação Especial como a Apresentadora Eunice Jardim no Remake de Ciranda de Pedra. Em 2009, a biografia dela foi enredo da escola de samba de São Paulo Leandro de Itaquera. No mesmo ano, participou na minissérie Som & Fúria (Rede Globo) e no quadro do Fantástico, Vem com Tudo, além de fazer participação especial no programa Papai Noel Existe. Em 2011, Regina iniciou um novo programa dominical na Globo, o Esquenta!, que na estreia marcou 17 pontos de audiência. Com direção de Guel Arraes, Estevão Ciavatta, Leonardo Netto, Monica Almeida e Mário Meirelles, a atração traz várias personalidades da música brasileira, em um estilo animado e despojado. No programa, a apresentadora continua sua ligação com a periferia, trazendo atrações musicais e entrevistas com diversos personagens. Desde sua estreia, o programa já é um sucesso de público e tem se destacado pelo improviso e pela informalidade. Em 2014, o programa, que conta com a participação dos sambistas Péricles, Arlindo Cruz e Xande de Pilares, ganhou uma versão ao vivo durante a Copa do Mundo e alcançou o prestígio da emissora e do público, mantendo a liderança com média de 14 pontos, segundo Ibope.

O Canal Futura exibiu no mesmo ano a nova edição do programa Um Pé de Quê?. Realizada pela Pindorama, com apresentação de Regina Casé e direção de Estevão Ciavatta, a atração contou com sete episódios inéditos da temporada que resgatou a trajetória das “árvores viajantes” da época das grandes navegações europeias, quando espécies de vários continentes foram difundidas pelo mundo. Além do Esquenta!, em 2014 Regina voltou as telonas. Em Made in China, de Estevão Ciavatta, a atriz vive Francis, vendedora em uma das lojas do Saara que tenta entender porque as mercadorias chinesas da concorrência são as mais baratas do centro comercial do Rio de Janeiro. A produção marcou a estreia do cantor Xande de Pilares como ator e esteve em cartaz nos principais cinemas do país, com a participação dos globais Juliana Alves e Otávio Augusto. Inspirado na tradicional relação entre empregados e empregadores, Regina Casé interpretou a pernambucana Val, no longa Que Horas Ela Volta?, dirigido por Anna Muylaert, e mostrando a realidade das domésticas nordestinas que tentam a vida em São Paulo. O drama participou no ano de 2014 da sessão Carte Blanche do Festival Internacional de Cinema de Locarno, um importante evento que acontece anualmente na Suíça. Em 2015, o longa teve seu lançamento nos cinemas brasileiros, foi indicado ao Festival Internacional de Berlim, levando o prêmio do público na categoria melhor filme na mostra paralela Panorama, e rendeu à Regina e Camila Márdila o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sundance, nos Estados Unidos. Em 2015, Regina Casé ainda celebra os 15 anos de Um Pé de Quê?. Em comemoração a data, a atração é reexibida com 155 episódios gravados em diversos lugares, do umbuzeiro típico da caatinga à sakura (cerejeira) do Japão. Regina ainda apresentou junto ao marido e diretor do programa, Estevão Ciavatta, um painel no RioContentMarket – um dos maiores eventos do mundo dedicado ao mercado audiovisual.[6][7]

2019–presenteEditar

Em 5 de setembro de 2019, é lançado o filme Três Verões no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no qual Casé interpreta a governanta Madá.[8] O longa, dirigido por Sandra Kogut, mostra embates de classe, num Brasil em transformação, em três verões entre 2015 e 2017.[9] Por sua atuação no filme Casé levou o prêmio de melhor atriz da 56ª edição do Antalya Golden Orange Film Festival.[10] Ainda em 2019, além de voltar aos palcos após 25 anos com o monólogo Recital da Onça, Regina voltou a atuar em novelas em Amor de Mãe, trama de Manuela Dias para o horário nobre da Rede Globo, após 18 anos longe das novelas.[11] É a protagonista da trama que gira em torno da busca por um filho desaparecido. É uma mãe que mora em Malaquitas, Rio Grande do Norte, mas se muda para o Rio de Janeiro atrás do então filho vendido pelo pai e que teve como destino a cidade.[12][13][14][15] A novela teve sua estreia em 25 de novembro de 2019, registrando 35 pontos, herdando os bons índices de sua antecessora A Dona do Pedaço (2019), além de se tornar a melhor estreia da faixa desde Segundo Sol (2018).[16] Nas redes sociais, internautas reagiram muito bem ao primeiro capítulo do folhetim, inclusive pedindo o Emmy pela a performance de Regina Casé, na pele da protagonista Lurdes.[17]

Vida pessoalEditar

De 1973 a 1977 Regina viveu junto com o diretor de teatro Hamilton Vaz Pereira. Durante o casamento, sem estar planejando, engravidou, mas sofreu um aborto espontâneo, e devido ao desgaste do relacionamento, optaram por se separar. De 1977 a 1980 foi namorada e noiva do ator Carlão Teixeira, mas devido a constantes desentendimentos, decidiram terminar a relação de forma amigável.

Em 1982 começou a namorar o artista plástico Luiz Zerbini, com quem viveu junto de 1986 a 1996. A atriz tentou engravidar mas não conseguia, e então iniciou um tratamento de fertilização, mas logo em seguida sofreu um aborto espontâneo, mas continuou tentando engravidar. Um ano após o ocorrido, seu tratamento deu certo, e em 19 de junho de 1989, no Rio de Janeiro, nasceu sua filha, Benedita Casé Zerbini. Em entrevistas revelou que ficou durante doze horas em trabalho de parto, e que após sua filha nascer, ela ficou internada na UTI por ter aspirado líquido amniótico. Os médicos informaram que a menina faleceria, o que deixou Regina muito abalada. Após esse período de um mês, ela conseguiu levar a filha para casa, porém quatro anos depois descobriu que, como sequela de ter aspirado líquido amniótico, sua filha havia ficado surda. Após enfrentar muitas dificuldades de inseri-la socialmente, e achar um bom tratamento, conseguiu com que sua filha crescesse saudável, dentro de seus limites. Ela tentou dar irmãos para a filha, para que ela não se sentisse sozinha, e tentou novamente engravidar, mas sofreu outro aborto espontâneo. Logo depois separou-se do pai de sua filha.[18]

Em 1998 começou a namorar o diretor artístico Estêvão Ciavatta, com quem se casou em 1999, em uma cerimônia civil e também religioso, na Igreja de Nossa Senhora da Glória, realizando seu antigo sonho de casar-se vestida de noiva. Escolheu esta igreja para casar pois foi a mesma onde os pais de Regina casaram-se, em que Regina se batizou e fez a primeira comunhão. Em 2008 perdeu seu pai, Geraldo Casé, que faleceu de problemas cardíacos.[19]

Seu marido queria ser pai, e Regina ser mãe novamente. Ela voltou a realizar tratamento de fertilização, e conseguiu engravidar, mas sofreu seu quarto aborto espontâneo, o que a deixou muito deprimida. Durante as consultas, ela e o marido descobriram possuir incompatibilidade genética, o que impossibilitaria que qualquer gestação vingasse. Regina, então, foi aconselhada pelo obstetra a parar de tentar engravidar, devido a sua idade, e a histórico de abortos espontâneos de repetição. Conversando com o marido, optaram por entrar na fila de adoção em 2005. Em 2013, enfim, conseguiram adotar um menino, a quem batizaram de Roque Casé Ciavatta. Ele foi adotado quando tinha cinco meses de vida, e vivia em um abrigo para menores abandonados.[19]

Em 25 de junho de 2017, no Rio de Janeiro, nasceu, através de cesariana, Brás Casé Zerbini Januário, neto da atriz. Ele é filho do fotógrafo e diretor João Pedro Januário, casado desde 2007 com Benedita. O menino nasceu saudável, com 3,8 quilos e 52cm. Com dois anos de idade seu neto passou por duas cirurgias e ficou um mês na UTI, mas recuperou-se.[19]

FilmografiaEditar

TelevisãoEditar

Ano Título Personagem / Cargo Notas
1982–83 Chico Anysio Show Neide Taubaté
1984 Guerra dos Sexos Carlotinha Bimbatti Episódio: "7 de janeiro"
Vereda Tropical Clotilde Barbosa Episódios: "23 de julho–2 de agosto"
Plunct, Plact, Zuuum... 2 Madrasta de Marinela Especial de fim de ano
1986 Os Trapalhões Cleópatra Episódio: "18 de fevereiro"
Cambalacho Albertina Pimenta (Tina Pepper)
1988–90 TV Pirata Vários personagens
1991–92 Programa Legal Apresentadora
1991 Escolinha do Professor Raimundo:
Especial 25 Anos
Dona Bela Especial de fim de ano
1994 Fantástico Repórter Quadro: Na Geral
1995–97 Brasil Legal Apresentadora
1996–97 Escola Legal Apresentadora
1997 Vida ao Vivo Show Várias Personagens Episódio: "21 de julho"
1998 Histórias do Brasil Legal Apresentadora
1998–00 Muvuca Apresentadora
2001 As Filhas da Mãe Rosalva Rocha Cavalcante
Os Normais Leonora Vorski Episódio: "Ler é Normal"
2001–11 Um Pé de Quê? Apresentadora
2002 Fantástico Repórter Quadro: "Que História É Essa?"
2003 Cena Aberta Apresentadora / Várias personagens também Autora e Diretora
2004 Fantástico Repórter Quadro: "São Paulo de Piratininga"
2005 Cidade dos Homens Ela mesma Episódio: "Em Algum Lugar do Futuro"
2006 Central da Periferia Apresentadora
2006–07 Fantástico Repórter Quadro: Minha Periferia
2007 Amazônia, de Galvez a Chico Mendes Maria
2008 Ciranda de Pedra Eunice Jardim Episódios: "30 de agosto–6 de setembro"
2009 Som & Fúria Graça
Fantástico Repórter Quadro: "Vem com Tudo"
2010 Papai Noel Existe Francis Especial de fim de ano
2011–17 Esquenta! Apresentadora
2012 Cheias de Charme Ela mesma Episódios: "22–23 de junho"
2016 Fantástico Repórter Quadro: "Fonte da Juventude"
2017 Palavras em Série Clarice Lispector Episódio: "30 de dezembro"
Asdrúbal Trouxe o Trombone Ela mesma (depoimento)[20]
2019 Amor de Mãe Lurdes dos Santos Silva
como diretora/roteirista
Ano Título Notas
2002 Cidade dos Homens[21] Episódio: "Uólace e João Victor"
2003 Episódio: "Tem Que Ser Agora"
2004 Episódio: "Pais e Filhos"
2005 Episódio: "As Aparências Enganam"

CinemaEditar

Ano Título Papel Nota
1978 Tudo Bem Vera Lúcia
Chuvas de Verão Moça da Repartição
1980 Os Sete Gatinhos Arlete
1981 Eu Te Amo Mulher de Valdir
Corações a Mil Suzete
1982 O Segredo da Múmia Regina[22]
1983 Onda Nova Rubi
1985 Brás Cubas Marcela
Areias Escaldantes Verônica Pinheiro (Verrô)
A Marvada Carne Mulher-Diaba
1986 O Cinema Falado Comunista
1988 Fogo e Paixão
Moon Over Parador Clara
1989 O Grande Mentecapto Brigite
1995 Lá e Cá Garota Curta-metragem
1997 A Perna Cabiluda Ela mesma[23] Curta-metragem
2000 Eu, Tu, Eles Darlene
2001 Onde Andará Petrucio Felker? Maria das Graças (voz) Curta-metragem
2003 A Pessoa É Para o Que Nasce Ela mesma Documentário
2004 Juro que vi: O Boto Narradora[24] Curta-metragem
2014 Rio, Eu Te Amo Judite segmento: "Dona Fulana"
Made in China Francis[25]
2015 Que Horas Ela Volta? Valdirene Ferreira (Val)
2019 Três Verões Madalena (Madá)

VideoclipesEditar

Ano Título Artista Álbum
1988 'O Estrangeiro" Caetano Veloso Estrangeiro

TeatroEditar

como atriz
Ano Título Papel
1974 O Inspetor Geral
1975 Ubu
1977 Trate-me Leão
1980 Aquela Coisa Toda
1981 Doce Deleite
1983 A Farra da Terra
1987 Guerras do Alecrim e da Manjerona
1988–94 Nardja Zulpério Nardja Zulpério / Psiquê
1997 Zaratustra - Comédia Nietzschiana
2019 Recital da Onça Palestrante / Autora da peça
como diretora
Ano Título
1994 Castiçais[26]

Prêmios e indicaçõesEditar

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado
1974 Prêmio Governador do Estado[27] Melhor Atriz Revelação
O Inspetor Geral
Venceu
1977 Prêmio Molière[27] Melhor Atriz
Trate-me Leão
Venceu
1986 Associação Paulista dos Críticos de Arte[28] Melhor Atriz Coadjuvante
Areias Escaldantes
Venceu
1989 Associação Paulista dos Críticos de Arte Melhor Atriz em Programa Humorístico
TV Pirata
Venceu
Troféu Imprensa Melhor Humorista Feminina Indicada
1992 Troféu Imprensa Melhor Humorista Feminina
Programa Legal
Venceu
1993 Troféu Imprensa Melhor Humorista Feminina Venceu
2001 Festival de Cartagena[29] Melhor Atriz
Eu, Tu, Eles
Venceu
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Venceu
Festival de Havana[30] Melhor Atriz - menção honrosa Venceu
Festival de Cinema de Karlovy Vary Melhor Atriz Venceu
Festival de Cinema de Lima Melhor Atriz Venceu
2003 Associação Paulista dos Críticos de Arte[31] Melhor programa de televisão
Cena Aberta
Venceu
Festival Tout Écran[31] Séries, Coleções e Dramas Venceu
2004 Prêmio Faz Diferença do jornal - O Globo[32] Revista da TV Venceu
2012 Prêmio Extra de Televisão Melhor Apresentador
Esquenta!
Indicada
2013 Prêmio Extra de Televisão Melhor Apresentador Indicada
Troféu Internet Melhor Apresentadora Indicada
Meus Prêmios Nick[33] Apresentador de TV Indicada
2014 Prêmio Extra de Televisão Melhor Apresentador Indicada
Troféu Internet Melhor Apresentadora Indicada
2015 Troféu Imprensa[34] Melhor Apresentadora ou Animadora de TV Indicada
Troféu Internet Melhor Apresentadora Indicada
Prêmio Quem de Televisão[35] Melhor Apresentador Indicada
Festival Sundance de Cinema Melhor Atriz
Que Horas Ela Volta?
Venceu
Seattle International Film Festival[36] Melhor Atriz 4º lugar
Premio Iberoamericano de Cine Fénix[37] Melhor Atriz Indicada
Troféu APCA[38] Melhor Atriz Venceu
2016 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro[39] Melhor Atriz Venceu
Festival Melhores Filmes[40] Melhor Atriz (crítica) Venceu
Melhor Atriz (público) Venceu
2019 Antalya Golden Orange Film Festival[41] Melhor Atriz
Três Verões
Venceu
Festival do Rio[42] Melhor Atriz Venceu
Prêmio do Humor - RJ[43] Melhor Texto (com Hermano Vianna)
Recital da Onça
Pendente
Melhor Espetáculo Pendente
Melhor Performance Pendente

Referências

  1. a b «Hits da ficção: confira lista de sucessos musicais de personagens da TV». Gshow. 28 de maio de 2019. Consultado em 28 de novembro de 2019 
  2. «Regina Casé POR HISTÓRIA DO CINEMA BRASILEIRO». Consultado em 29 de junho de 2010 
  3. Mauricio Rosa (10 de julho de 2018). «Crítica – Chuvas de Verão (1978)». Plano Crítico. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  4. Natalia Castro (24 de agosto de 2015). «Regina Casé relembra Tina Pepper, que volta ao ar na reprise de 'Cambalacho', no Viva». O Globo. Consultado em 28 de novembro de 2019 
  5. «Personagens Inesquecíveis: Tina Pepper – Cambalacho». TeleGlobo. 25 de agosto de 2015. Consultado em 28 de novembro de 2019 
  6. «Programa 'Um Pé de Quê?' celebra 15 anos no Canal Futura - O Dia - iG 31 de março de 2015». O Dia. Consultado em 7 de novembro de 2016 
  7. «Regina Casé fala sobre 'Um pé de quê?' no RioContentMarket». Consultado em 7 de novembro de 2016 
  8. Wanderley Caloni (6 de novembro de 2019). «Três Verões – Regina Casé sustenta história já interessante». Cinema Aqui. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  9. «Regina Casé leva prêmio de melhor atriz em festival na Turquia». Pop & Arte por G1. 2 de novembro de 2019. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  10. «Regina Casé vence prêmio de melhor atriz em festival na Turquia». O Globo. 1 de novembro de 2019. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  11. Estadão Conteúdo (25 de novembro de 2019). «Após 18 anos, Regina Casé retorna às novelas em 'Amor de Mãe'». Isto É. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  12. TV, Notícias da (1 de fevereiro de 2019). «Regina Casé será mãe sofredora em sua volta às novelas após 18 anos». Notícias da TV. Consultado em 24 de abril de 2019 
  13. Patrícia Kogut (26 de maio de 2018). «Regina Casé será mãe de Cauã Reymond na novela 'Troia'». O Globo. Consultado em 26 de maio de 2018 
  14. «Amor de Mãe: Conheça a história central da novela de Manuela Dias». Observatório da Televisão. 13 de fevereiro de 2019. Consultado em 22 de fevereiro de 2019 
  15. Dia, O. (19 de abril de 2019). «Regina Casé diz que não sabe de onde veio sua fama ruim». O Dia - Diversão. Consultado em 22 de abril de 2019 
  16. Antunes, Gabriela. «'Amor de mãe' estreia com 35 pontos em São Paulo e 38 no Rio - Patrícia Kogut». Patrícia Kogut - O Globo. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  17. «Amor de Mãe: internautas aclamam primeiro capítulo e pedem Emmy para Regina Casé». Caras. 26 de novembro de 2019. Consultado em 26 de novembro de 2019 
  18. «Regina casé e estevão volta ao altar». Consultado em 29 de julho de 2010 
  19. a b c «Regina Fina». Folha de S. Paulo. Consultado em 29 de julho de 2010 
  20. «Grupo teatral Asdrubal Trouxe o Trombone vira tema de série no Viva». O Globo. Consultado em 29 de agosto de 2020 
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  22. Cinemateca Brasileira, O Segredo da Múmia [em linha]
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