Abrir menu principal
O mapa mostra a extensão do reino de Córdoba, no contexto dos Quatro reinos da Andaluzia.

Índice

HistóriaEditar

Época visigodaEditar

No início da época visigótica, Córdova (assim como outras cidades da região) era praticamente independente. O rei Ágila I profanou uma tumba de um santo, causando uma rebelião na cidade. Durante o levantamento, Atanagildo pede ajuda à Justiniano I, imperador do Império Bizantino, para derrotar o rei Ágila. O imperador aceitou e enviou-lhe tropas que acabaram por ocupar Córdoba no ano de 550; derrotaram Ágila e seu filho morreu na batalha. Os bizantinos também ocuparam a Bética, com o apoio de seus cidadãos, que ansiavam voltar ao Império Romano, convertendo-se na província da Espânia do Império Bizantino.

O rei Leovigildo, no ano de 572, aproveitando-se da guerra entre os bizantinos e persas, tomou Córdoba. Devido a este feito, o prestígio que Leovigildo desfrutava subiu tanto que pela primeira vez um rei visigodo atreveu-se a usar os símbolos da realeza: coroa, cetro e manto, além de cunhar moedas com seu nome.

Hermenegildo, filho de Leovigildo e duque da Bética, converteu-se ao catolicismo e se rebelou contra seu pai, de religião ariana, sendo apoiado no ano de 579 por Córdoba e outras cidades béticas. Porém, foi derrotado em Híspalis em 584, refugiando-se em Córdoba, que estava tomada pelos visigodos, e foi preso por seu pai e depois exilado.

A cidade, por motivos religiosos (pela forte implantação do catolicismo) e por afinidade ao Império Romano, tardou em aceitar o poder visigodo, o que demonstrou mediante numerosas revoltas. Isto provocou uma diminuição de sua influência no reino, frente a outras cidades como Híspalis.

Época muçulmanaEditar

 Ver artigo principal: Califado de Córdoba

Em 716, Córdoba converte-se em capital do emirato de Al-Andalus, crescendo até alcançar maior grandeza da que tinha na época romana. Mais tarde, sob o califado Omíada, alcançou seu máximo apogeu demográfico (segundo algumas fontes, a cidade teria mais de 1 milhão de habitantes), comercial e cultural. Nesta época concluiu-se a construção da Mesquita de Córdoba. Em termos de cultura, Córdoba alcançou um grande esplendor, contando, inclusive, com a maior biblioteca do mundo daquela época.

Época cristãEditar

Com os almóadas, Córdoba perdeu sua condição de capital de Al-Andalus, o que significou o início de sua decadência, acentuada quando em 1236 foi conquistada pelos cristãos (pelo rei cristão Fernando III).

Foi peça-chave para a conquista de Granada por parte dos Reis Católicos que estabeleceram durante vários anos a corte na cidade. Neste período Cristóvão Colombo conheceu a cordobesa Beatriz Enríquez de Arana, com a qual teve seu segundo filho, Fernando Colombo. Quando o navegador partiu em 1492, enviou a Córdoba o seu filho Diego, para se encontrar com o irmão Fernando e a "mãe adotiva" Beatriz.

Desta época também se sobressai a figura de Gonzalo Fernández de Córdoba, o "Grande Capitão".

Os reis de Espanha ostentam em seu título o de Reis de Córdoba.

Ver tambémEditar