Religião na Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau é caracterizada por um grande pluralismo religioso, resultante de inúmeros fluxos migratórios e rotas comerciais que têm vindo a cruzar o seu território ao longo dos séculos.

A Constituição da República da Guiné-Bissau de 1980 declara formalmente a liberdade religiosa num Estado secular. Anteriormente, a Constituição de 1973 salvaguardava formalmente o direito de praticar qualquer religião, mas as organizações religiosas não eram legalmente reconhecidas.

ReligiõesEditar

Destacam-se três religiões:

  • orientação africana, promovida pelos primeiros ocupantes humanos;
  • orientação muçulmana, através da expansão de leste para oeste desde o século XIII. Está atualmente concentrada na zona leste do país;
  • orientação católica, através da sociedade cristã crioula que surgiu nos centros costeiros de Farim, Geba, Bolama e Cacheu a partir do século XVI.

DemografiaEditar

O quadro seguinte apresenta a distribuição da população guineense segundo a resposta à pergunta sobre religião nos censos de 1979 e 2009[1].

Censos Muçulmana Religiões indígenas Religião Cristã
1979 35% 60% 5%
2009 45% 15% 22%

CatolicismoEditar

O catolicismo foi institucionalmente estabelecido na Guiné-Bissau em 1533, com a criação da diocese de Cabo Verde e Guiné.

De entre os movimentos ultraminoritários está o cristianismo evangélico. A origem deste movimento na Guiné remonta a 20 de maio de 1940, quando a missionária britânica Bessie Fricker se instalou em Bolama, antiga capital da então colónia portuguesa. Até à independência, em 1974, a Missão Evangélica fundada por Fricker foi a única organização protestante oficialmente reconhecida pelas autoridades.

Durante o Estado Novo, o “ensino indígena” era confiado às missões católicas[2].

Atualmente as organizações cristãs legalizadas a atuar na Guiné-Bissau são:

  • Jovens com Uma Missão (Jocum);
  • Assembleias de Deus;
  • Igreja Filadélfia;
  • Igreja Vida Profunda;
  • Igreja Ide;
  • Ministério de Amor pela Fé Internacional.

As mais recentes são de denominações de matriz neopentecostal, como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a Deus é Amor, a Igreja Redimida, a Capela dos Vencedores e a Capela do Farol. Em 2014, a Igreja do Nazareno (Church Of The Nazarene) está legalmente estabelecida no país.[3]

Referências

  1. Formenti, Ambra (2017). Rumo a uma fé global: história do movimento evangélico na Guiné-Bissau
  2. Formenti, Ambra (2017). Rumo a uma fé global: história do movimento evangélico na Guiné-Bissau
  3. nazarene.org

Ver tambémEditar


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