Renault FT-17

O Renault FT (chamado no pós-guerra de Renault FT-17 ou FT17) foi um dos primeiros tanques de guerra fabricados no mundo. Leve, rápido e fácil de ser produzido, operado, mantido e reposto, o Renault FT foi o mais bem sucedido tanque utilizado durante a I Guerra Mundial.[1] Seu emprego foi observado pelo tenente brasileiro José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque em 1918, quando ele serviu como comandante de pelotão colonial em um regimento de dragões franceses.

Renault FT
FT 17.jpg
Renault FT restaurado pela Weald Foundation.
Tipo Tanque de guerra Leve
Local de origem  França
História operacional
Em serviço 1915 a 1945+
Utilizadores
Guerras Primeira Guerra Mundial

Guerra Civil Russa
Revolução de 1924
Revolução Constitucionalista
Guerra Civil Chinesa
Guerra do Rife
Guerra Civil Espanhola
Segunda Guerra Mundial
Invasão Soviética do Afeganistão

Histórico de produção
Criador Rodolphe Ernst-Metzmaier
Data de criação 1915
Fabricante Renault
Quantidade
produzida
~3,694
Variantes Char canon

Char mitrailleuse
FT 75 BS
Char TSF
FT modifié 31
Six Ton
Tanque Modelo 1917
Russkiy Reno

Especificações
Peso 6,5 t (14 300 lb)
Comprimento m (16 ft)
Largura 1,74 m (5,7 ft)
Altura 2,14 m (7,0 ft)
Tripulação 2 (comandante-atirador, motorista)
Blindagem do veículo 22 mm (0,87 in)
Armamento
primário
Canhão de 37 mm (1,5 in) ou metralhadora de 7,62 mm (0,30 in)
Motor Renault 4 cilíndros gasolina
39 hp (29 100 W)
Peso/potência 6 hp/ton
Transmissão deslizante
Suspensão molas verticais
Passagem de
vau
0,7 m (2,30 ft)[nota 1]
Obstáculo vertical m (6,56 ft)[nota 1]
Fosso 1,8 m (5,91 ft)[nota 1]
Alcance
Operacional
65 km (40,4 mi)
Velocidade 15 km/h (9,32 mph)
Renault FT "Guararapes" totalmente repotencializado estacionado no pátio do Centro de Instruções de Blindados do Exército Brasileiro em Santa Maria/RS, no sul do Brasil.

Projetado e fabricado ao final daquele conflito para "abrir caminho" em direção às trincheiras inimigas, dando cobertura aos avanços da infantaria, pesava apenas 6,5 toneladas, comportando dois tripulantes (comandante-atirador e motorista). Seu desenho com torre giratória, posição das lagartas e motor tornou-se padrão nos tanques que vieram depois. Seu consumo de combustível era bem menor que aquele dos demais tanques do período e era o único transportável por caminhão, dando-lhe uma imensa vantagem em termos de mobilidade estratégica.
A exemplo de outros tanques da I Guerra, era fabricado em 2 versões: os modelos "canon", com o canhão Puteaux 37mm, que eram utilizados para destruir alvos duros como ninhos de metralhadoras e casamatas, enquanto os modelos "mitrailleuse", equipados com metralhadoras (de 7.92 milímetros), suprimiam a infantaria inimiga.[2]

No BrasilEditar

Foi o primeiro tanque do Exército Brasileiro, em uso na Companhia de Carros de Assalto, sob o comando de José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, em 1921, tendo sido amplamente utilizados até o início da II Guerra Mundial. Destes, encontra-se exemplar preservado em exposição permanente no Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro, na Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN em Resende- RJ. Outro exemplar encontra-se em processo de restauro no quartel do 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado na cidade de Pirassununga. Também há um exemplar preservado na cidade de Santa Maria (RS), no Centro de Instrução de Blindados. O Brasil adquiriu 12 unidades, com 5 cinco modelos armados com metralhadoras Hotchkiss 7,7mm, 5 modelos com o canhão Puteaux SA 18, o carro comando podendo usar tanto a metralhadora quanto o canhão alternadamente e um modelo TSF de comunicações, sem armamento e equipado com rádio.

Ver tambémEditar

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Renault FT-17

Notas

Referências

  1. [1] Artigo completo sobre a história do Renault FT (em inglês)
  2. Ibidem [2] Ref. anterior

Ligações externasEditar

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