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República de Amalfi

(Redirecionado de República Amalfitana)
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A República maritima de Amalfi ou República de Amalfi foi uma cidade-estado independente de fato, centrada na cidade homônima, mas nominalmente dependente do Império bizantino, cujos imperadores outorgavam títulos imperiais aos governantes de Amalfi. Amalfi durante os séculos X e XI foi uma das quatro Repúblicas marítimas que dominaram o comércio marítimo no mar Mediterrâneo entre o final da Alta Idade Média e o começo da Baixa Idade Média.

A cidade e seu território foram originalmente parte do ducado de Nápoles, governado por um patrício bizantino, que se converteu em duque, como aparece de forma documentada em 957. Durante os seguintes anos, Amalfi converteu-se numa potência econômica, um centro comercial cuja frota mercante dominou o comércio marítimo italiano e mediterrâneo durante um século, até que a concorrência das Repúblicas marítimas de Pisa e Gênova acabou por minar seu poder. Em 1073 Amalfi foi tomado pelo conquistador normando Roberto Guiscardo desde Salerno. Os amalfitanos se revoltaram em duas ocasiões durante os anos seguintes contra a dominacão normanda, mas nunca mais recobraram sua independência.

Índice

HistóriaEditar

A cidade de Amalfi foi fundada como posto comercial durante a dominação romana da Campânia, em 339. O primeiro bispo foi designado em 596. Em 838, a cidade foi capturada por Sicardo de Benevento, com ajuda de traidores locais, quem guiaram-lhe através das defesas da cidade. Em 839, Amalfi libertou-se da dominaçâo lombarda e elegeu a um magistrado para cedo seria denominado como Prefecto para os labores de governo. Em dita eleição também participou a próxima vila de Atrani. Mais tarde, Amalfi ajudou à libertação de Siconulfo de Salerno, oponente do Príncipe Sicardo.

Em 897, a República, ainda vassalo do Império bizantino, conquanto tão só de maneira nominal, foi derrotada pela coalizão dos vizinhos ducados de Sorrento e Nápoles. Nesta derrota, o Prefecto de Amalfi foi capturado e mais tarde libertado depois do pagamento de um custoso resgate. Em 914, o Prefecto Mastalo I foi elevado à faixa de primeiro magistrado de Amalfi. Em 957, o filho deste, Mastalo II, primeiro magistrado, é o primeiro duque que aparece documentado, em 957. Foi assassinado por Sergio I ao que lhe foi outorgado o título imperial de patricio, e que iniciou sua própria dinastía até 1073. Entre 981 e 983, a República de Amalfi controlou o Principado de Salerno. Em 987, o bispado Amalfitano foi elevado à faixa de arcebispado. Segundo Ibn Hawqal, viajante árabe que visitou a região em 977, durante o reinado de Manso I (o período de máximo esplendor da república) Amalfi era:

(...) a cidade mais próspera de Lombardia, a mais nobre, a mais ilustre por sua condição, a mais rica e opulenta. O território de Amalfi é fronteiriço com o de Nápoles, a qual e uma bela cidade, porém menos importante que Amalfi.
Ibn Hawqal (977)
(...) la più prospera città di Longobardia, la più nobile, la più illustre per le sue condizioni, la più agiata ed opulenta. Il territorio di Amalfi confina con quello di Napoli; la quale è bella città, ma meno importante di Amalfi.

Desde 1034, Amalfi caiu baixo controle do Principado de Cápua e, em 1039, baixo o controle do Principado de Salerno.

Em 1073, Roberto Guiscardo conquistou a cidade e tomou para sim o título de dux Amalfitanorum (latín: duque dos Amalfitanos). Em 1096, Amalfi rebelou-se contra o domínio normando, mas a rebelião ficou abortada em 1101. Uma segunda revolta teve lugar entre 1130 e 1131, ano em que o exército de Rogério II de Sicília, comandado pelo Emir Juan por terra, e por Jorge de Antioquía por mar, bloquearam e tomaram a cidade definitivamente. Em 1135 e 1137, a frota pisana saqueou a cidade, pondo fim à glória da cidade.

Em 1343 um violento maremoto destruiu a cidade e os "arsenais" onde se construíram por séculos as barcos de Amalfi: desde então Amalfi reduziu-se a um pequeno povoado de pouca importância. Desde a unificação do Reino de Itália em 1861 Amalfi tem recrescido e agora é um importante centro turístico de fama internacional.

NotaEditar

Referências

FontesEditar

  • Dizionario Biografico degli Italiani. Roma, 1960–2007.
  • Skinner, Patricia. Family Power in Southern Italy: The Duchy of Gaeta and its Neighbours, 850-1139. Cambridge University Press: 1995.
  • Norwich, John Julius. The Normans in the South 1016-1130. Londres: Longmans, 1967.
  • Norwich, John Julius. The Kingdom in the Sun 1130-1194. Londres: Longmans, 1970.
  • Curtis, Edmund. Roger of Sicily and the Normans in Lower Italy 1016–1154. Nova York: G. P. Putnam's Sons, 1912.
  • Matthew, Donald. The Norman Kingdom of Sicily (Cambridge Medieval Textbooks). Cambridge University Press, 1992.
  • Houben, Hubert (translated by Graham A. Loud and Diane Milburn). Roger II of Sicily: Ruler between East and West. Cambridge University Press, 2002.
  • Chalandon, Ferdinand. Histoire da domination normande em Italie et em Sicile. Paris, 1907.

Veja tambémEditar

Fontes externasEditar

  • Resumo histórico do Principado de Salerno, com referências à República de Amalfi (em italiano)