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República Popular de Donetsk

país não reconhecido
Доне́цкая наро́дная респу́блика
(Donetskaya narodnaya respublika)

República Popular de Donetsk
Flag of Donetsk People's Republic.svg
Brasão de armas.

Localização de

Capital Donetsk
Cidade mais populosa Donetsk
Língua oficial Ucraniano e Russo
 - Primeiro-ministro Vago
 - Presidente Dmitry Trapeznikov
 - Declaração unilateral de independência 7 de abril de 2014 
População  
 - Estimativa para 2018 2 302 444 hab. 
Fuso horário (UTC+2)
 - Verão (DST) (UTC+3)

A República Popular de Donetsk (em russo: Донецкая народная республика) é o nome de uma região separatista que declarou independência da Ucrânia em 7 de abril de 2014[1][2]. A República Popular só foi reconhecida pela Ossétia do Sul, que não é reconhecida pela ONU[3].

AntecedentesEditar

 
Queima de panfletos do partido ultranacionalista Setor Direita (Pravy Sektor) em uma praça de Carcóvia em 1 de março.

Após o Euromaidan e influenciado pelo referendo na Crimeia de 2014, vereadores do Oblast de Donetsk votaram no início de março de 2014 a favor de realizar um referendo para decidir o futuro da região administrativa. Em 3 de março, um grupo de pessoas invadiu o prédio da administração do Oblast, agitando bandeiras russas e gritos pró-Rússia. Após certa resistência a polícia retomou o controle da edifício.

Em 6 de abril, milhares de pessoas se reuniram em protesto contra o governo interino de Kiev. Os manifestantes invadiram um prédio da administração regional e retiraram a bandeira ucraniana que lá estava tremulada, em seu lugar hastearam uma bandeira russa[4].

ProclamaçãoEditar

 
Manifestantes separatistas em Donetsk, erguendo bandeiras da Rússia e da sua autoproclamada república, em abril de 2014.

Reunidos em Donetsk, manifestantes pró-Rússia proclamaram em 7 de abril a "República Popular de Donetsk". Em uma reunião na sede da administração regional de Donetsk a proclamação foi aprovada por unanimidade. Afirmou-se que a nova república foi estabelecida dentro dos limites da região de Donetsk e que um referendo sobre uma eventual adesão à Rússia será realizada até de 11 de maio[5].

Também decidiu criar como o órgão dirigente do Conselho do Povo Donetsk (CPD), sem reconhecer autoridades Kiev e relataram uma agressão e tentativa de assalto aos escritórios da televisão local. A Nova República também pediu a Rússia para defender o povo russo dos "ataques criminosos" da Ucrânia.

No mesmo dia, foi proclamada no Oblast de Carcóvia a República Popular de Carcóvia.

ReaçõesEditar

Governo ucranianoEditar

No dia do anúncio, o Conselho Superior da Ucrânia, em Kiev apresentou um projeto de lei sobre a imposição de emergência nas regiões de Lugansk, Donetsk e Carcóvia. Além disso, foi relatado que Kiev enviou tropas militares para áreas onde os governos tinham proclamado independentes.

Por sua parte, o primeiro-ministro interino Arseniy Yatseniuk, diretamente acusou a Rússia de lançar um "plano para desmembrar Ucrânia". Enquanto o presidente interino Alexandr Turchinov disse que a Rússia tenta criar neste país "cenário da Crimeia" e que o governo está preparando operações de contraterrorismo contra manifestantes.[6]

InternacionaisEditar

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia acusou as autoridades ucranianas de 'culpa' para todos os seus problemas e afirmou que os ucranianos querem obter uma resposta clara de Kiev a todas as suas perguntas e que é hora de ouvir essas ações. O ministério afirmou ainda que estava observando atenciosamente os acontecimentos na Ucrânia oriental e meridional.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, disse que os fatos "parecia ser espontâneo" e exortou a Rússia a repudiar publicamente as atividades dos sabotadores separatistas e provocadores em um telefonema ao seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

LiderançasEditar

O primeiro líder do movimento da autodeclarada República Popular foi o governador Pavel Gubarev, que atualmente está preso sob a acusação de separatismo.[7] Posteriormente, o presidente veio a ser Alexandr Zakhartchenko, mas, após o seu assassinato, em 31 de agosto de 2018, foi substituído por Dmitry Trapeznikov.[8]

No dia 11 de outubro de 2018, foram realizadas eleições, vencidas por Denis Pushilin com mais de 60% dos votos[9].

Referências

  1. Agence France-Presse@Diário de Pernambuco. Ativistas pró-Moscou proclamam independência da região ucraniana de Donetsk. Disponível em [1] Arquivado em 8 de abril de 2014, no Wayback Machine.. Acesso em abril de 2014
  2. Jornal de notícias. Manifestantes pró-russos proclamam Donetsk como independente da Ucrânia. Disponível em [2]. Acesso em abril de 2014
  3. South Ossetia recognizes Donetsk People's Republic independence. Disponível em [3]. Acesso em 17 de Agosto 2014
  4. Euronews. Ucrânia: Centenas de pessoas reúnem-se em Donetsk pela Rússia. Disponível em [4]. Acesso em abril de 2014
  5. Estadão. Manifestantes pró-Rússia declaram independência de Donetsk da Ucrânia. Disponível em [5]. Acesso em abril de 2014
  6. Terra. Ativistas pró-Moscou proclamam a independência de Donetsk. Disponível em [6]. Acesso em abril de 2014
  7. UOL. Ativistas pró-Moscou proclamam "república soberana" em Donetsk. Disponível em [7]. Acesso em abril de 2014
  8. «Назначен исполняющий обязанности главы ДНР» Naznatchen ispolniaiuschi obiazannosti glavy DNR. Russia Today. 31 de agosto de 2018 
  9. Líderes pró-Rússia vencem eleições em áreas separatistas no leste da Ucrânia, acesso em 13 de novembro de 2018.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar