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Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger

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A Reserva Biológica do Lami (RBL) é uma Unidade de Conservação da Natureza de Proteção Integral do Snuc, atualmente possui uma área de 204,04 hectares[1]. Foi criada em 1975 com o objetivo inicial de preservar a efédra (Ephedra tweediana), – uma das três espécies de gimnospermas nativas do Brasil, endêmica da região extremo-sul da América do Sul, considerada em perigo – o que acarretou na preservação de muitas outras espécies vegetais e animais, alguns destes ameaçados de extinção. A categoria denominada Reserva Biológica é a mais restritiva do Snuc, onde a visitação pública é proibida, exceto aquela com objetivo educacional e pesquisa científica, dependente de autorização prévia do órgão administrador (SNUC, 2004)[2]. Atualmente, a RBL recebe visitas pré-agendadas de instituições de ensino e da comunidade, oferecendo palestras de educação ambiental e trilhas interpretativas guiadas. A RBL possui uma grande variedade de ambientes bem preservados como: matas ciliares, banhados, juncais, maricazais, vassourais, campos arenosos e uma grande área de matas de restinga. Essa variedade de habitats que encontramos na unidade é refletida em uma grande diversidade de espécies com modos de vida associados a esses tipos de ambiente.

Espécies protegidasEditar

Aproximadamente, 300 espécies de aves já foram registradas na reserva, dentre as quais, várias aves migratórias. Os banhados e juncais servem como verdadeiros berçários para muitos organismos aquáticos, como peixes, anfíbios e moluscos. Nas elevações arenosas podem ser encontrados ovos de cágados.

Em 2018, foi registrado uma fêmea de gato-do-mato-pequeno com seu filhote, além de vários outros indivíduos dessa espécie (Leopardus guttulus) distribuídos em todos os ambientes da reserva. A lontra ( Lontra longicaudis) também foi registrada por armadilhas fotográficas no mesmo ano.

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), o maior roedor do planeta, pode ser encontrada nadando no arroio Lami, pastando nos campos ou ainda escondida nas matas.

Outro exemplo de espécie encontrados na unidade de conservação é a efédra (Ephedra tweediana) — vegetal característico das matas de restinga, um dos ecossistemas mais ameaçados no Rio Grande do Sul.

Referências

Ver tambémEditar

 
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