Revolta dos Mercenários

Revolta dos Mercenários
Parte da(o) Guerra da Cisplatina
Emperor Dom Pedro I 1822.png
Pedro I, o imperador do Brasil durante a Revolta.
Data 9 de Junho - 11 de Junho de 1828
Local Rio de Janeiro, Império do Brasil
Desfecho Vitória brasileira
Combatentes
Império do Brasil Brasil
Royal Standard of the King of France.svg França
Reino Unido Reino Unido
Flag of the German Confederation (war).svg Merc. Alemães
Saint Patrick's Saltire.svg Merc. Irlandeses

Apoiados por:

Líderes e comandantes
Império do Brasil Pedro I do Brasil
Império do Brasil Pedro de Araújo
Império do Brasil Miguel Vasconcelos
Flag of the German Confederation (war).svg August Steinhousen
Forças
1 600 brasileiros
600 franceses
400 britânicos

Ao todo: 2 600 soldados

+ 3 000 soldados
Vítimas
120 mortos
180 feridos
240 mortos
300 feridos
Ao todo: 360 mortos.

A Revolta dos Mercenários constitui-se numa sublevação militar ocorrida no Brasil, sob o governo de D. Pedro I, em 1828.

Episódio pouco conhecido na História do Brasil, inscreve-se no contexto da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata (1825-1828), da qual resultou a independência da República Oriental do Uruguai (27 de Agosto de 1828).

O motim iniciou em 9 de junho de 1828, e durou três dias. Neste período a população da Corte (a cidade do Rio de Janeiro) viveu sobressaltada pela sublevação de três batalhões do Corpo de Estrangeiros, alemães e irlandeses, que serviam ao Império do Brasil desde a independência (1822).

O origem da revolta foi um boato que dois alemães haviam sido mortos por soldados de um batalhão brasileiro. O oficial de dia do 3° Batalhão de Granadeiros, composto na sua maioria de estrangeiros, o tenente alemão Prahl, saiu bêbado do quartel, acompanhado de outros soldados e atacou a guarda do Largo da Carioca. Foi logo preso e enviado à Ilha das Cobras, o batalhão foi reunido e Dom Pedro I lá ordenou que todos os envolvidos no incidente dessem um passo à frente. Os que se apresentaram foram logo sentenciados a 100 chibatadas. Isto detonou a revolta.

Para reprimir a sedição foi necessário, além das tropas regulares e da Guarda Real de Polícia, o auxílio da população, cerca de mil paisanos armados, entre os quais 50 frades e mais de 100 padres e estudantes. O governo solicitou ajuda às forças tarefas francesa e inglesa, aportadas na capital, que desembarcaram 400 marujos ingleses para guardar o Palácio de São Cristóvão, mais 600 franceses se concentraram perto do Arsenal de Guerra.

Nos combates morreram cerca de 240 mercenários, mais 300 feridos; do lado oposto 120 mortos e 180 feridos. Um dos líderes do movimento, August von Steinhousen, foi condenado à morte; outros 31 mercenários receberam penas diversas.

Os batalhões de tropas de mercenários foram dissolvidos e a maior parte de seus integrantes, deportada. Ao que tudo indica, a revolta deveu-se ao não cumprimento, por parte da coroa, de pagamento aos mercenários, conforme acordado. Segundo outras fontes a revolta foi motivada pela castigo físico de um mercenário alemão, considerada pela tropa como injusta.

A revolta motivou a demissão do ministro da guerra general Barroso Pereira.

Sergio Corrêa da Costa, em seu livro, Brasil, segredo de Estado, associa tal revolta a um complô envolvendo Manuel Dorrego, governador de Buenos Aires, e os alemães Federico Bauer e Antonio Martín Thym, cujo objetivo visava sequestrar e mesmo matar Pedro I, bem como a independência de Santa Catarina (pp. 17–39).[1][2]

O enviado britânico Ponsonby, em correspondência ao Foreign Office, informou o seguinte a respeito da conspiração:

[3]

Ver tambémEditar

Referências

  1. COSTA, Sergio Corrêa da. Brasil, segredo de Estado: incursão descontraída pela história do país (5a. ed.). Rio de Janeiro: Record, 2002. 394p. ISBN 8501061824
  2. História das Relações Exteriores da Argentina
  3. História geral das relações exteriores da Argentina

Ligações externasEditar

BibliografiaEditar

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