Rhyzopoda

Como ler uma infocaixa de taxonomiaClasse Sarcodina
Haeckel Polycyttaria.jpg
Classificação científica
Reino: Protista
Filo Plasmodroma
Classe Sarcodina
  • Subclasse 1 Rhizopoda
    • Ordem 1: Amoebina
    • Ordem 2: Testacea
    • Ordem 3: Gromiina
    • Ordem 4: Foraminifera
    • Ordem 5: Mycetozoa
    • Ordem 6: Labyrinthulina
  • Subclasse 2 Piroplasmea
    • Ordem 1: Piroplasmida
  • Subclasse 3 Actinopoda
    • Ordem 1: Radiolaria
    • Ordem 2: Acantharia
    • Ordem 3: Heliozona
    • Ordem 4: Proteomyxa

A Classe Sarcodina (Rhizopoda) é representada pelos protozoários que apresentam pseudópodos para se locomoverem e para capturarem alimentos, podem apresentar esqueleto interno ou externo, a maioria é de vida livre mas, alguns são parasitas.

Filo PlasmodromaEditar

Classificação científica

  • Reino Protista
    • Filo Plasmodroma
      • Classe 3. Sarcodina
        • Subclasse 1. Rhizopoda
        • Subclasse 2. Piroplasmea
        • Subclasse 3. Actinopoda

Classe SarcodinaEditar

Subclasse 1 RhizopodaEditar

São protozoários que possuem prolongamentos protoplasmáticos, mas sem filamento central.

Ordem 1. AmoebinaEditar
 
Entamoeba histolytica Amoebina

As amebas possuem forma lobosa, pseudópodos curtos, lobosos e mutáveis, membrana fina e nua, a maioria vivem em água doce e em vida livre. Os principais parasitas são: Entamoeba histolytica parasita no instestino e tecidos do homem, causam disenteria; Entamoeba gingivalis parasita da boca humana; Entamoeba coli parasita no intestino de homens e macacos; outras espécies aparecem nos intestinos de rãs, baratas etc.

Ordem 2. TestaceaEditar

As testáceas possuem pseudópodos lobosos que se expandem através de aberturas da carapaça unilocular feita de sílica ou carbonato de cálcio, a maioria vive em água doce. A Arcella possui carapaça em forma de pires, prismas silicosos, já a Difflugia possui carapaça feita com grãos de areia colados sobre uma base orgânica. Principal representante Arcellina.

Ordem 3. GromiinaEditar

As grominas possuem prolongamentos protoplasmáticos que vão se afinando em ramificações, a carapaça possui uma abertura bem evidente, a Euglypha possui carapaça com espinhos e escamas silicosas.

Ordem 4. ForaminíferaEditar

Os foraminíferos possuem testa com carapaça de calcário quitinoso com um ou mais furos de onde saem prolongamentos protoplasmáticos pegajosos, muito finos e longos.

 
Ammonia tepida Foraminifera
  • Reprodução:
    • Reprodução assexual por divisão múltipla, o micro-organismo apenas se divide em outros e;
    • Reprodução sexual havendo troca de material genético entre um micro-organismo e outro.
  • Habitat:
    • Marinhos na maioria, alguns dulcícolas.
    • Habitantes do bentos mas existem também alguns pelágicos vagando pelas correntes marinhas.
  • São 18.000 espécies viventes e também alguns fósseis do Cambriano ao Recente, exemplos:
    • Elphidium, Globigerina, pelágica, suas carapaças em vasas de globigerina cobrem 1/3 do fundo dos oceanos entre 2.500 metros a 4.500 metros de profundidade;
    • Allogromia sem carapaça, aparece em água doce;
    • Camerina e Nummulites estão extintos, viveram no início do Terciário, seus fósseis aparecem em rochas na Europa.
Ordem 5. MycetozoaEditar

Os micetozoas são protozoários com aspecto de protoplasma multinucleado, o citoplasma se movimenta em correnteza dentro deles, geralmente se alimentam de matéria orgânica em decomposição, folhas, madeiras podres em meio ao húmus mas às vezes se alimentam de fungos vivos e assim causando doenças nos fungos.

Ordem 6. LabyrinthulinaEditar

As labirintulinas são protozoários com o corpo fusiforme que se alimentam de plantas marinhas, possuem pseudópodos distintos rastejam como lesmas, deixando um rastro viscoso de muco por onde passam. Principal representante dessa ordem é a Labyrinthula.

Subclasse 2. PiroEditar

São protozoário sem flagelos nem cílios, se locomovem por rastejamento e flexões do corpo, podem ser parasitas patogênicos

Ordem 1. PiroplasmidaEditar
 
Babesia bigemina Piroplasmida
  • Principais representantes:
    • A espécie Babesia bigemina causa no gado a febre texana do gado na América do Norte; esse parasita ataca os glóbulos vermelhos do sangue do gado e é transmitida através das picadas dos carrapatos da espécie Boophilus annlatus e outros carrapatos.
    • A espécie Theileria parva causa a febre da Costa Leste no gado da África

Subclasse 3. ActinopodaEditar

Ordem 1. RadiolariaEditar

Os radiolários, são formados por uma cápsula esférica de quitina com espículas de sílica, essa cápsula pode ter um ou diversos furos por onde sai o protoplasma, são micro-organismos microscópicos mas podem formar colônias com até 6 centímetros. Existem desde o Pré-Cambriano a até o presente da época atual.

  • Habitat:
    • Marinhos, a maioria são pelágicos ou seja são levados pelas correntes marinhas e aparecem desde a superfície a até 4.500 metros de profundidade.
  • Principais representantes: Aulacantha que é solitária e, Sphaerozoum que é colonial.
 
Phaeodaria Radiolaria
Ordem 2. AcanthariaEditar

Os acantárias apresentam cápsula central repleta de poros por onde sai o protoplasma a fins de interagir com o ambiente. O esqueleto é constituído por espinhos radiais de sulfato de estrôncio. Seu principal representante é a Acanthometra.

Ordem 3. HeliozoaEditar

Os heliozoas apresentam cápsula central, esqueleto com escamas e espinhos de sílica. Principais representantes: Actinophrys e Clathrulina.

Ordem 4. ProteomyxaEditar

Os proteomixas Não apresentam carapaça, possuem prolongamentos protoplasmáticos radiais tendendo a fazerem fusos. A principal representante é a Vampyrella que ataca as algas, perfura as células e suga todo seu conteúdo como se fosse um pequeno vampiro, daí vem seu nome.

Referências bibliográficas

  • Zoologia Geral por Tracy I. Storer e Robert L. Usinger; tradução de Cláudio Gilberto Froehlich, Diva Diniz Corrêa e Erika Schlens. Brasil - SP - Companhia Editora Nacional, 2ª edição 1976.

Ligações externasEditar

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