Rio Araguari (Amapá)

O rio Araguari é um curso-d'água brasileiro que banhoa o estado do Amapá. É o principal e maior rio genuinamente amapaense, com aproximadamente 617 km de comprimento.[1]

Rio Araguari
Rio Araguari em Cutias
Nascente Serra Lombarda, norte do Amapá
Foz Oceano Atlântico e Rio Amazonas
Afluentes
principais
Rio Amapari e Rio Falsino
País(es)  Brasil

Tem sua nascente na Serra Lombarda, norte do estado, e atravessa várias povoações, e as cidades de Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande (cujos primeiros habitantes chegaram por ele), Ferreira Gomes, Amapá, Tartarugalzinho e Cutias do Araguari.[2] O Alto Araguari vai de sua nascente até a cidade de Porto Grande, o Médio Araguari, de Porto Grande há Ferreira Gomes, e o Baixo Araguari, de Ferreira Gomes à foz.[1] Antigamente deságuava no oceano Atlântico, na fronteira entre os municípios de Amapá e Cutias do Araguari, formando ondas que davam origem a pororoca, utilizada para campeonatos de surfe.[3] No entanto, atualmente, devido ao progressivo processo de erosão do Canal do Urucurituba, quase toda a água do rio é desviada para o rio Amazonas.[4]

A Bacia Hidrográfica do rio Araguari é a maior do estado com cerca de 42.710 km², ocupando aproximadamente um terço da área total do Amapá.[5] Apresenta dois afluentes principais, o rio Amapari, o maior em volume de água, e o rio Falsino.[1]

Nesse rio, estão localizadas as Usinas Hidrelétricas de Cachoeira Caldeirão, Coaracy Nunes e Ferreira Gomes. [6]

O rio Araguari é muito conhecido porque abrigava o fênomeno da Pororoca, que poderia alcançar até 5 m de altura.[7] No entanto, esse fênomeno foi extinto [8], por causa do assoreamento em sua foz.[9]

Referências

  1. a b c Cunha, Alan Cavalcanti da; Vilhena, Jefferson Erasmo De Souza; Santos, Eldo Silva Dos; Saraiva, Jaci Maria Bilhalva; Kuhn, Paulo Afonso Fischer; Brito, Daímio Chaves; Souza, Everaldo Barreiros de; Rocha, Edson Paulino da; Cunha, Helenilza Ferreira Albuquerque (dezembro de 2014). «Evento extremo de chuva-vazão na bacia hidrográfica do rio Araguari, Amapá, Brasil». Revista Brasileira de Meteorologia. 29 (SPE): 95–110. ISSN 0102-7786. doi:10.1590/0102-778620130051. Consultado em 3 de julho de 2020 
  2. CUNHA, A. C. da.; CUNHA, H. F. A. (Org.) (2010). Tempo, clima e recursos hidricos resultados do Projeto REMETAP no Estado do Amapá. Macapá: IEPA. OCLC 709206957 
  3. «Comitê de Bacias Hidrográficas deverá ser criado este ano». Amapá Digital. 10 de fevereiro de 2012. Consultado em 29 de abril de 2012. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2014 
  4. Silva dos Santos, Eldo; Pinheiro Lopes, Paula Patrícia; da Silva Pereira, Hyrla Herondina; de Oliveira Nascimento, Otávio; Rennie, Colin David; da Silveira Lobo O'Reilly Sternberg, Leonel; Cavalcanti da Cunha, Alan (15 de maio de 2018). «The impact of channel capture on estuarine hydro-morphodynamics and water quality in the Amazon delta». Science of The Total Environment (em inglês). 624: 887–899. ISSN 0048-9697. doi:10.1016/j.scitotenv.2017.12.211 
  5. Corrêa, Katrícia; Porto, Jadson (2017). «Os empreendimentos hidrelétricos no rio Araguari e seus efeitos no espaço urbano amapaense» (PDF). XVII ENANPUR. Consultado em 3 de julho de 2020 
  6. «ONS - Boletim Diário da Operação». sdro.ons.org.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  7. Torres, Admilson; El-Robrini, Maâmar (8 de maio de 2012). «Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro - Amapá» (PDF). Erosão e Progradação do Litoral Brasileiro. Consultado em 3 de julho de 2020 
  8. «Fim da Pororoca no rio Araguari no Amapá». Rede Amazônica;AP. 13 de julho de 2015. Consultado em 3 de julho de 2020  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  9. Santiago, Abinoan (27 de junho de 2015). «Radar mostra antes e depois de rio onde existia a pororoca no Amapá». Amazônia: notícia e informação. Consultado em 3 de julho de 2020 

Ver tambémEditar


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