Abrir menu principal
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde maio de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde dezembro de 2018).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

O rio Maracu ou canal do Maracu é um curso d'água localizado no Maranhão. É um rio emissário do lago de Viana, um afluente do rio Pindaré, e um dos mais importantes da Baixada Maranhense, banhando a cidade de Cajari.. [1]

A Baixada Maranhense é uma região formada por um relevo plano ou suavemente ondulado, com áreas rebaixadas que são inundadas no período chuvoso, além de diversos lagos formados pela atuação dos baixos cursos dos rios Grajaú, Pindaré, Mearim e Pericumã (lagos de inundação).[1]

Com 18,5 km de extensão, apresenta uma dinâmica própria dos ciclos de inundação e estiagem da Baixada Maranhense. Desempenhou importante função para a entrada dos colonizadores na região. Habitado inicialmente pela aldeia Macacu, dos índios tenetehara, as missões jesuítas fundaram a Missão Jesuítica Nossa Senhora do Maracu, com o núcleo de povoamento levando Viana a ser elevada a vila em 1757 e a município em 1855.[1]

Durante o ciclo de inundação, entre fevereiro e junho, o fluxo de água vai do lago de Viana para o rio Pindaré, por meio do rio Maracu. Entre julho e dezembro, esse fluxo tem baixa intensidade, e de outubro a dezembro, há forte influência do movimento das marés. Em especial nas fases de lua cheia e lua nova durante a estiagem, pela proximidade com o Golfão Maranhense, os fluxos das marés penetram no rio Pindaré, trazendo cardumes, com espécies exóticas ao lago de Viana, como o camarão, o siri e a tainha. Os pescadores da região se planejam para esses eventos.[1]

Os doze meandros existentes no rio Maracu funcionam como obstáculo para a contenção da força das marés, diminuindo os efeitos das águas salobras sobre o lago de Viana, o que poderia provocar a morte de espécies não adaptadas e prejudicar o abastecimento de água das comunidades ribeirinhas.[1]

A porção leste do lago de Viana é denominada lago Maracu, pela influência deste rio. No período de inundação, a divisão entre os lagos não é clara, ficando mais evidente durante a estiagem.[1]

O rio Maracu não é o único emissário a desaguar os excedentes hídricos do sistema lacustre de Viana para o rio Pindaré, existindo outros como igarapé do Baiano (ligando o rio Pindaré com o lago Apuí, tendo sido construída uma barragem nesse igarapé).

A região do rio Maracu é uma área com ecossistema complexo e muito vulnerável, tendo sido verificados diversos fatores de pressão ambiental, como: desmatamentos, queimadas, crescimento populacional, barragens sem estudos de impacto ambiental, pecuária bubalina extensiva, cultivo de arroz de várzea, caça e pesca predatória e extrativismo vegetal.[2][3]

Há um projeto de construção de uma barragem no rio Maracu, para manutenção da região lacustre de Viana perene, contendo a invasão das marés e salinização dos campos, no entanto a complexidade do ecossistema requer constantes estudos da viabilidade ambiental.[4]

ReferênciasEditar

  1. a b c d e f Franco, Jose Raimundo Campelo (2008). «Sistema lacustre vianense: ensaio de modelos conceituais para os lagos do município de Viana» (PDF) 
  2. admin (21 de junho de 2017). «O Rio Maracu e suas águas místicas». VIANENSIDADES. Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  3. Reentrâncias (3 de fevereiro de 2011). «Reentrâncias: A Agonia do Rio Maracu». Reentrâncias. Consultado em 13 de dezembro de 2018 
  4. admin (22 de março de 2017). «A água na Baixada Maranhense». VIANENSIDADES. Consultado em 13 de dezembro de 2018