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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Sado, veja Sado.

O Sado (antigamente chamado Sádão) é um rio português, que nasce a 230m de altitude, na Serra da Vigia em Ourique e percorre 180 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico perto de Setúbal. No seu percurso passa por Panoias, Alvalade e Alcácer do Sal, sendo a foz em frente a Setúbal. De jusante de Alcácer do Sal até à foz desenvolve-se um largo estuário separado do oceano pela península de Troia.

Sado
Foz do Rio Sado
Trajecto do Sado
Trajecto do Sado
Comprimento 180 km
Nascente Serra da Vigia
Altitude da nascente 230 m
Foz Atlântico em Setúbal
Área da bacia 7692 km²
Delta Estuário do Sado
Afluentes
principais
Rio Xarrama
País(es)  Portugal

É dos poucos rios portugueses que corre de sul para norte, tal como o Rio Mira (Odemira, Alentejo), que é de menor dimensão.

No estuário do Sado habita uma população de golfinhos (roaz-corvineiro), que tem resistido à invasão do seu habitat pelo homem (tráfego marítimo para os estaleiros da Mitrena, para o porto de Setúbal e decorrente da pesca e da doca de recreio, além do ferry-boat de ligação entre margens). Em 2013 a população é constituída por 28 elementos[1].

O rio Sado não tem um grande caudal devido a vários factores, destacando-se dois: o clima mais árido do Alentejo, onde se encontra a sua nascente; e o desnível, pequeno, entre a altitude da nascente e a altitude da foz.

A bacia hidrográfica do rio Sado tem uma área de 7692 km², sendo a bacia hidrográfica de maior área inteiramente portuguesa. [2] O estuário ocupa uma área de aproximadamente 160 km², com uma profundidade média de 8m sendo a máxima de 50m.[3] O escoamento é forçado principalmente pela maré. O caudal médio anual do rio é de 40m³/s com uma forte variabilidade sazonal — indo de valores diários inferiores a 1m³/s no Verão até superiores a 150m³/s no Inverno.[4]

Rio Sado em Alcácer do Sal, visto da margem direita.

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AfluentesEditar

EtimologiaEditar

A origem do nome do rio Sado é obscura, talvez pré-romana. Até ao século XVIII o rio chamava-se Sádão, forma que permanece nalguns topónimos actuais como São Romão do Sádão (Alcácer do Sal), Santa Margarida do Sádão (Ferreira do Alentejo) e São Mamede do Sádão (Grândola). A passagem de "Sádão" a "Sado" é semelhante à de "frângão" a "frango" e de "Fárão" a "Faro".[5]

Referências

  1. «Há mais um golfinho-roaz a nadar no Sado» 
  2. Diário da República. «Decreto Regulamentar nº 6/2002» (PDF). Consultado em 16 de maio de 2012 
  3. Descrição - Sado. Página do INAG.
  4. G. Cabeçadas, M. J. Brogueira. M.J. "The behaviour of phosphourous in the Sado estuary, Portugal" Environmental Pollution, ICEP.2, 1993, pp.345-352.
  5. José Pedro Machado: Dicionário Onomástico e Etimológico da Língua Portuguesa


Ligações externasEditar