Abrir menu principal

Rio de Onor

localidade e antiga freguesia de Portugal
Portugal Rio de Onor

Ruidenore

Rihonor de Castilla
 
  Freguesia portuguesa extinta  
Rio de Onor
Rio de Onor
Localização
Rio de Onor Ruidenore Rihonor de Castilla está localizado em: Portugal Continental
Rio de Onor

Ruidenore

Rihonor de Castilla
Localização de Rio de Onor

Ruidenore
Rihonor de Castilla em Portugal Continental

Coordenadas 41° 56' 25" N 6° 36' 59" O
Concelho primitivo Bragança


Pedralva da Pradaria

Concelho (s) atual (is) Bragança
Pedralva da Pradaria
Freguesia (s) atual (is) Aveleda e Rio de Onor

Pedralba de la Pradería

História
Extinção 2013
Características geográficas
Área total 44,16 km²
População total (2011) 76 hab.
Densidade 1,7 hab./km²
Outras informações
Orago São João Baptista
Casas tradicionais em Rio de Onor.

Rio de Onor (Ruidenore em leonês[1][2], Rihonor de Castilla em castelhano) é uma aldeia e antiga freguesia raiana portuguesa do concelho de Bragança, com 44,16 km² de área e 76 habitantes (2011) e uma densidade de 1,7 hab/km².

Rio de Onor partilha com a aldeia alentejana de Marco uma outra característica única — a aldeia é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha, com ambas as partes conhecidas pelos seus habitantes como "povo de acima" e "povo de abaixo", não se distinguindo assim de facto como dois povoados diferentes, como erradamente se assume em diversas literaturas[quais?]. É também, juntamente com as Terras de Miranda, Guadramil e Quintanilha, um dos territórios de língua leonesa em Portugal.

A porção espanhola do território, com 25 habitantes, é designada oficialmente de Rihonor de Castilla (apesar de estar situada na região histórica de Leão e não em Castela), e pertence ao município de Pedralva da Pradaria (província de Samora, Castela e Leão). O seu código postal é o 49391.[3] Até cerca de 1850, a parte espanhola constituia um município próprio, que foi agregado ao atual após essa data e até à atualidade.

É comum observar gado atravessando a fronteira livremente. As populações de ambos os países possuem muitas vezes terras do lado oposto da fronteira, trabalhando-as como se fossem do seu lado da fronteira. Partilham também um pasto comunitário, onde se alimenta um rebanho único de cerca de 300 ovelhas e 100 cabras.[4] A partilha de recursos entre as duas localidades manifesta-se de diversas formas, como por exemplo no caso da gestão da água. As águas residuais são tratadas do lado português, oferecendo em troca os espanhóis água potável no Verão, quando há problemas de abastecimento.

É composta sobretudo por antigas casas de pedra, de dois andares. A vida familiar desenrola-se no andar de cima, ficando o gado, os cereais e outros produtos no andar de baixo. É atravessada pelo chamado rio de Onor, um afluente do rio Sabor, por sua vez afluente do Rio Douro.

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional para em conjunto com Aveleda, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Aveleda e Rio de Onor e tem a sede em Aveleda.[5]

Rio de Onor subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, nomeadamente nas seguintes formas:

  • Partilha dos fornos comunitários;
  • Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar;
  • Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

Na verdade, este povoado singular assume, para além de um regime de governo próprio, um dialeto próprio e quase extinto, pertencente ao grupo do asturo-leonês, à semelhança da língua mirandesa.

Tipicamente trasmontana, a aldeia apresenta casas tradicionais compostas por dois andares: no andar de cima moram as famílias, no andar de baixo ficam o gado, os cereais e outros produtos da terra.

José Saramago narra sua visita ao Rio de Onor em "Viagem a Portugal".

PopulaçãoEditar

População da freguesia de Rio de Onor [6]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
260 259 247 253 360 398 381 247 230 153 126 76

Nos anos de 1911 a 1930 estava anexada à freguesia de Deilão. Pelo decreto lei nº 27.424, de 31/12/1936, foram desanexadas, passando a constituir freguesias autónomas

Ligações externasEditar

Referências

  1. García López, David; Boyano Andrés, Ricardo. Toponimia menor del noroeste de la provincia de Zamora: Santa Cruz d’Abranes (con notas sobre el machuecu curixegu) (PDF). [S.l.: s.n.] 
  2. Álvarez-Balbuena, Fernando. «La toponimia mayor de las áreas hablantes de gallegoportugués y asturleonés de León y Zamora: estado actual y prospectiva de su conocimiento.». Cahiers du P.R.O.H.E.M.I.O., 12: 181-206. (em inglês) 
  3. [1][ligação inativa]
  4. «Cópia arquivada». Consultado em 4 de julho de 2008. Arquivado do original em 25 de julho de 2008 
  5. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro (Reorganização administrativa do território das freguesias). Acedido a 2 de fevereiro de 2013.
  6. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  Este artigo sobre freguesias portuguesas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.