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Robert Spencer, 2.º Conde de Sunderland

Robert Spencer, 2.º Conde de Sunderland
Nascimento 5 de setembro de 1641
Paris
Morte 28 de setembro de 1702 (61 anos)
Althorp
Sepultamento Brington
Cidadania Reino da Inglaterra
Progenitores Mãe:Dorothy Spencer
Pai:Henry Spencer
Cônjuge Anne Spencer, Condessa de Sunderland
Filho(s) Charles Spencer, 3.° Conde de Sunderland
Irmão(s) Dorothy Savile, Viscondessa Halifax
Ocupação diplomata, político
Prêmios membro da Royal Society, Ordem da Jarreteira
Título conde
Spencer Arms.svg

Robert Spencer, 2.° Conde de Sunderland (Paris, 1640 - 28 de setembro de 1702) foi um estadista e nobre inglês.

Nascido em Paris, França, filho único de Henry Spencer, 1.° Conde de Sunderland, e de sua esposa, Lady Dorothy Sidney. Aos três anos Spencer herdou as dignidades de pariato de seu pai, tornando-se o Barão Spencer de Wormleighton e o Conde de Sunderland. Robert Spencer juntou-se à Armada britânica como um capitão do regimento de cavalos do Príncipe Rupert.

CasamentoEditar

No dia 10 de junho de 1665, desposou Anne Digby (falecida em 1715), filha de Lord Bristol. Tiveram cinco filhos:

Outros dois filhos morreram muito cedo.

CargosEditar

Depois do casamento, Robert tornou-se embaixador de Madri (1671-1672), de Paris (1672-1673) e da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos (1673). De 1673 a 1679, serviu como o "cavaleiro do quarto de dormir" do rei, sendo investido mais tarde Conselheiro Privado e apontado Secretário de Estado do Departamento do Norte. No mesmo ano, 1679, tornou-se Embaixador Extraordinário de Paris.

Lorde Sunderland também serviu como Lorde-tenete de Staffordshire, durante a minoridade de Lorde Shrewsbury até 1681. Naquele ano, ele foi demitido por Carlos II, devido à sua oposição à sucessão do Duque de York. Entretanto, reconquistou a confiança do rei, através de sua amante, a Duquesa de Portsmouth. Entre 1682 e 1688, serviu como Secretário de Estado do Departamento do Sul, Lorde-tenente de Warwickshire e Lorde-presidente do Conselho. Em 1687, ele assinou a concessão do rei de liberdade religiosa para o trato de Brenttown (Brenton) em Virgínia, para encorajar o estabelecimento de protestantes franceses. No mesmo ano, Robert abraçou abertamente a fé da Igreja Católica Apostólica Romana, com a finalidade de satisfazer o rei. Conseqüentemente, ele foi feito Cavaleiro da Ordem da Jarreteira. Contudo, ficou claro que ele estava crescendo inconfortável sob o reinado do recentemente entronado Duque de York (Jaime II) e foi sumariamente demitido em outubro de 1688, com o recado: "Você tem o seu perdão; muito boa corça tu és. Eu espero que você seja mais fiel a seu mestre seguinte do que você foi a mim".

Sunderland partiu para Utrecht, nos Países Baixos, e escreveu a Sir John Churchill, um proeminente estadista inglês, pedindo-o para "facilitar as coisas para um homem em sua condição". No início, o rei Guilherme III excetuou Lord Sunderland do ato de indenidade de 1690, mas por volta de 1691 Spencer permitido retornar ao país. Ele adquiriu um lugar na Câmara dos Lordes. O rei Gulherme lhe fez uma visita em sua residência, em Althorp, Northamptonshire, para discutir casos públicos. Lord Sunderland lhe aconselhou escolher todos os seus ministros de um único sistema político e promoveu a reconciliação do rei com sua cunhada, a futura Rainha Ana. Influente conselheiro, Robert conseguiu que o rei aceitasse apenas Whigs em seu governo.

Lord Sunderland tornou-se Camareiro-mor em abril de 1697 e foi um Senhor Juíz de Apelação por um curto período. Retirou-se da vida pública em dezembro daquele ano. Sunderland morreu em 1702 em Althorp, onde levava a vida isoladamente.