Abrir menu principal
Rodolfo Pio
Cardeal da Igreja Católica
Decano do Colégio dos Cardeais
Rodolfo Pio, por Francesco Salviati, ca. 1540
Atividade Eclesiástica
Diocese Diocese de Roma
Nomeação 18 de maio de 1562
Predecessor Dom François Cardeal de Tournon
Sucessor Dom Francesco Cardeal Pisani
Mandato 1562 - 1564
Ordenação e nomeação
Nomeação episcopal 13 de novembro de 1528
Ordenação episcopal 28 de dezembro de 1533
Cardinalato
Criação 22 de dezembro de 1536
por Papa Paulo III
Ordem Cardeal-presbítero (1537-1553)
Cardeal-bispo (1553-1564)
Título Santa Pudenciana (1537)
Santa Priscila (1537-1543)
São Clemente (1543-1544)
Santa Maria em Trastevere(1544-1553)
Albano (1553)
Frascati (1553-1555)
Porto e Santa Rufina (1555-1562)
Óstia-Velletri (1562-1564)
Brasão
CardinalCoA PioM.svg
Dados pessoais
Nascimento Duc-Modena.jpg Carpi
22 de fevereiro de 1500
Morte Estados Papais Roma
2 de maio de 1564 (64 anos)
Nacionalidade Italiano
Progenitores Mãe: Maria Martinengo
Pai: Leonel II, senhor de Carpi
dados em catholic-hierarchy.org
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Rodolfo Pio (22 de fevereiro de 1500 - 2 de maio de 1564) foi um cardeal e diplomata italiano, Decano do Colégio dos Cardeais.

Índice

BiografiaEditar

Foi filho de Leonel II, senhor de Carpi, Meldola e Sarsina, e sua primeira esposa, Maria Martinengo. Seu sobrenome também é listado como Pio di Carpi, por ter nascido em Carpi, pertencente ao feudo da família, em Módena.[1]

Os estudos iniciais foram com Aldo Manuzio; mais tarde, estudou direito na Universidade de Pádua e filosofia e teologia em Roma. Aos 16 anos, torna-se Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém e no ano seguinte, reitor da igreja da SS. Trinità de Ferrara. Iniciou sua carreira eclesiástica, sob o pontificado do Papa Clemente VII sendo camareiro privado de Sua Santidade.[1]

Vida religiosaEditar

Foi nomeado bispo de Faenza em 13 de novembro de 1528[2], sendo consagrado em 28 de dezembro de 1533, pelo cardeal Bonifacio Ferrero.[2] Em 16 de julho de 1530, torna-se núncio apostólico na França, onde fica até 28 de novembro do mesmo ano.[1][3] Em 1533, torna-se o núncio ante Carlos III de Saboia. Reuniu-se com o rei da França, Francisco I, em Nice e foi a Roma para informar o Papa, em 12 de novembro de 1533.[1] Em 1534, torna-se núncio perante o rei Francisco I para negociar a convocação do conselho geral e de paz entre ele e Sacro Imperador Carlos V, em 9 de janeiro, sendo a missão prorrogada por seis meses, até 16 de dezembro de 1535.[1]

Em seguida, é criado cardeal, em 22 de dezembro de 1536, recebendo o barrete cardinalício e o título de Santa Pudenciana em 23 de julho de 1537.[1][2][3] Juntamente com o Cardeal Cristoforo Giacobazzi, é nomeado núncio ante o Sacro Imperador Romano Carlos V e o rei Francisco I da França para restabelecer a paz entre eles, em 10 de dezembro, depois foi informado sobre a legação no consistório celebrado em Piacenza em 30 de abril de 1538.[1] Em 28 de novembro de 1537, passa ao título de Santa Priscila[1][2][3] e torna-se cardeal protetor do Reino da Escócia. Foi ainda protetor da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e da Companhia de Jesus.[1]

Em 1543, passa ao título de São Clemente. Em 1544, foi nomeado pelo Sacro Imperador administrador apostólico de Agrigento, cargo que exerceria até a morte.[1][3] No mesmo ano, passa ao título de Santa Maria em Trastevere.[1][2][3] Por conta de uma doença, não pode comparecer ao consistório de 8 de janeiro de 1546.[1] Participa do Conclave de 1549–1550, que elegeu o Papa Júlio III. Passa a ordem dos cardeais-bispos, com o título de bispo de Albano[1][2][3] e menos de um mês depois, passa ao título de bispo de Frascati onde fica até 1555[1][2][3], quando é transferido para Porto e Santa Rufina. Participa dos dois conclaves de 1555, de abril que elegeu o Papa Marcelo II e de maio, que elegeu o Papa Paulo IV. Participa do Conclave de 1559, que elegeu o Papa Pio IV. Em 1562, torna-se Decano do Colégio dos Cardeais e bispo de Óstia-Velletri.[1][2][3]

Ele foi um reformador, um sábio administrador da diocese que ocupava, um amante das artes e patrono de artistas, literatos e eruditos, independentemente da sua confissão religiosa, e um colecionador de estátuas preciosas, livros, códices, urnas e medalhas.[1]

Morreu em 2 de maio de 1564, de gota, no palácio da família Pallavicino, em Roma. Está sepultado na igreja do SS. Trinità al Monte Pincio, em Roma. Em 12 de maio de 1564, o papa fez seu eulogio. O Papa Pio V ergueu um monumento fúnebre alguns anos mais tarde em sua homenagem.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q «The Cardinals of the Holy Roman Church» (em inglês). Fiu.edu 
  2. a b c d e f g h «Catholic Hierarchy» (em inglês). Catholic-hierarchy.org 
  3. a b c d e f g h «GCatholic» (em inglês). Gcatholic.com 

BibliografiaEditar

Ligações externasEditar