Rodrigo Pacheco

advogado e político brasileiro, presidente do Senado Federal
Rodrigo Pacheco
68° Presidente do Senado Federal do Brasil
Período 1 de fevereiro de 2021
até atualidade
Antecessor Davi Alcolumbre
Senador por Minas Gerais
Período 1 de fevereiro de 2019
até atualidade
Deputado Federal por Minas Gerais
Período 1 de fevereiro de 2015
31 de janeiro de 2019
Dados pessoais
Nome completo Rodrigo Otavio Soares Pacheco
Nascimento 3 de novembro de 1976 (44 anos)
Porto Velho, RO, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Marta Maria Soares Pacheco
Pai: Helio Cota Pacheco
Prêmio(s) Medalha do Pacificador[1]
Partido MDB (2009-2018)
DEM (2018-presente)
Profissão Advogado
Assinatura Assinatura de Rodrigo Pacheco

Rodrigo Otavio Soares Pacheco (Porto Velho, 3 de novembro de 1976) é um advogado e político brasileiro filiado ao Democratas (DEM). Senador por Minas Gerais, é o atual presidente do Senado Federal do Brasil e do Congresso Nacional do Brasil.

BiografiaEditar

Nasceu na capital de Rondônia, Porto Velho, em 1976, mas foi criado na cidade de Passos, Minas Gerais, para onde seus pais, Helio Cota Pacheco e Marta Maria Soares Pacheco, retornaram depois de seu nascimento.

Formação, atividade profissional e associativaEditar

Em Passos, estudou na Escola Estadual Wenceslau Braz e no Colégio Imaculada Conceição. Ainda muito jovem, mudou-se para Belo Horizonte, onde continuou seus estudos e iniciou sua carreira.

Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) no ano de 2000, especializou-se em direito penal econômico pelo Instituto Brasileiro de Ciências Econômicas Criminais (IBCCRIM), e atuou como advogado criminalista. Foi sócio do advogado Maurício de Oliveira Campos Junior num escritório várias vezes listado entre os mais admirados da área, que atuou em processos como os do Mensalão. Pacheco se desligou do escritório em 2016,[2][3][4][5] foi defensor dativo da Justiça Federal, membro do Conselho de Criminologia e Política Criminal do Estado de Minas Gerais, auditor do Tribunal de Justiça Desportiva, além de professor universitário.

Na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rodrigo Pacheco foi conselheiro seccional por dois mandatos e presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas dos Advogados. Em 2012, foi eleito Conselheiro Federal da OAB por Minas Gerais, sendo o mais jovem advogado a integrar o Conselho, defendendo a atuação da Ordem no sentido de inibir a corrupção na política e promover eleições limpas.[6] No Conselho Federal, foi também presidente da Comissão Nacional de Apoio aos Advogados em Início de Carreira.

Carreira políticaEditar

Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019), pelo PMDB, com 92.743 votos. Em seu primeiro mandato, passou a coordenar a bancada do PMDB, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde se tornou primeiro vice-presidente e depois presidente.

Votou no Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[7] Em 2016, disputou a Prefeitura de Belo Horizonte, ficando em terceiro lugar com 118.772 votos. Foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos.[7]

Em 23 de março de 2017, foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados do Brasil, onde validou as assinaturas das "Dez Medidas Contra a Corrupção", reconhecendo que a proposta atendia os requisitos necessários para um projeto de iniciativa popular, o que permitiu com que tramitasse na Câmara. Em abril de 2017, votou na Reforma Trabalhista.[7][8] Presidiu a sessão na CCJ que recomendou a continuidade do processo contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, no entanto, na votação em plenário, se absteve, justificando a abstenção com o fato de ter presidido a sessão e se baseando na imparcialidade.

Em 2017, Rodrigo Pacheco, exercendo a função de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados do Brasil, articulou para que as duas denúncias por crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República contra o Presidente Michel Temer, pertencente ao seu partido, qual seja, o PMDB, fossem rejeitadas/arquivadas. No Plenário da Câmara dos Deputados, Pacheco optou por se abster nas votações ocorridas em 2 de agosto de 2017 e 25 de outubro de 2017.[9][10][11]

Em 2018, deixando o atual MDB, filiou-se ao Democratas, como pré-candidato ao governo de Minas. Contudo, no meio do caminho, sua candidatura foi abortada. Assim, Pacheco se candidatou ao cargo de Senador da República por Minas Gerais, sendo eleito na primeira colocação. Obteve 3.616.864 votos, que corresponderam a 20,49% dos votos válidos.[12]

Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão.[13]

Em janeiro de 2021, foi indicado pelo seu partido para disputar a Presidência do Senado.[14] Foi eleito com 57 votos, derrotando Simone Tebet (MDB-MS) que recebeu 21.[15]

Referências

  1. «Boletim do Exército do Brasil de julho de 2019». Secretaria Geral do Exército do Brasil (pdf). Consultado em 10 de setembro de 2020 
  2. «Rodrigo Pacheco diz temer ditadura do judiciário». Correio do Vale do Rio Grande. 14 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  3. «Conheça os Deputados: Rodrigo Pacheco». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  4. «Doutores dos Tribunais». Revista Encontro. 29 de agosto de 2011. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  5. Marques, José (7 de julho de 2017). «Advogado, presidente da CCJ integra defesa de condenado no mensalão». Folha de S. Paulo. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  6. «Choque de Ética». Folha da Manhã. 8 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de janeiro de 2018 
  7. a b c «Título ainda não informado (favor adicionar)» 
  8. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  9. «Veja como cada deputado votou a segunda denúncia contra Temer». Valor Econômico 
  10. «Biografia de Rodrigo Pacheco no portal da Câmara dos Deputados». Gazeta do Povo. 11 de outubro de 2014. Consultado em 12 de agosto de 2015 
  11. Alencastro, Catarina (23 de março de 2017). «Peemedebista Rodrigo Pacheco é eleito presidente da CCJ da Câmara». Jornal O Globo. Consultado em 5 de janeiro de 2018 
  12. «Rodrigo Pacheco, do DEM, e Carlos Viana, do PHS, são eleitos senadores por Minas Gerais». Site G1. 7 de outubro de 2018. Consultado em 9 de fevereiro de 2021 
  13. TEMPO, O. (18 de junho de 2019). «Veja como votou cada senador sobre decretos de porte e posse de armas». Politica. Consultado em 6 de janeiro de 2021 
  14. «Em reunião com líder do governo, Bolsonaro confirma apoio a candidato de Alcolumbre para o Senado». Folha de São Paulo. 10 de janeiro de 2021. Consultado em 13 de janeiro de 2021 
  15. «Aliado de Bolsonaro, Pacheco se elege presidente do Senado no 1º turno». UOL. 1 de fevereiro de 2021. Consultado em 1 de fevereiro de 2021 
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Precedido por
Davi Alcolumbre
 
Presidente do Senado Federal do Brasil

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