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Rosane Malta

33.ª Primeira-dama da República Federativa do Brasil
(Redirecionado de Rosane Collor)
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Rosane Collor
GCC
33.ª Primeira-dama do Brasil
Período 15 de março de 1990
até 29 de dezembro de 1992
Presidente Fernando Collor de Mello
Antecessor Marly Sarney
Sucessor Ruth Cardoso
Primeira-dama de Alagoas
Período 15 de março de 1987
até 14 de maio de 1989
Governador Fernando Collor de Mello
Antecessor Liege Tavares
Sucessor Telma Andrade
Dados pessoais
Nascimento 20 de outubro de 1964 (54 anos)
Canapi, Alagoas
Nacionalidade Brasileira
Cônjuge Fernando Collor de Mello (1984-2005)

Rosane Brandão Malta GCC (Canapi, 20 de outubro de 1964)[1] foi a primeira-dama do Brasil durante a presidência de seu ex-marido Fernando Collor de Mello. Enquanto esteve casada, era conhecida como Rosane Collor de Mello.

Índice

FamíliaEditar

Rosane Brandão Malta nasceu em uma família política que exercia influência em modestos municípios do sertão de Alagoas, como Canapi (onde nasceu[2]), Mata Grande e Inhapi. É filha de João Alvino Malta[3] e de sua esposa, Rosita Brandão.[4] Seu tio-avô, Euclides Malta, foi governador de Alagoas por dois mandatos.[5] Seu irmão, Joãozinho Malta, já foi preso por tráfico de drogas e acusado de assassinato.[6] Aos dez anos, mudou-se para Maceió, onde estudou em um colégio de freiras, o Colégio Santíssimo Sacramento. Rosane possui ainda um diploma em Administração.[7]

Antes de conhecer Collor, ela trabalhou como recepcionista da seção alagoana da Legião Brasileira de Assistência, fundada por Darcy Vargas.

CasamentoEditar

O casamento deles, em 1984, após dois anos de namoro, significou uma aliança entre dois grupos oligárquicos alagoanos, embora a família Collor tivesse mais influência política. Na intimidade o casal se apelidava carinhosamente de Guidu e Quinha. Fernando já havia sido casado anteriormente com a socialite Lilibeth Monteiro de Carvalho, com quem teve dois filhos. Também teve um filho com sua ex-amante Juceneide Braz da Silva, em 1980.

Após o casamento, Rosane tentou ter filhos, mas não estava conseguindo. Após alguns anos de tratamento de fertilização, conseguiu engravidar, mas aos três meses de gestação, sofreu um aborto espontâneo. Após isso, entrou em depressão, e por mais de dez anos continuou em tratamento para engravidar, sem sucesso, o que lhe causou diversos abalos emocionais.[8]

Primeira-dama de AlagoasEditar

Em março de 1987, Rosane Collor tornou-se a primeira-dama de Alagoas, seu marido havendo sido eleito governador daquele estado no ano anterior. Ela exerceu essa função até maio de 1989 quando Fernando Collor renunciou ao cargo de governador para se candidatar a Presidência da República.

Primeira-dama do BrasilEditar

 
Rosane e o então marido Fernando Collor de Mello no dia da posse dele como presidente no Palácio do Planalto.

Em março de 1990, Rosane, aos vinte e seis anos de idade, tornou-se primeira-dama do Brasil. Assumiu então a presidência da Legião Brasileira de Assistência (LBA). Contudo, Fernando Collor queria que sua esposa deixasse o cargo de presidente da LBA ou limitasse sua gerência. Quando o Jornal do Brasil conseguiu acesso ao sistema de contabilidade do governo, foi descoberto um desvio de dinheiro da LBA em favor de familiares de Rosane, os Malta. Apesar de a notícia não ter abalado a relação do presidente com o público, ela provocou a saída de Rosane da entidade em 1991.[9]

Houve uma compra superfaturada de leite pela LBA.[10] O irmão mais velho de Rosane, Pompílio, teria recebido 59 milhões de cruzeiros da entidade para fornecer água em carros-pipas no combate à seca em Canapi, o que jamais aconteceu. Além disso, cerca de ₢ 35 milhões foram destinados para combater a seca em Mata Grande, entregues à construtora Malta, cuja dona era uma prima da primeira-dama.

Os momentos de crise matrimonial dos Collor ficaram claros quando o presidente começou a aparecer em público sem sua aliança de casamento.

Estilo e modaEditar

Vaidosa, a primeira-dama Rosane vestia-se à Glorinha Pires Rebelo. Em 1991, ela fretou um avião e voou do Rio de Janeiro para Brasília só para mostrar alguns dos modelitos na Casa da Dinda, o que gerou críticas.

Após o impeachmentEditar

 
Fernando Collor e Rosane deixam a presidência.

Em 1995, o casal Collor mudou-se para Miami, Flórida, onde compraram uma casa vizinha à do cantor espanhol Julio Iglesias.

Em 2000, Rosane foi condenada, em primeira instância, por corrupção ativa e passiva durante a sua gestão na presidência da Legião Brasileira de Assistência. Todavia, foi absolvida em todos os processos a que respondeu no Supremo Tribunal Federal. Até hoje ela classifica todas as acusações como falsas.

DivórcioEditar

Fernando e Rosane se divorciaram em 28 de fevereiro de 2005, depois que o ex-presidente mandou encaixotar os objetos pessoais de Rosane em suas residências em São Paulo, Brasília e Miami. Ela também teve seus cartões de crédito e cheques cancelados por Fernando.

No ano seguinte, Collor casou-se novamente com sua ex-arquiteta, Caroline Medeiros, e teve com ela duas filhas gêmeas. Rosane recebe uma pensão de cerca de 18 mil reais de Collor. Em dezembro de 2013, foi sentenciado que ela receberia pensão em torno de R$ 20 mil por mais três anos. Além da pensão, ela também ficou com mais dois imóveis.[11]

Vida atualEditar

Em abril de 2005, Rosane tornou-se evangélica[12] e costuma frequentar a igreja duas vezes por semana.

Em 2007, iniciou um relacionamento com seu advogado, Alder Flores e está atualmente filiada ao Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Em 2014, lançou o livro "Tudo o que Vi e Vivi".[13] Em 2018, foi candidata a deputada estadual de Alagoas, mas não foi eleita.[14][15]

HonraEditar

Insígma País Honra Data
  Portugal Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, concedida pelo Presidente Mário Alberto Nobre Lopes Soares 2 de julho de 1991.[16]

Referências

  1. «Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais». divulgacandcontas.tse.jus.br. Consultado em 9 de junho de 2019 
  2. «"De Canapi a Brasília, a trajetória de Rosane" - Folha Universal». Folhauniversal.com.br 
  3. «"Cidade de Rosane Collor faz campanha com churrasco" - BBC Brasil» (em inglês). British Broadcasting Corporation 
  4. «"Mentiras sinceras" (pág. 2) - Marie Claire». Globo.com. Marieclaire.globo.com 
  5. «"Mentiras sinceras" (pág. 1) - Marie Claire». Globo.com. Marieclaire.globo.com. Arquivado do original em 7 de fevereiro de 2009 
  6. «"Irmão de Rosane Collor é preso por tráfico em Alagoas" - O Estado de S. Paulo». Estadão.com.br 
  7. «"Rosane Collor de corpo e alma" - ISTOÉ Gente». Terra Networks. Terra.com.br 
  8. «"O Impeachment de Rosane" - ISTOÉ Gente». Terra Networks. Terra.com.br 
  9. «"Ascensão e Queda de Fernando Collor de Melo" - Faculdade Casper Líbero». Wikipos.facasper.com.br 
  10. «"Rosane Collor de corpo e alma" - ISTOÉ Gente». Terra Networks. Terra.com.br 
  11. «"STJ concede a Rosane Collor pensão de 20 mil por mês durante três anos"». Último Segundo. Consultado em 4 de março de 2014 
  12. «"Rosane Collor recebe de pensão de R$ 11,8 mil e fala das relações do ex-presidente com rituais" - Sertão 24 Horas». Sertao24horas.com.br 
  13. «"Em livro, Rosane diz que Fernando Collor fez macumba para Silvio Santos não se candidatar"». UOL. Consultado em 4 de dezembro de 2014 
  14. «"Opositora do ex-presidente, Rosane Collor teve menos de 500 votos"». UOL. Consultado em 7 de outubro de 2018 
  15. «"Rosane Collor 31777 - Eleições 2018"». Gazeta do Povo 
  16. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Marly Sarney". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016 

Ver tambémEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Rosane Malta
 
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Rosane Malta
Precedida por:
Marly Sarney
Primeira-dama do Brasil
1990 — 1992
Sucedida por:
Ruth Cardoso