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Ruínas romanas das Carvalheiras

cidade em Braga, Portugal
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Ruínas romanas das Carvalheiras
Ruínas romanas das Carvalheiras (12).jpg
Apresentação
Tipo
Cidade romana (d), sítio arqueológico romano (d), património culturalVisualizar e editar dados no Wikidata
Estatuto patrimonial
Imóvel de Interesse Público (d) ()Visualizar e editar dados no Wikidata
Localização
Endereço
Coordenadas
Ruínas romanas das Carvalheiras (19).jpg

As Ruínas romanas das Carvalheiras localizam-se na freguesia da , cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal.

HistóriaEditar

Integra os vestígios remanescentes de um bairro residencial da antiga "Bracara Augusta". Acredita-se que tenha sido erguido no século I, tendo sofrido transformações no século III, e sendo habitado até finais do século V. Em nossos dias encontra-se em processo de estudo e musealização.

Esta casa é considerada o exemplo mais elucidativo da arquitectura urbana privada de "Bracara Augusta". Situada nas proximidades do "forum", a casa foi construída na época Flávia (69-96), tendo sido remodelada na primeira metade do século II e em finais do século III ou inícios do IV, supondo-se que tenha sido abandonada no século V.

Na primeira metade do século II o quadrante noroeste da casa foi remodelado para instalação de um balneário, com uma área de 190 metros quadrados.

Encontram-se classificadas como Imóvel de Interesse Público desde 1990.

CaracterísticasEditar

Esta habitação ocupava a totalidade de um quarteirão da cidade, com uma área de 1.156 metros quadrados, dispondo-se em duas plataformas que definiam dois espaços funcionais distintos, com entradas autónomas, a sul e a norte, respectivamente.

A entrada sul dava acesso a um átrio, com um tanque ("implúvio"), que recebia a água da chuva a partir de uma abertura no telhado ("complúvio"). Em torno deste átrio organizavam-se vários espaços de recepção. Uma escada interior permitia descer ao peristilo, ao redor do qual se dispunham os espaços mais privados da habitação, designadamente, as salas de recepção e de refeição, os quartos, a cozinha e a latrina.

Ao longo das fachadas sul e oeste da casa existiam lojas que eram acessíveis a partir dos pórticos que ladeavam as ruas e que serviam de eixos de circulação pedonal.

No revestimento dos pavimentos e paredes deverão ter sido usados mosaicos e pinturas murais, ainda que os mesmos não se tenham conservado dada a natureza ácida do solo no local.

MusealizaçãoEditar

Em 10 de Dezembro de 2018, a Câmara de Braga e a Universidade do Minho decidiram desenvolver um projeto de valorização e musealização do conjunto arqueológico das Carvalheiras, com vista a tornar o local visitável pelo público[1].

A primeira fase, que será desenvolvida durante 2019, inclui a conceção da "solução arquitetónica de musealização das ruínas e dos circuitos de visita, das soluções de conservação e cobertura dos vestígios, da solução arquitetónica do centro de interpretação e da sua articulação com a área a visitar e do tratamento da envolvente, que implica uma solução de arranjo paisagístico do interior do quarteirão das Carvalheiras".

A segunda fase, que diz respeito à execução do projeto, será desenvolvida a partir de 2020.

O projeto pretende ainda criar as condições para dotar o interior do quarteirão das Carvalheiras de um parque urbano, aberto à cidade e aos visitantes, anexo às ruínas, que facultará um usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de atividades culturais e de lazer.

Entre 1983 e 2000 a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho realizou trabalhos no local que permitiram descobrir um "significativo e diversificado conjunto de estruturas arqueológicas, correspondentes a uma área residencial da cidade romana de Bracara Augusta".

A Zona Arqueológica é composta por um extensa área de ruínas (cerca de 1900 metros quadrados), que definem um quarteirão residencial da cidade de Bracara Augusta.

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar