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Rubem Siqueira Maia

Rubem Siqueira Maia
Rubem Siqueira Maia
Prefeito de Coronel Fabriciano
Período 15 de março de 1949
a 30 de janeiro de 1953
Vice-prefeito Silvino Pereira (interinamente)
Lauro Pereira da Conceição
Antecessor Antônio Gonçalves Gravatá (intendente)
Sucessor Lauro Pereira da Conceição
Prefeito de Antônio Dias
Período década de 1930
Dados pessoais
Nome completo Rubem Siqueira Maia
Nascimento 15 de fevereiro de 1908
Curvelo, Minas Gerais
Morte 20 de janeiro de 1982 (73 anos)
Coronel Fabriciano, Minas Gerais
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Ana Siqueira Maia
Pai: José Ferreira Maia
Esposa Nilza Winter Maia
Partido Partido Social Democrático (PSD)
Religião Católica
Profissão Médico

Rubem Siqueira Maia (Curvelo, 15 de fevereiro de 1908Coronel Fabriciano, 20 de janeiro de 1982) foi um médico e político brasileiro filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Após residir em São João del-Rei durante sua infância e formar-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), transferiu-se para o leste mineiro para trabalhar na locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).[1]

Posteriormente, estabeleceu-se em Antônio Dias, onde foi eleito prefeito e destacou-se como um dos criadores do Hospital Siderúrgica (atual Hospital Doutor José Maria Morais) ao lado da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, no então distrito Melo Viana, para o qual elaborou uma comissão pró-emancipação — apoiada por seu amigo de infância e então deputado estadual Tancredo Neves — que culminou na criação do atual município de Coronel Fabriciano, tendo sido o primeiro prefeito eleito.[1]

Início de vida e formaçãoEditar

Rubem Siqueira Maia nasceu no município brasileiro de Curvelo, no interior do estado de Minas Gerais, em 15 de fevereiro de 1908, sendo filho de José Ferreira Maia e Ana Siqueira Maia. Após residir em São João del-Rei em sua infância, formou-se em medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).[1]

Estabeleceu-se posteriormente em Antônio Dias, a fim de trabalhar como médico durante a locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), transferindo-se na década de 30 para o então distrito Melo Viana, atraído pela implantação do complexo industrial da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira na localidade.[2] Assim, destacou-se como um dos primeiros profissionais de saúde do Hospital Siderúrgica (atual Hospital Doutor José Maria Morais), criado pela Belgo em 1936 com objetivo de combater uma epidemia de doenças tropicais que avançava pela região.[3]

Influência políticaEditar

 
Avenida Dr. Rubem Siqueira Maia no bairro Santa Helena, via cujo nome reverencia o político.

Enquanto trabalhava no Hospital Siderúrgica foi eleito prefeito de Antônio Dias, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Conciliava a administração da cidade e seu trabalho como médico,[1] tendo mais tarde atuado como comerciante e empreiteiro da Acesita.[2] Em 1947, foi o responsável pela estruturação de uma comissão visando à emancipação do distrito Coronel Fabriciano (antigo Melo Viana), formada por comerciantes e outras lideranças políticas e religiosas locais e sob apoio do então deputado estadual Tancredo Neves, amigo de infância do qual se separou ao se formarem na UFMG — Rubem em medicina e Tancredo em direito.[2] Uma primeira proposta de emancipação fora rejeitada pelo governo mineiro, visto que o distrito contava com cerca de 5 mil residentes à época, enquanto que era necessário um mínimo de 10 mil habitantes.[2]

Por sugestão de Tancredo Neves, foram fornecidos os registros de batismos pelo vigário local, o padre Deolindo Coelho, para que fossem acrescentados à quantidade de habitantes obtida pelo censo realizado precariamente pelo governo de Antônio Dias, excedendo-se assim o mínimo exigido e uma nova proposta de emancipação foi enviada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 25 de fevereiro de 1948.[2] Nesse mesmo ano, foi criado por Rubem Siqueira Maia o primeiro jornal do então distrito: "O Progresso", que trazia notícias regionais e colaborou com o fomento da força política para que ocorresse a emancipação de Coronel Fabriciano, decretada em 27 de dezembro de 1948.[4]

Prefeitura de Coronel Fabriciano e subsequênciaEditar

 
Casa São Geraldo (1948), ocupada pela loja "Costão"; prédio construído por Rubem onde funcionou a primeira sede da prefeitura.

Em 15 de março de 1949, tornou-se o primeiro prefeito eleito ao lado de Silvino Pereira como vice-prefeito, sucedendo ao intendente Antônio Gonçalves Gravatá, que havia sido empossado com a instalação da cidade com a função de estruturar a administração do governo até a realização da primeira eleição.[5] Após a emancipação, Rubem Siqueira Maia cedeu a Casa São Geraldo, de sua propriedade, para servir como primeira sede da prefeitura. O sobrado, que está situado na Rua Pedro Nolasco e foi construído em 1948, funcionou como sede do Poder Executivo até 1960, tendo abrigado posteriormente uma loja de confecções, depois o supermercado "O Brasileirão" e então uma filial da rede de lojas "Costão".[6]

Durante seu mandato se destacaram a instalação do Grupo Escolar Professor Pedro Calmon (primeiro prédio escolar da cidade), a estruturação do abastecimento público de energia elétrica e o calçamento do Centro de Fabriciano.[1] Rubem manteve-se no cargo até 30 de janeiro de 1953, ao se afastar para se candidatar, sem sucesso, a deputado estadual, sendo sucedido interinamente pelo então vice-prefeito Lauro Pereira da Conceição.[7] Após a derrota nas eleições para o cargo Legislativo, foi empossado como superintendente local da Belgo-Mineira pelo então presidente da companhia Louis Ensch, empresa a qual existiu na localidade até meados da década de 1960.[1]

Foi casado com Nilza Winter Maia, com quem teve quatro filhos (Yole, Walter, Ana Lúcia e Rubem Filho),[1] e era dono da Fazenda Santa Terezinha, cujas terras foram loteadas e vendidas na década de 60 pela Imobiliária Santa Terezinha, de propriedade da família Maia, dando origem aos bairros fabricianenses Santa Terezinha, Santa Terezinha II, Aldeia do Lago, Mangueiras e Ponte Nova.[8] Faleceu a 20 de janeiro de 1982[1] e na mesma região dos atuais bairros, uma das principais vias da cidade leva seu nome, a Avenida Dr. Rubem Siqueira Maia.[9]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e f g h Revista Ipatinga Cidade Jardim (7 de outubro de 2014). «Personagens do Vale do Aço - Rubem Siqueira Maia». Eu Amo Ipatinga. Consultado em 18 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2014 
  2. a b c d e Genovez, Patrícia Falco; Valadares, Vagner Bravos (outubro de 2013). «A formação territorial de Coronel Fabriciano (sede) e de Ipatinga (distrito) entre as décadas de 1920 e 1960: afinal, quem são os Estabelecidos e os Outsiders?». Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Revista de História Regional: 11–14. doi:10.5212/Rev.Hist.Reg.v.18i2.0005. Consultado em 18 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 9 de julho de 2017 
  3. Revista Caminhos Gerais, nº 35, pag 24.
  4. Jornal Diário do Aço (19 de janeiro de 2014). «A imprensa no movimento de emancipação de Fabriciano». Consultado em 29 de março de 2014. Cópia arquivada em 29 de março de 2014 
  5. Assessoria de Comunicação (3 de julho de 2009). «A criação do município». Prefeitura de Coronel Fabriciano. Consultado em 21 de fevereiro de 2010. Arquivado do original em 4 de março de 2012 
  6. Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) (dezembro de 2013). «Bens inventariados no município de Coronel Fabriciano» (PDF). Prefeitura de Coronel Fabriciano. 1: 22–25. Consultado em 18 de novembro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 24 de setembro de 2014 
  7. Cartilha do Cidadão do Vale do Aço, 2000, pag. 15.
  8. Leonardo Gomes (janeiro de 2012). «Grande Guia dos Bairros de Coronel Fabriciano». Revista Nosso Vale (nº 15): 4–5. Consultado em 29 de março de 2014. Arquivado do original em 22 de março de 2014 
  9. Jornal Vale do Aço (2 de outubro de 2014). «Acesso à avenida Sanitária é interditado para obras do Parque Linear». Consultado em 18 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2014