Rui Pereira da Silva

Fidalgo, Alcaide de Silves (séc. XVI)

Rui Pereira da Silva foi um nobre do Reino de Portugal, Alcaide-mor de Silves, senhor do reguengo de Sagres, vedor da Fazenda[1] e Guarda-mor do Infante D. João filho do rei D. João III.[2], desde 1549 até 2 de Janeiro de 1554 (quando se dá a morto do referido príncipe) e possivelmente serviu o rei até ele ter falecido[3].

Rui Pereira da Silva
Alcaide-mor de Silves e Vedor da Fazenda
Rui Pereira da Silva
Armas dos Silvas, no Livro do Armeiro-Mor
Consorte de D. Isabel da Silva (filha de D. Fernando Coutinho, bispo de Lamego e do Algarve)
Nascimento c. 1520
Morte ?
Pai João da Silva, 6º senhor de Vagos
Mãe D. Joana de Noronha, filha do 2.º Conde da Feira
Ocupação Fidalgo, Estadista

Relações familiares

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Era filho de João da Silva, 6º senhor de Vagos, e de Joana de Noronha ou D. Joana de Castro, filha de Diogo Pereira, 2º conde da Feira e D. Brites ou Beatriz de Noronha, que também surge em documentos com o nome de D. Beatriz de Meneses,[4] (casaram por contrato aprovado pelo rei em 5 de dezembro de 1486),[5] filha de D. João de Noronha, o Dentes, governador e capitão de Ceuta, combatente em Alcácer Ceguer.[6]

Casou com sua tia D. Isabel da Silva (também chamada de Isabel Coutinho), senhora do Morgadio de Santo António de Casais, perto de Monchique, filha de D. Fernando Coutinho, bispo de Lamego e do Algarve[7] e de Isabel Vilarinho, filha de Fernão Caldeira.[8]

Tendo deste casamento havido as seguintes filhos:

Referências

  1. La casa real portuguesa de Felipe II e Felipe III, por Félix Labrador Arroyo, Departamento de Historia Moderna, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid, 2006, págs. 270
  2. Brasões da Sala de Sintra, Anselmo Braamcamp Freire, (2.' edição), Livro segundo, Imprensa da Universidade de Coimbra, 1927
  3. La casa real portuguesa de Felipe II e Felipe III, por Félix Labrador Arroyo, Departamento de Historia Moderna, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid, 2006, págs. 159, nota 603
  4. Genealogia de D. Manuel Pereira, 3.º conde da Feira, Data do documento 1534, C+od. de Referência PT/TT/GMS/106, Cota; Genealogias Manuscritas n.º 106, ANTT
  5. Freire, Anselmo Braamcamp (1921). Brasões da Sala de Sintra, Livro Terceiro. Robarts - University of Toronto. Coimbra: Coimbra : Imprensa da Universidade. p. 366 
  6. Vaz Ferreira, Condes da Feira, Vol. XIX, pp. 81-106, Arquivo do Distrito de Aveiro
  7. i." senhora do morgado de Santo António de Monchique, instituído por D. Fernando Coutinho, bispo de Silves, seu pai, que para ela também comprara a Henrique Moniz a alcaidaria mor de Silves. Do seu casamento teve Rui Pereira sucessão, na qual se continuou o morgado e alcaidaria e se extinguiu na varonia, em 1725, na pessoa de Rui da Silva de Távora, passando a casa aos Pereiras Coutinhos de Brito e Elvas. - Brasões da Sala de Sintra, Anselmo Braamcamp Freire, (2.' edição), Livro segundo, Imprensa da Universidade de Coimbra, 1927
  8. Memorias para a historia ecclesiastica do Bispado do Algarve, Academia das Ciências de Lisboa, por Silva Lopes (João Baptista da), pág. 302, 1848
  9. Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 20
  10. Le Grand dictionnaire historique ou Le mélange curieux de l'histoire sacrée et profane, qui contient en abrégé l'histoire fabuleuse des dieux & des héros de l'antiquité païenne..., por Louis Moréri, chez les libraires associés, pág.321, 1759
  11. Le grand dictionnaire historique, ou le melange curieux de l'histoire sacree et profane. Nouv. ed. dans laquelle ou a refondu les supplemens de (Claude-Pierre) Goujet. Le tout revu, corr. & augm. por (Etienne-Francois) Drouet, Volume 4, pág, 320, 1759
  12. Vila-Santa, Nuno. «Virtual Encyclopedia of the Portuguese Expansion Articles 2008-2017. D. Lourenço da Cunha»: 68 - 69. Consultado em 26 de dezembro de 2022 
  13. A Infanta D. Maria de Portugal (1521-1577) e as suas damas, Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Biblioteca Nacional Portugal, pág. 104, 1994
  14. a b La casa real portuguesa de Felipe II e Felipe III, por Félix Labrador Arroyo, Departamento de Historia Moderna, Facultad de Filosofía y Letras, Universidad Autónoma de Madrid, Madrid, 2006, págs. 1192
  15. Lisboa Antiga, por Júlio Castilho, vol. XII, 2ª edição, Lisboa, 1938, pág. 272