Rupert Wildt

Rupert Wildt (Munique, 25 de junho de 1905 — Orleans (Massachusetts), 9 de janeiro de 1976) foi um astrônomo alemão naturalizado estadunidense. Em 1932 estudou o espectro de Júpiter, identificando bandas de absorção como sendo compostos ricos em hidrogênio, metano e amônia, cuja composição era similar ao do Sol e de outras estrelas.[1]

Rupert Wildt
Nascimento 25 de junho de 1905
Munique
Morte 19 de janeiro de 1976 (70 anos)
Orleans (Massachusetts)
Nacionalidade alemão, estadunidense
Cidadania Alemanha, Estados Unidos
Alma mater
Ocupação astrônomo
Prêmios Medalha Eddington (1966)
Empregador Observatório Monte Wilson, Universidade Yale
Campo(s) astronomia

VidaEditar

Ele nasceu em Munique, Alemanha, e cresceu naquele país durante a Primeira Guerra Mundial e suas consequências. Em 1927 ele foi premiado com o doutorado da Universidade de Berlim, ingressou na Universidade de Göttingen, especializando-se nas propriedades de atmosferas.

Em 1932, ele estudou os espectros de Júpiter e outros planetas externos, e identificou certas bandas de absorção como pertencentes aos compostos ricos em hidrogênio de metano e amônia. A composição parecia consistente com uma composição semelhante ao sol e outras estrelas.

Partindo do princípio de que a atmosfera era composta por esses gases, durante as décadas de 1940 e 1950, ele construiu um modelo da estrutura desses planetas. Ele acreditava que o núcleo dos planetas é sólido e composto de uma mistura de rocha e metal, coberto por uma espessa camada externa de gelo, sobreposta por uma densa atmosfera. Seu modelo ainda é amplamente aceito.

Em 1934, ele emigrou para os Estados Unidos e tornou-se assistente de pesquisa na Universidade de Princeton de 1937 a 1942. Ele então se tornou professor assistente na Universidade da Virgínia até 1947, antes de ingressar no corpo docente da Universidade de Yale.

Em 1937, ele propôs que a atmosfera de Vênus fosse composta de uma névoa de formaldeído. Suas observações da atmosfera não encontraram nenhuma água na época, mas medições posteriores baseadas em balões mostraram água na atmosfera e então sua proposta foi abandonada. Em 1940, no entanto, ele também formulou a hipótese de que o dióxido de carbono na atmosfera venusiana prendia o calor, um fenômeno mais tarde chamado de efeito estufa.

Em 1939, ele demonstrou que a principal fonte de opacidade óptica na atmosfera do Sol é o Ânion hidrogênio, e, assim, a principal fonte de luz visível para o Sol e as estrelas.

De 1965 a 1968 foi presidente da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia. No período 1966-1968 ele também ocupou o cargo de presidente do departamento de astronomia de Yale, e de 1973 até sua morte foi professor emérito. Ele morreu em Orleans, Massachusetts.[1][2]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Obituary Rupert Wildt (1905-1976) Gewidmet». Consultado em 22 de setembro de 2009 
  2. «1966QJRAS...7..120. Page 1:120». adsbit.harvard.edu. Consultado em 25 de junho de 2021 


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