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São Cristóvão de Futebol e Regatas

São Cristóvão de Futebol e Regatas é uma agremiação esportiva, da cidade do Rio de Janeiro.

São Cristóvão
São Cristóvão de Futebol e Regatas.jpg
Nome São Cristóvão de Futebol e Regatas
Alcunhas Cadetes, Tóvão, São Cri Cri
Mascote Carneiro
Fundação 12 de outubro de 1898 (120 anos)
Estádio Ronaldo Nazário (Antiga Figueira de Melo)
Capacidade 1.000 (8.000 no passado)
Presidente Anderson Merrenga
Treinador Alexandre Araújo
Material (d)esportivo Cacau Esporte
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B1
Website Página não oficial


Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Temporada atual
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Índice

HistóriaEditar

FundaçãoEditar

O clube São Cristóvão de Futebol e Regatas foi fundado no bairro de São Cristóvão, a partir da fusão do Club de Regatas São Christóvão, um clube de regatas fundado em 12 de outubro de 1898, e o São Christóvão Athletic Club, que se restringia apenas ao futebol e disputava o campeonato metropolitano, fundado em 15 de julho de 1909. A fusão ocorreu no dia 13 de fevereiro de 1943 e o novo clube herdou do futebol a fama conseguida nos campos, já campeão carioca e com bom desempenho nos gramados, assim como os resultados e conquistas.

A primeira partida do São Cristóvão foi disputada em 1 de agosto de 1909 contra o Piedade F.C., tendo saído vencedor pelo placar de 5 a 1.[1]

Melhores anosEditar

 
Evolução dos escudos

O São Cristóvão foi campeão do Torneio Início do Campeonato Carioca em 1918, 1928, 1933 e 1937, e foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões. Em 1920, 1925, 1927, 1938, 1940 e 1964, num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.[2]

Em 2 de julho de 1919, o São Cristóvão goleou o Mangueira por 11 a 1. Brás de Oliveira marcou nove gols, recorde no Campeonato Carioca até os dias de hoje, compartilhado com Gilbert Hime, do Botafogo.[3]

O seu maior momento adveio quando conquistou o Campeonato Carioca da Primeira Divisão em 1926. Com uma campanha irretocável, conseguiu quatorze vitórias, dois empates e apenas duas derrotas em dezoito jogos, goleando adversários expressivos, como Flamengo (5 a 0 e 5 a 1), Fluminense (4 a 2) e Botafogo (6 a 3).[4]

Outro grande momento do São Cristóvão foi o vice-campeonato carioca de 1934, o que demonstra a força da agremiação no início do século XX, suplantando grandes forças do futebol carioca.

Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela antiga Federação Metropolitana de Desportos (FMD), juntamente com Vasco da Gama, Botafogo e Bangu, entre outros, houve a pacificação do futebol do Rio de Janeiro, dividido em duas ligas, e os clubes da FMD se juntaram aos outros para a disputa do Campeonato Carioca já pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas a liga foi dissolvida abruptamente sem declarar o São Cristóvão campeão,[5] o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time sobre os outros concorrentes. Em 5 de maio deste ano, em partida amistosa, goleou o Cruzeiro (MG) por 7 a 1 na rua Figueira de Melo.[6]

Comprovando que era de fato um grande time, ainda chegou ao vice-campeonato do Torneio Municipal de 1938, perdendo o título para o Fluminense, mas tendo nove vitórias, dois empates, cinco derrotas, trinta e seis gols pró e trinta contra.[7]

Novamente o São Cristóvão faria grande campanha, agora no Torneio Extra de 1941 (Taça Oscar Cox), com seis vitórias e três derrotas, a última delas para o Fluminense na última rodada, em partida que daria o título ao oponente.[8]

Já na segunda edição do -Torneio Municipal, em 1943, sagrou-se campeão, com nove vitórias, sete empates e apenas uma derrota, com 29 gols a favor e dezessete contra, desta vez, tendo o Fluminense como vice. Em 1951, seria o terceiro.[9]

Até o ano de 1946 o retrospecto do São Cristóvão no Campeonato Carioca era positivo, com mais vitórias do que derrotas, com o clube cadete vindo a cair de produção desde então,[10] tendo nos dias de hoje 38,50% de aproveitamento, com 370 vitórias, 264 empates, 670 derrotas, 1961 gols pró e 2.742 gols contra, no total de 1.304 partidas disputadas em 71 participações, sendo o 7º clube no quesito número de campeonatos cariocas disputados.[11]

O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols), em seu período mais glorioso.

Em 1950, o São Cristóvão sagrou-se campeão do Torneio Quadrangular Cidade de Campinas, disputado contra Guarani, Ponte Preta e o America Football Club, do Rio de Janeiro.

No dia 22 de fevereiro de 1953, o São Cristóvão recebeu a visita do Dínamo de Zagreb em seu estádio, tendo o resultado final da partida sido um empate por 3 a 3.

A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975 ao enfrentar o Clube de Regatas Flamengo, de Zico, quando começou perdendo por 2 a 0 e, numa reação sensacional, venceu o partida por 3 a 2, inclusive com 2 gols anotados pelo ex-jogador flamenguista Fio Maravilha. No campeonato de 1978 ocorreu a última boa campanha do São Cristóvão, quando o time cadete venceu alguns jogos contra os grandes clubes.[12]

O São Cristóvão na Seleção BrasileiraEditar

Em 21 de novembro de 2006, exatos 80 anos depois da conquista do Campeonato Carioca pelo São Cristóvão, a FIFA reconheceu o atleta cadete Roberto Emílio da Cunha como o verdadeiro autor do segundo gol da vitória da seleção brasileira sobre a Tchecoslováquia por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1938. Muitos atribuíam este segundo tento a Leônidas da Silva, assim o Roberto, nascido em Niterói no dia 20 de junho de 1912, passa a ser o único jogador que, com o passe preso ao São Cristóvão, marcou gol durante uma Copa do Mundo. Nessa mesma Copa, a Seleção Brasileira contava também com o meia Afonsinho e o técnico Ademar Pimenta, ambos do São Cristóvão. Roberto jogou pelo São Cristóvão entre 1936 e 1942, marcando 81 gols.

Na História o São Cristóvão forneceu 11 jogadores para a Seleção Brasileira, tendo tido eles, 53 participações, estando o clube cadete, até 2010, no rol dos vinte clubes brasileiros que mais forneceram atletas para a seleção canarinho.

Leônidas da Silva, o Diamante Negro, inventor da famosa bicicleta e ídolo da Seleção Brasileira, foi formado nas divisões de base do São Cristóvão e revelado pelo mesmo.

O maior artilheiro da seleção brasileira em Copas do Mundo, Ronaldo Luís Nazário de Lima, também conhecido como Ronaldo Fenômeno, começou nas divisões de base do São Cristóvão, que relembra o fato com uma pintura em seu muro: "Aqui nasceu o Fenômeno."

Decadência e anos recentesEditar

 
Equipe do São Cristóvão em 2011

Talvez outro último grande momento do clube cadete no futebol tenha sido o vice-campeonato da Copa Rio em 1998, quando perdeu a decisão para o Fluminense.[13]

Em 2011, voltou a disputar uma final, desta vez de um torneio amistoso,a Copa Yasmin Verão, que reuniu sete clubes da Série C e apenas o São Cristóvão, oriundo da Série B, que foi promovida pelo recém-fundado Centro Esportivo Yasmin e contou também com a participação de Villa Rio Esporte Clube, Rubro Social Esporte Clube, Futuro Bem Próximo Atlético Clube e Barcelona Esporte Clube. O time sagrou-se campeão, jogando em casa, ao vencer, no dia 4 de fevereiro, o Arraial do Cabo por 2 a 0.

Em 2012, o time se torna o primeiro clube campeão carioca a cair para a Terceira Divisão, com uma péssima campanha no Campeonato Carioca da Série B.

Em 2013, fica em terceiro em sua chave, perdendo a vaga para a segunda fase do Campeonato Estadual da Série C para os classificados São Gonçalo Esporte Clube e São Gonçalo Futebol Clube e à frente dos também eliminados Clube de Futebol Rio de Janeiro e Futuro Bem Próximo Atlético Clube.

Em 2014, após dois anos na Série C, o time consegue obter o acesso à Série B do Rio de Janeiro juntamente com Gonçalense Futebol Clube, São Gonçalo Futebol Clube e Barcelona Esporte Clube.

SímbolosEditar

O uniforme oficial do São Cristóvão é composto de camisa, calção e meias brancas. O time de futebol possui apenas o uniforme todo branco, não tendo, portanto, o fardamento número dois. A FIFA reconhece o São Cristóvão como o único clube no mundo a ter apenas um uniforme oficial. Porém, como alternativa à camisa branca, o clube atuou apenas na Copa Yasmin Verão com camisas cor-de-rosa que eram de treino, já que ainda não havia fechado com nenhum patrocinador.

Na primeira vez que o Santos usou a sua atual camisa branca foi no amistoso de inauguração do Campo do São Cristovão, na Rua Figueira de Melo, em 1916 (como o campo estava enlameado, trocou de camisa no decorrer do jogo), inspirado no clube carioca, que já usava o branco, mas para diferenciar-se do adversário, usou calções pretos. Durante muito tempo, a partir desta data, o Santos mandou que se pintasse o escudo do São Cristóvão nos muros da Vila Belmiro e os associados destes dois clubes puderam, a partir de então, usufruir das respectivas sedes.

O escudo do São Cristóvão possui, na parte inferior, seis listras pretas e cinco listras brancas e, na parte superior, catorze raios (sete pretos e sete brancos) saídos de um círculo rosa onde estão uma âncora, um timão e dois remos cruzados. Atravessando o escudo, numa faixa branca diagonal, lê-se, em letras pretas, a denominação SÃO CRISTÓVÃO F.R.. Todo o escudo é limitado por uma linha cor de rosa.

TorcidaEditar

Sua torcida é conhecida como "Torcida Cadete" pela proximidade do clube com instalações do Exército Brasileiro.

No ano de 1948 o São Cristóvão contava com 2,1% dos torcedores cariocas, em sexto lugar. Em pesquisa de torcidas realizada pelo Ibope e divulgada pelo Jornal dos Sports em 31 de dezembro de 1954, figurava como a sétima maior torcida do Rio de Janeiro com 1% da preferência, ou 2% se considerarmos apenas os torcedores do sexo masculino.[14] Já em 1959 e em 1971 aparecia novamente com 1% das preferências, em sétimo e sexto lugar respectivamente, historicamente disputando a sexta posição com o Bangu.[15]

Torcidas organizadasEditar

Ativas:

  • Torcida Garra Jovem do São Cristóvão - TGJ fundada em 2006;
  • Torcida Jovem Cadete - TJC fundada em 1991;
  • Torcida Fúria Alvinegra - TFA fundada em 2018;

EstádioEditar

 
Estádio Ronaldo Názario de Lima

Manda jogos no Ronaldo Nazário de Lima (antiga Figueira de Melo), com capacidade para 1.000 espectadores (8.000 no passado recente, mas que recebia públicos entre 10 mil e 20 mil na década de 1930). Em 2012, quando foi rebaixado para a Terceira Divisão do Estado do Rio de Janeiro, seus jogos foram disputados com portões fechados por falta de laudo dos bombeiros, diferente do passado do clube.

TítulosEditar

ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
  Campeonato Carioca 1 1926
  Campeonato Carioca - 2ª divisão 1 1965
  Torneio Início do Rio de Janeiro 4 1918, 1928, 1933 e 1937
  Campeonato Carioca da (FMD) 1 1937
  Campeonato Carioca da Sub-Liga (LCF) 1 1933
  Campeonato Carioca Segundos Quadros 1 1935
  Campeonato Carioca Terceiros Quadros 2 1927 e 1929
  Campeonato Carioca Segundos Quadros 2ª Div. 1 1911
MUNICIPAIS
Competição Títulos Temporadas
  Torneio Municipal do Rio de Janeiro 1 1943

Outros títulosEditar

  •   Torneio Quadrangular de Campinas
  •   Torneio Quadrangular da Colônia Portuguesa de Santarém
  •   Torneio Abellard França: 1975
  •   Torneio ECO: 1992
  •   Copa Yasmin Verão: 2011

HonorárioEditar

Categorias de BaseEditar

Campanhas de destaqueEditar

BasqueteEditar

ConfrontosEditar

Confrontos internacionaisEditar

O São Cristóvão possui um cartel que inclui 124 partidas internacionais, tendo a sua primeira partida internacional ocorrida contra marinheiros do cruzador inglês Orotawa, com vitória dos alvos por 4 a 1, em 17 de julho de 1917. No mesmo ano, em 19 de novembro, nova vitória, agora contra marinheiros do encouraçado uruguaio Uruguay, por 6 a 1, tendo a sua primeira excursão ao exterior ocorrido em 1937 e as mais vitoriosas, à Europa e África, ocorridas na década de 1950.

Maiores ídolos e grandes jogadoresEditar

JogadoresEditar

TreinadoresEditar

PresidentesEditar

  • Anderson de Souza
  • Paulo de Almeida
  • Alfredo Maciel
  • José Augusto Quintas do Nascimento
  • Emmanuel França

Elenco atualEditar

Atualizado em 12 de novembro de 2016[16]


Goleiros
Jogador
'   Fernando Cunha
'   Caio
Defensores
Jogador Pos.
'   Diogo Z
'   Vinicius Z
'   Tiago Bastos LD
'   Antônio Carlos LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
'   Michel V
'   Victor M
'   Luiz Felipe M
'   Allan M
'   Guilherme M
'   Fabrício M
'   Julio Cesar M
'   Vitinho M
'   Diego Soares M
'   Lucas M
Atacantes
Jogador
'   Bernardo
'   Nonato
'   Maranhão
'   Éder Santana
'   Gabriel
'   Guilherme Silva
Goleiros
Jogador
'   Fernando Cunha
'   Caio
Defensores
Jogador Pos.
'   Diogo Z
'   Vinicius Z
'   Tiago Bastos LD
'   Antônio Carlos LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
'   Michel V
'   Victor M
'   Luiz Felipe M
'   Allan M
'   Guilherme M
'   Fabrício M
'   Julio Cesar M
'   Vitinho M
'   Diego Soares M
'   Lucas M
Atacantes
Jogador
'   Bernardo
'   Nonato
'   Maranhão
'   Éder Santana
'   Gabriel
'   Guilherme Silva

Ver tambémEditar

Referências

  1. Livro Vai dar Zebra, de Raymundo Quadros e José Rezende (2010)
  2. RSSSF Brasil Resultados das partidas finais e campanhas dos clubes
  3. Jornal EXTRA, caderno JOGO EXTRA, página 11, edição de 15 de janeiro de 2011
  4. Livro São Cristóvão - Memorias da Conquista, por Gustavo Côrtes e Raymundo Quadros (2006)
  5. «Sem time, clube que revelou Ronaldo celebra os 90 anos de seu único Carioca». UOL. Consultado em 26 de dezembro de 2016 
  6. Site Cruzeiropedia
  7. «Rio de Janeiro - Torneio Municipal 1938». RSSSF Brasil. 17 de novembro de 2008. Consultado em 4 de março de 2018 
  8. RSSSF Brasil Torneio Extra de 1941
  9. «Rio de Janeiro - Torneio Municipal 1943». RSSSF Brasil. 6 de fevereiro de 2001. Consultado em 17 de março de 2018 
  10. Livro Chuva de Glórias - A trajetória do São Cristóvão de Futebol e Regatas (2004)
  11. Livro História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010 (2010)
  12. Jornal do Brasil de 30 de março de 1975
  13. RSSSF. «Copa Rio 1998». Consultado em 17 de março de 2018 
  14. RSSSF Brasil Pesquisa de torcidas na cidade do Rio de Janeiro em 1954
  15. Site CAMPEÕES DO FUTEBOL - As maiores torcidas do futebol no Rio de Janeiro (1948 a 2012), página editada em 12 de setembro de 2018 e disponível em 18 de novembro de 2018.
  16. Site O GOL - São Cristóvão

Ligações externasEditar

BibliografiaEditar

  • Campeonato Carioca 96 Anos de Historia 1902/1997, por Clovis Martins e Roberto Assaf (1997).
  • Chuvas de glórias - A trajetória do São Cristóvão de Futebol e Regatas, por Raymundo Quadros (2004).
  • São Cristóvão, memórias da conquista (80 anos do título), por Gustavo Côrtes e Raymundo Quadros (2006).
  • Vai dar zebra, por José Rezende e Raymundo Quadros (2010).
  • História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010, por Clovis Martins e Roberto Assaf (2010).
  • O campeão esquecido, por Raymundo Quadros (2018).