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São Francisco de Paula (Rio Grande do Sul)

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São Francisco de Paula é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Município de São Francisco de Paula
"SFP"
"São Chico"
Lago São Bernardo, um dos cartões postais do município

Lago São Bernardo, um dos cartões postais do município
Bandeira indisponível
Brasão de São Francisco de Paula
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 21 de maio de 1878 (emancipação definitiva em 7 de janeiro de 1903)
Gentílico serrano ou franciscano
CEP 95400-000
Prefeito(a) Marcos André Aguzzolli (PP)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de São Francisco de Paula
Localização de São Francisco de Paula no Rio Grande do Sul
São Francisco de Paula está localizado em: Brasil
São Francisco de Paula
Localização de São Francisco de Paula no Brasil
29° 26' 52" S 50° 35' 02" O29° 26' 52" S 50° 35' 02" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Mesorregião Nordeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Vacaria IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Monte Alegre dos Campos, Bom Jesus, Jaquirana, Cambará do Sul, Praia Grande, Três Forquilhas, Itati, Maquiné, Riozinho, Rolante, Taquara, Três Coroas, Canela e Caxias do Sul
Distância até a capital 112 km
Características geográficas
Área 3 273,498 km² (BR: 463º)[2]
População 20 540 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 6,27 hab./km²
Altitude 907 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 elevado PNUD/2000 [4]
PIB R$ 273 611,408 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 290,51 IBGE/2008[5]

Índice

HistóriaEditar

A área onde hoje é o município de São Francisco de Paula foi habitada por índios caáguas, da tribo dos coroados. Com a extinção destes, a região passou a ser caminho dos tropeiros, que iam do Rio Grande do Sul a São Paulo.

O povoamento da cidade começou quando Pedro da Silva Chaves, capitão de ordenanças da região de cima da serra, doou uma área de terra para a fundação do povoado, que virou patrimônio de uma igreja construída no local. A esta igreja, o capitão batizaria de São Francisco de Paula, santo de sua devoção. O primeiro pároco foi o seu filho, o Pe. José da Silva Leal Leme, em 1762.

Em 1809, o povoado de Cima da Serra passou a pertencer ao município de Santo Antônio da Patrulha. Em 1852, o povoado foi elevado a freguesia de Cima da Serra, que virou município (São Francisco de Paula de Cima da Serra) em 1878.

A denominação viria a perder a alcunha Cima da Serra por volta de 1930, ficando apenas São Francisco de Paula. Entretanto, em 1889 o município foi extinto e anexado a Taquara do Mundo Novo (atual Taquara). No mesmo ano, o município foi reconstituído, sendo extinto novamente em 1892, e reanexado a Taquara. Finalmente, em 1903, mais uma emancipação, desta vez definitiva.

Até a década de 1940, o município de São Marcos e as localidades de Fazenda Souza, Vila Seca, Criúva e Vila Oliva pertenciam a São Francisco de Paula. A partir daí, passaram a pertencer a Caxias do Sul. Cambará do Sul, emancipada em 1963, e Jaquirana, emancipada em 1987, também pertenceram a São Chico, como é carinhosamente chamado o município de São Francisco de Paula.

GeografiaEditar

É o município mais meridional da região da Serra do Nordeste ou Serra Geral, com latitude sul de 29º 26' 52". Se encontra nos arredores do extremo sul da escarpa do Planalto Meridional, formado pela Serra Geral.

Tem 907 metros de altitude na sede da prefeitura. Ocupa uma área de 3.273,498 km², e possui uma população bruta de 20.161 habitantes.

Tem clima subtropical Cfb, segundo a classificação do clima de köppen, onde os verões são brandos e úmidos e os invernos relativamente úmidos e frios.

A distância até a capital do estado, Porto Alegre, é de 112 km.

O município é o maior produtor de batata do Brasil, além de produzir maçã e hortaliças. Tem ainda grande área com plantio de pinus e eucaliptos além da tradicional criação de gado vacum.

VegetaçãoEditar

São Francisco de Paula abrange parte de três regiões fitoecológicas. Há predominância da Estepe, que se desenvolve no topo do planalto, a Floresta ombrófila mista ocorre em área de relevo aplainado como dissecado, de modo especial nas bordas do planalto e na parte alta dos vales fluviais e ocupando menor área, aparece a Floresta ombrófila densa, desenvolvida sobre o relevo dissecado das encostas e escarpas da Serra Geral.

Estepe

A estepe na região é constituída por duas formações, a Estepe Parque e a Estepe Gramíneo-Lenhosa com floresta de galeria.

A subformação Estepe Parque caracteriza-se por apresentar um estrato herbáceo constituído basicamente por gramíneas cespitosas (em touceiras) e, em menor escala, rizomáticas (com caule rastejante sobre a superfície do solo), sobre o qual estão distribuídas, de forma isolada ou pouco agrupadas, espécies arbóreas e grupo de arvoretas, sob a forma de parque, juntamente com floresta de galeria, ao longo dos cursos d’água. Em meio ao estrato gramíneo, acham-se distribuídos exemplares de Araucaria angustifolia, isolados ou agrupados, de forma esparsa, juntamente com capões de mata de galeria.

A subformação Gramíneo-Lenhosa com floresta de galeria acha-se amplamente distribuída por áreas com altitudes acima de 800 metros, constituída por gramíneas cespitosas, acompanhadas por espécies das famílias compostas, ciperáceas, leguminosas, entre outras.

Nos locais mais úmidos e ao longo dos banhados, a composição muda, ocorrendo turfeiras, onde predominam espécies de musgos e samambaiais, geralmente recobertas por densa vegetação de gramíneas e ciperáceas.

A vegetação arbórea é constituída por exemplares de Araucaria angustifólia, isolados ou em agrupamentos puros, formando capões e mata de galeria, os quais são compostos por exemplares típicos de Floresta ombrófila mista.

Na Estepe, a ação antrópica esta presente principalmente através da pecuária, que utiliza a vegetação gramínea como pastagem para o gado, onde o fogo é utilizado anualmente na eliminação da folhagem herbácea seca, com vistas a rebrota antecipada das gramíneas, que, juntamente com o pastoreio do gado, constituem fatores de modificação do estrato herbáceo.

Floresta ombrófila mista

A Floresta ombrófila mista, geralmente situa-se em altitudes superiores a 800 metros, podendo ocorrer esporadicamente em locais mais baixos. A fisionomia dessa floresta é dada pela Araucaria angustifolia, que em alguns locais formam dossel superior a 30 metros.

Entre as espécies que compõem esta associação florística, cita-se a Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro), Matayba elaeagnoides (camboatá-branco), Nectandra megapotamica (canela-preta), Lithraea brasiliensis (bugre), Cryptocarya aschersoniana (canela-fogo), Ilex brevicuspis (caúna), Campomanesia xanthocarpa (guabiroba), Myrcianthes gigantea (araçá-do-mato), Mimosa scabrella (bracatinga), Ilex paraguariensis (erva-mate) e espécies de valor ornamental, como Dicksonia sellowiana (xaxim) e algumas orquidáceas e bromeliáceas.

É essa mesma subformação que penetra nas áreas de Estepe, sob a forma de floresta de galeria ou sob a forma de capões.

Fragmentos da Floresta ombrófila mista, desenvolvidas em altitudes superiores a 1.000 metros, ocorrem no extremo leste do município, na borda do planalto. É uma vegetação arbórea, raquítica, constituída por indivíduos tortuosos, com copas densas e folhagem verde-reluzentes, em cujos galhos se desenvolvem musgos e líquens em face de constante ocorrência de nevoeiros na região.

Floresta ombrófila densa

A Floresta ombrófila densa ocorre nas áreas de encosta, mais dissecadas, desde a altitude de 600 metros até aproximadamente 900 metros, junto à borda do planalto, onde o solo é bem drenado, geralmente raso e algumas vezes rochoso, onde a serrapilheira (camada de folhas, flores, frutos, galhos e raízes caídos no solo) se instala, havendo uma rápida decomposição e ciclagem de nutrientes, em um ambiente úmido e de temperatura amena, o que leva a floresta a desenvolver-se de forma exuberante, constituída por árvores vigorosas, com largas copas perenifólias, resultando em uma cobertura fechada, de aspecto denso. Essa floresta tem sido chamada de Mata Atlântica e também apresenta, além das espécies arbustivas, como um grande número de mirtáceas e lauráceas, epífitos e lianas.

HidrografiaEditar

O município é formado por cinco bacias hidrográficas, que dessem do Planalto recortando as encostas, fazendo parte da Região Hidrográfica do Guaíba e da Região Hidrográfica do Litoral.

Bacia Principais contribuintes
Rio das Antas Rio Tainhas, Rio Lajeado Grande e Rio Tomé
Rio Caí Rio Santa Cruz (Caí), Rio do Pinto e Arroio Caraá
Rio dos Sinos Rio Rolante, Arroio Rolantinho da Areia e Rio Padilha
Rio Tramandaí Rio Três Forquilhas e Rio Maquiné
Rio Mampituba Arroio Josafá e Rio Mampituba

ClimaEditar

São Francisco de Paula possui um clima Temperado Marítimo Cfb ou Subtropical tipo Cfb, com verões úmidos e mornos ou frescos e invernos relativamente frios com experiência de neve todos os anos porém com poucos dias de precipitações principalmente entre Julho e Agosto. É o município mais chuvoso do estado do Rio Grande do Sul com precipitações anuais acima de 2 100 mm de chuva por ano.

Dados climatológicos para São Francisco de Paula
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 34,0 33,5 32,4 29,7 27,4 26,0 28,0 30,0 30,7 32,0 32,8 34,0 34,0
Temperatura máxima média (°C) 25,4 24,3 23,4 19,6 18,3 16,8 16,3 17,7 18,0 19,0 22,0 24,2 20,4
Temperatura média (°C) 19,8 18,4 17,6 13,9 12,4 11,3 10,2 11,0 12,3 13,3 15,8 17,5 14,4
Temperatura mínima média (°C) 14,4 14,4 13,3 9,8 8,2 7,3 5,8 6,2 8,1 8,9 10,9 12,2 9,9
Temperatura mínima recorde (°C) 4,5 5,0 4,0 -2,5 -4,0 -5,5 -6,5 -5,0 -3,5 -1,0 -0,5 2,5 -6,5
Precipitação (mm) 201,9 197,4 191,0 186,5 183,8 206,4 175,7 173,1 212,1 202,8 143,9 177,4 2 252,0
Umidade relativa (%) 82,8 85,2 85,6 86,3 86,2 85,6 83,3 81,6 83,9 83,9 81,8 80,4 83,9
Fonte: INMET. Médias de temperatura da normal 1945-1974 e precipitação e umidade relativa da 1931-1960. Recordes de 1931 a 1974.[6]
Fonte #2: Laboratório de Agrometeorologia.[7]

Política e administraçãoEditar

O Poder Legislativo é constituído pela Câmara, composta por 9 vereadores eleitos para mandatos de 4 anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição) e está atualmente composta da seguinte forma:[8]

LEGISLATURA: 2017/2020

  • Agustinho André Arnhold - (André da Funerária Paraíso) - PTB
  • Celso Marino Silva Santos (Celso da Saúde) - PDT
  • Claudio Alves Ponte (Caduco) - PP (SUPLENTE)
  • José Luis Ferreira De Souza - (Caiamba) - PSC
  • Marcelo Boff Veiga (Sapinho) - REDE
  • Mateus Barcelos (Professor Mateus) - PT
  • Moacir Castello Branco de Albuquerque - PMDB
  • Renato Medeiros Marques - PP (SUPLENTE)
  • Sadi Reis da Silva - PSB (SUPLENTE)

Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo.

DistritosEditar

Pontos TurísticosEditar

  • Lago São Bernardo
  • Parque da Cachoeira
  • Paradouro Rota das Barragens
  • Cascata da Ronda
  • Livraria Miragem

Principais acessosEditar

GaleriaEditar

São Francisco de Paula 
São Francisco de Paula 
São Francisco de Paula 
São Francisco de Paula 

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. «Normais Climatológicas do Brasil (1931-1960)» 
  7. «Normais Climatológicas do Rio Grande do Sul (1931-1960 e 1945-1974)» 
  8. Câmara de Vereadores de São Francisco de Paula/RS

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar