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São Gonçalo (Rio de Janeiro)

município do estado do Rio de Janeiro, Brasil
São Gonçalo
  Município do Brasil  
Centro da cidade
Centro da cidade
Símbolos
Bandeira de São Gonçalo
Bandeira
Brasão de armas de São Gonçalo
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "SG"
"São Gonça"
"Sai Gon"
"Manchester Fluminense"
Gentílico gonçalense[1]
Localização
Localização de São Gonçalo no Rio de Janeiro
Localização de São Gonçalo no Rio de Janeiro
São Gonçalo está localizado em: Brasil
São Gonçalo
Localização de São Gonçalo no Brasil
Mapa de São Gonçalo
Coordenadas 22° 49' 37" S 43° 03' 14" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Região intermediária[2] Rio de Janeiro
Região imediata[2] Rio de Janeiro
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Niterói, Maricá e Itaboraí
Distância até a capital 25 km
História
Fundação 22 de setembro de 1890 (129 anos)
Aniversário 22 de setembro
Administração
Distritos
Prefeito(a) José Luiz Nanci (CIDA, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 248,319 km²
População total (estatísticas IBGE/2018[1]) 1 084 839 hab.
 • Posição RJ: 2º; BR: 16º
Densidade 4 368,73 hab./km²
Clima tropical (Aw)
Altitude 19 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 24400-000 a 24799-999
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,739 alto
 • Posição RJ: 14º
PIB (IBGE/2016[5]) R$ 16 930 918,75 mil
PIB per capita (IBGE/2016[5]) R$ 16 216,45

São Gonçalo é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Localiza-se na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, estando situado a 22 km da capital fluminense. Sua população estimada em 2019 era de 1 084 839 habitantes,[1] sendo assim o segundo município mais populoso do estado, atrás apenas da capital do estado, e o 16º mais populoso do país. Encontra-se a 22º49'37" de latitude sul e 43º03'14" de longitude oeste, a uma altitude de dezenove metros.

HistóriaEditar

Ocupação indígenaEditar

O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 a.C. por povos provenientes de outros continentes (possivelmente, da Ásia e da Oceania.[6]) Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região atualmente ocupada pelo município foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia.

Século XVIEditar

No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos tupis: os tupinambás, que fariam parte futuramente da Confederação dos Tamoios.[7] Resquícios arqueológicos indicam que um local especialmente habitado pelos tupinambás no município era a ilha de Itaóca. O litoral fluminense, bem como São Gonçalo, foi palco, no século XVI, da revolta conhecida como Confederação dos Tamoios, que uniu as tribos Tupinambás, Tupiniquins, Aimorés e Temiminós e os colonizadores franceses contra os portugueses.

O fim da revolta se deu com o fortalecimento da colonização portuguesa, com os portugueses se lançando sobre as aldeias indígenas, matando e escravizando a população. Em 1567, com a chegada de reforços para o capitão-mor português Estácio de Sá, que fundara, dois anos antes, a vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, iniciou-se a etapa final de expulsão dos franceses e de seus aliados tamoios da Baía de Guanabara, tendo lugar a dizimação final dos tupinambás da região. Os tupinambás se retiraram da região da atual cidade do Rio de Janeiro primeiramente em direção à Baía de Guanabara e, posteriormente, em direção a Cabo Frio.

Em 6 de abril de 1579 - a data é polêmica, pois há historiadores não aceitam o Documento de Cessão da Sesmaria existente, preferindo o relato do riobonitense Luiz Palmier em seu livro "São Gonçalo Cinquentenário" - o nobre Gonçalo Gonçalves recebeu, do governador da Capitania do Rio de Janeiro, a sesmaria localizada às margens do rio Imboaçu, com o dever de construir uma capela e um povoado no período de três anos. Ele construiu uma capela com o santo de sua devoção, São Gonçalo de Amarante. Presume-se que o local tenha sido onde hoje está a Igreja Matriz de São Gonçalo, no bairro Zé Garoto. A Praça Professora Estephanea de Carvalho, localizada no bairro Zé Garoto (alcunha do comerciante filho de imigrantes portugueses Mário Alves de Azevedo), para alguns seria o marco-zero da cidade, pois a Vila de São Gonçalo existia onde agora está a cidade.

Século XVIIEditar

O povoamento europeu de São Gonçalo, iniciado no final do século XVI, foi liderado por sacerdotes jesuítas, que, no começo do século XVII, instalaram uma fazenda na área conhecida como Colubandê, às margens da atual rodovia RJ-104. A sede da fazenda foi preservada até 2012, quando deixou de ser a sede do Batalhão de Polícia Florestal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Essa fazenda existe até hoje e é um ponto turístico de São Gonçalo, embora atualmente, encontra-se abandonada e tem sido alvo de depredação.

Em 26 de outubro de 1644, foi criada a freguesia. Em 10 de fevereiro de 1647, foi dada a confirmação da freguesia. Segundo registros da época, a localidade-sede ocupava uma área de 52 km², com aproximadamente 6 000 habitantes, sendo transformada em freguesia. Visando à facilidade de comunicação, a sede da sesmaria foi, posteriormente, transferida para as margens do Rio Imboaçu, onde foi construída uma segunda capela, monumento atualmente restaurado. O conjunto de marcos históricos remanescentes do século XVII inclui a Fazenda Nossa Senhora da Boa Esperança, em Ipiiba e a propriedade do capitão Miguel Frias de Vasconcelos, no Engenho Pequeno. A Capela de São João, em Porto do Gradim e a Fazenda da Luz, em Itaóca, são algumas lembranças do passado colonial em São Gonçalo.

Em 1660-1661, os senhores de engenho de São Gonçalo e Niterói se rebelaram contra a cobrança de taxas relativas à produção de cachaça e marcharam em armas até a cidade do Rio de Janeiro, onde depuseram o governador. Tal episódio ficou conhecido como a Revolta da Cachaça.[8]

Século XIXEditar

Em 10 de maio de 1819, suspendeu-se sua condição de freguesia, tornando-se distrito da Vila de Niterói.

Em 1860, trinta engenhos de cana-de-açúcar já estavam exportando açúcar através dos portos de Guaxindiba, Boaçu, Porto Velho e Pontal de São Gonçalo. Dessa época, as fazendas do Engenho Novo e Jacaré (1800), ambas de propriedade do Barão de São Gonçalo, o Cemitério de Pachecos (1842) e a propriedade do Conde de Baurepaire Rohan, na Covanca (1820), são os elementos mais importantes. São Gonçalo contava, até o século XX, com cerca de doze portos que exportavam produtos do estado do Rio de Janeiro para a corte.

Em 22 de setembro de 1890, o Distrito de São Gonçalo foi elevado a vila e município, através do Decreto Estadual 124.

Em 1892, o Decreto Um, de 8 de maio, suprimiu o município de São Gonçalo, reincorporando-o a Niterói pelo breve período de sete meses, sendo restaurado pelo Decreto 34, de 7 de dezembro do mesmo ano.

Século XXEditar

 
O Palacete do Mimi: prédio histórico do início do século XX que foi derrubado no início do século XXI.

Em 1922, o Decreto 1 797 elevou São Gonçalo à categoria de cidade, sendo revogado em 1923, fazendo a cidade baixar à categoria de vila. Finalmente, em 1929, a Lei 2 335, de 27 de dezembro, concedeu a categoria de cidade a todos as sedes do município.

Em 1943, ocorre nova divisão territorial no estado do Rio de Janeiro e, dessa vez, São Gonçalo perdeu o distrito de Itaipu para o município de Niterói, restando-lhe apenas cinco distritos, quais sejam: São Gonçalo, Ipiiba, Monjolo, Neves e Sete Pontes, que permanecem até os dias atuais.

Nesse mesmo período, nas décadas de 1940 e 1950, iniciou-se a instalação, em grande escala, de grandes fábricas e indústrias em São Gonçalo. Seu parque industrial era o mais importante do estado do Rio de Janeiro, o que lhe valeu o apelido de "Manchester Fluminense".

Setor industrialEditar

Em 17 de abril de 1925, a Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas instalou-se no município. Posteriormente, essa usina foi incorporada ao grupo hime, que, além da fundição e da cerâmica, desenvolvia a produção de fósforo da marca S.O.L, com uma fábrica denominada Companhia Brasileira de Fósforo, que funcionava dentro de sua área metalúrgica. O hime, também, mantinha, na Rua Doutor Alberto Torres, uma escola primária, dirigida pelo professor Êneas Silva e uma escola de corte e costura. Criou o Campo do Metalúrgico, que deu grande impulso e incentivo ao esporte no município. A construção de vilas operárias em terras dessa companhia, para seus funcionários, também não pode ser esquecida. Recentemente, o Hime foi adquirido pelo Gerdau.

 
São Gonçalo, 1971. Arquivo Nacional.

Em 2 de dezembro de 1937, o gaúcho José Emílio Tarragó fundou, com a razão social Tarragó, Martínez e Cia Ltda., a futura indústria de conservas de peixe Coqueiro. A mudança do nome da empresa deveu-se à mudança do ramo de negócio. A primeira atividade dessa indústria era relacionada à exploração do tamarindo. Ao mudar para o ramo de conservas de peixe, a indústria teve que mudar de nome. A nova empresa prosperou e a marca Coqueiro projetou-se nacional e internacionalmente. Em 1973, a Quaker Oats comprou a fábrica e consolidou a marca Coqueiro, além de ampliar sua liderança no mercado.

Em 9 de fevereiro de 1941, José Augusto Domingues fundou a Fábrica de Artefatos de Cimento Armado, produzindo paralelepípedos e meios-fios. Em 5 de outubro de 1941, instalou-se, no distrito de Neves, a Indústria Reunidas Mauá, que produzia vidros e porcelanas. Em 16 de novembro de 1941, foi fundada a Companhia Vidreira do Brasil. Foi a primeira no Brasil e a maior na América do Sul no fabrico mecânico de vidro plano, com exportação para o Egito, Índia, República Popular da China e África do Sul. Com o tempo, mudou de proprietários e de nome para Vidrobrás e, atualmente, Electrovidro. A matéria-prima dessa indústria provinha de Maricá. Em 22 de novembro de 1941, instalou-se a Fábrica de Enlatados de Sardinha Netuno, próxima ao Porto do Gradim. Em 10 de maio de 1942, foi fundada a Fábrica de Fogos Santo Antônio, localizada na Rua Oliveira Botelho, nº 1638, em Neves.

No período da Segunda Guerra Mundial, São Gonçalo cresceu de forma meteórica. Com as grandes fazendas sendo desmembradas em sítios e chácaras, mão de obra barata e abundante, grandes áreas, além da proximidade com as então capitais federal (cidade do Rio de Janeiro) e estadual (Niterói), o que facilitava o escoamento da produção, São Gonçalo tornou-se solo fértil ao desenvolvimento.

No governo de Joaquim Lavoura, o município teve sua grande arrancada para a urbanização, com calçamento das principais vias, ligando Niterói a Alcântara, passando pelo importante bairro Parada 40. Lavoura, como é mais conhecido, governou São Gonçalo por três vezes (de 31 de janeiro de 1955 a 20 de janeiro de 1959, de 31 de janeiro de 1963 a 30 de janeiro de 1967 e de 31 de janeiro de 1973 a 12 de agosto de 1975).

São Gonçalo possui um Ceasa, mas conhecido como Ceasa do Colubandê, é uma das principais fontes de compras da cidade, como atacado e hortifrúti. Fica apenas depois do bairro do Alcântara, principal lugar de compras de São Gonçalo.

Centro de São Gonçalo ao entardecer (2015).

GeografiaEditar

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[9] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata do Rio de Janeiro.[2] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião do Rio de Janeiro, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro.[10]

RelevoEditar

 
Maciço de Itaúna

O relevo é constituído por terrenos cristalinos, divididos em maciços e colinas costeiras. Em São Gonçalo tem o maciço de Itaúna e o alto da gaia, o maciço de Itaúna e visto pela cidade toda, pela sua forma de pico e inconfundível.

 
Alto da gaia

ClimaEditar

O clima do Município de São Gonçalo é do tipo tropical, com chuvas de verão e inverno relativamente seco. As temperaturas variam relativamente ao longo do ano, tendo verões quentes e úmidos, com temperatura média de 28ºC, e picos de até 38 a 40ºC. Já o inverno é a época mais agradável na cidade, pois os dias são mais ensolarados e as temperaturas são mais amenas, ficando em média 25ºC durante o dia e 15ºC à noite. No inverno, devido à presença da Massa Polar Atlântica, oriunda da Argentina, as temperaturas durante o dia podem ficar abaixo de 20ºC e ter temperaturas mínimas nas madrugadas próximas a 10ºC.

DemografiaEditar

Crescimento populacional de São Gonçalo (fonte:IBGE)
Ano Habitantes
1991 779.832
2000 891.119
2010 999.728

Entre 2000 e 2010, a população de São Gonçalo cresceu a uma taxa média anual de 1,16%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nesta década, a taxa de urbanização do município passou de 100,00% para 99,93%. Em 2010 viviam, no município, 999.728 pessoas, segundo dados de 2010.[11]

Entre 1991 e 2000, a população do município cresceu a uma taxa média anual de 1,49%. Na UF, esta taxa foi de 1,30%, enquanto no Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do município passou de 100,00% para 100,00%.[12]

ReligiãoEditar

 
Capela da Luz, da primeira metade do século XVII, no bairro de Itaoca.

Em São Gonçalo, é realizado o maior tapete de sal em homenagem ao corpo de Cristo na América Latina.[13] São Gonçalo como a maior parte do Brasil desde seu início é de maioria católica romana mas também é conhecida por ter o maior percentual de população evangélica do Brasil pelo IBGE (a média nacional é de 20%. Especificamente em São Gonçalo, a população evangélica é de 30%). A pioneira foi a Primeira Igreja Batista em São Gonçalo, organizada pelo Rev. Dr. Manoel Avelino de Souza em 1919. Foi também em São Gonçalo, especificamente no distrito de Neves, que foi fundada a Umbanda por Zélio de Moraes. Além disso, há inúmeros templos de candomblé, um em particular ligado a Mãe Menininha do Gantois.

SubdivisõesEditar

 Ver artigo principal: Subdivisões de São Gonçalo

A cidade de São Gonçalo é dividida por cinco distritos,[14] são eles:

Delimitado pelos rios Imboaçú e Alcântara, este distrito deu origem a dois outros a partir de seu desmembramento; o primeiro, em 1920, resultou na criação do distrito de Neves, e o segundo, em 1938, na criação do distrito de Monjolos. Enquanto sede do município, foi denominado como "Vila" durante muitos anos, até que em 28 de janeiro de 1944, passou à 1º Distrito pelo Decreto-Lei Estadual 1.063.[14]

Marcado pela atividade agrícola tradicional, tem como origem a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cordeiro, criada pela Lei 311, de 4 de abril de 1844 e incorporada à São Gonçalo em 22 de setembro de 1890. No ano de 1911, a freguesia passou a ser chamada de Cordeiro apenas, e de Cordeiros a partir de março de 1938. Em dezembro do mesmo ano, o Decreto-Lei Estadual 641 altera o nome para José Mariano. Por fim, através do Decreto- Lei Estadual 1.056, de 31 de dezembro de 1943, assume o corrente nome: Ipiiba (que torna-se segundo distrito através do Decreto-Lei Estadual 1.063, de 28 de janeiro de 1944.[14]

O distrito foi criado pelo Decreto-Lei Estadual 641, em 15 de dezembro de 1938, após o desmembramento do Distrito de São Gonçalo, e passa à 3º distrito através do Decreto-Lei Estadual 1063, de 28 de janeiro de 1944. Componente deste distrito, o bairro Jardim Catarina é atualmente como o maior loteamento da América Latina.[14]

Este importante distrito forma o corredor viário que liga os acessos às cidades de Niterói e Rio de Janeiro à São Gonçalo. Foi criado através do Decreto- Lei Estadual 1.679, de 20 de dezembro de 1920, após o desmembramento do Distrito de São Gonçalo (sede), sendo designado como 4º Distrito pelo Decreto – Lei Estadual1.063, de 28 de janeiro de 1944.[14]

O local foi designado como 5º Distrito através do Decreto-Lei Estadual 1063, de 28 de janeiro de 1944. Bem como o Distrito de Neves, o 5º Distrito compõe o corredor viário que nos liga ao Rio de Janeiro e à Niterói. Vale destacar que a ponte construída, "Ponte Paraguai", foi a primeira de concreto armado na América Latina.[14]

InfraestruturaEditar

EducaçãoEditar

A cidade possui um campus universitário que se destaca: a Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Este é o maior polo especializado do estado em formação de professores, tendo como resultado mais visível a enorme quantidade de aprovados nos concursos públicos por todo o Brasil[carece de fontes?].

Foi criado, no Gradim, o Polo da Universidade Aberta do Brasil, que, no Consórcio Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro, tem cursos da Universidade Federal Fluminense (ciências da computação e matemática), Universidade Federal do Rio de Janeiro (química e física) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (administração e turismo).

Escolas públicasEditar

  • Colégio Estadual Melchiades Picanço.
  • Colégio Estadual Nilo Peçanha.
  • Escola Municipal Paulo Reglus Neves Freire.
  • Instituto de Educação Clélia Nanci.[15]
  • Escola Municipal Anísio Spínola Teixeira.
  • Escola Municipal Maria Dias.
  • Colégio Estadual Mauá.
  • Colégio Municipal Presidente Castello Branco.
  • Colégio Estadual Dom Antônio de Almeida Moraes Junior.
  • Colégio Estadual Walter Orlandine.
  • Colégio Estadual Frederico de Azevedo.
  • Escola Estadual Profª Antonieta Palmeira.
  • Escola Municipal Leonor Correia.
  • Escola Municipal Profª Aurelina Dias Cavalcanti.
  • Escola Municipal José Manna Júnior.
  • Colégio Estadual Coronel Serrado.
  • Escola Municipal Duque Estrada.
  • Escola Municipal João Cabral de Melo Neto.
  • Escola Estadual Cônego Goulard.
  • Colégio Municipal Estephânia de Carvalho.
  • Escola Municipal Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra.
  • Escola Municipal Desembargador Ronald de Souza.
  • Escola Municipal Dr. Armando Leão Ferreira.
  • Colégio Municipal Irene Barbosa Ornellas.
  • Escola Municipal Joaquim Lavoura.
  • Escola Municipal Profª Maria Amélia Areas Ferreira.
  • Escola Municipal Virgínia de Seixas Cruz.
  • Escola Municipal Filadélfia.
  • Escola Municipal Visconde de Sepetiba.
  • Escola Estadual Dr. Adino Xavier.
  • Escola Estadual Capitão Oswaldo Ornellas.
  • Colégio Estadual Ismael Branco.
  • Colégio Estadual Pandiá Calógeras.
  • Escola Estadual Municipalizada Carlos Maia.
  • Escola Estadual Municipalizada Guaxindiba.
  • Colégio Estadual Coronel Francisco Lima.
  • Colégio Estadual Santos Dias.
  • Colégio Municipal Ernani Faria.
  • Colégio Estadual Augusto Cezario Diaz Andre
  • Colégio Estadual Prfº Dalila de Oliveira Costa.
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.
  • Escola Municipal Darcy Ribeiro.

SaúdeEditar

HospitaisEditar

TransportesEditar

São Gonçalo chegou a possuir uma importante malha ferroviária que a integrava com o porto de Niterói e com o interior do estado, sendo que esta foi extinta com o tempo. Faziam parte da rede ferroviária do município as linhas da Estrada de Ferro Leopoldina e a Estrada de Ferro Maricá. A primeira foi extinta em 2008 e a segunda foi extinta em 1964 com seu último trem correndo no dia 30 de janeiro de 1964. Existe o projeto de levar a linha 3 do Metrô pelo antigo percurso da Leopoldina. O município ainda guarda estações em ruínas e a antiga oficina de tração da EFM. Curiosamente essa Oficina resistiu até a década de 1990. Período em que suas instalações foram fechadas e invadidas, criando a favela da Ferroviária no bairro de Santa Catarina. O município possuiu também um sistema de bondes conhecido como Tramway Rural Fluminense com bonde movidos a vapor e depois movidos a eletricidade, sendo implantados em 5 de outubro de 1899 ligando Neves até Alcântara. Posteriormente foram eletrificados em 1917 e erradicados na década de 1960.

Atualmente, a ligação de São Gonçalo com os outros municípios se faz por ônibus, provenientes das seguintes empresas: Rio Ita (Rio Ita, Fagundes, Tanguá, Rio Minho, Expresso Rio de Janeiro e Tanguaense); Mauá (Viação Mauá, ABC[desambiguação necessária], Icaraí e Alcântara); Viação Galo Branco (Galo Branco e Estrela); Auto Viação 1001,[16] Viação Teresópolis, Coesa; Nossa Senhora do Amparo, Inga (Rosana), Rio Ouro e Viação Asa Branca.

Além dos ônibus, as vans também são usadas. As vans municipais haviam sido proibidas entre 2009 e 2012. Atualmente, estão liberadas. Podem ser facilmente identificadas por seu adesivo azul, e seus dizeres "Transporte Alternativo", elas possuem rotas idênticas as rotas de ônibus. Também, existem linhas intermunicipais de vans, cujos veículos são identificados nas cores vermelha (com faixas diagonais brancas) (vão de São Gonçalo a Niterói ou de São Gonçalo a Itaboraí), ou vermelha e azul-claro (vão de São Gonçalo até a capital), ou vermelha e azul-escuro (vão de Alcântara até Rio Bonito).

Atualmente, o transporte municipal é de Responsabilidade do Consórcio São Gonçalo de Transportes, com ônibus padronizados em Azul, Branco e Prata tendo desenho da Igreja de São Gonçalo do Amarante na pintura. O consórcio é formado pelas empresas Icaraí (1.XXX), Rio Ouro (2.XXX), Alcântara (3.XXX), Tanguá (4.XXX), Galo Branco (5.XXX), Estrela (6.XXX), Mauá (7.XXX), Asa Branca (8.XXX) e Rosana (9.XXX).

BarcasEditar

A secretaria estadual do Ambiente e de Transporte estudam a viabilidade da instalação de um terminal hidroviário em São Gonçalo, medida esta que possibilitaria a ligação via barcas entre o município e a Praça XV, na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo das medidas é oferecer soluções a curto prazo para a melhoria dos serviços prestados pela CCR Barcas, em especial na linha Rio-Niterói, na medida em que mais da metade dos passageiros dessa linha são oriundos de São Gonçalo. O outro impacto positivo dessa medida seria desafogar trânsito entre Niterói e São Gonçalo, pois metade das linhas de ônibus de São Gonçalo fazem ligação para Niterói, sendo que a metade desses passageiros visam a fazer a travessia para a cidade do Rio, e, por sua vez, metade das ônibus que possuem ponto final no Terminal Rodoviário João Goulart no Centro de Niterói fazem ligação com os bairros de São Gonçalo.

Em princípio, a estação de São Gonçalo ficaria no bairro do Gradim, mas estudos já realizados mostraram que só a dragagem da margem da Baía da Guanabara na região exigiria investimentos de mais de 40 000 000 de reais, enquanto que o terreno próximo ao Piscinão de São Gonçalo, na foz do Rio Imboaçu, próximo ao Piscinão de São Gonçalo, ofereceria uma alternativa mais viável.[17]

ComércioEditar

 
São Gonçalo (década de 1970). Arquivo Nacional.
 
Foto aérea, em destaque São Gonçalo Shopping

A cidade possui um vasto setor comercial com grandes redes de supermercados (Guanabara, Extra, Carrefour, entre outros); Três grandes shopping centers (Partage Shopping São Gonçalo, no centro da cidade; São Gonçalo Shopping no bairro Boa Vista, às margens da BR 101 e Pátio Alcântara no bairro homônimo); grande destaque também para diversas redes de lojas de departamentos.

TurismoEditar

O turismo na cidade não é muito grande em comparação a cidades vizinhas, como Niterói e Rio de Janeiro, muito em questão dos poucos pontos turísticos na cidade.[18] Além disso, muitos gonçalenses criticam a má preservação da prefeitura da cidade com relação aos pontos turísticos. A Fazenda do Colubandê, por exemplo, é considerada abandonada pelos moradores após a saída da 7ºBPM do local. Em 2015, a Fazenda foi saqueada, perdendo monumentos e objetos históricos.[19]

Entre os principais pontos turísticos da cidade estão:

 
Pescador na Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista.
 
A Fazenda do Colubandê foi construída por colonos portugueses em 1618, sendo a construção mais antiga existente na cidade.
  • Teatro Sesc - São Gonçalo
  • Teatro Municipal - São Gonçalo
  • Praia das Pedrinhas
  • Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas
  • Praia da Luz
  • Vulcão Maciço do Itaúna
  • São Gonçalo Shopping
  • Museu da Imigração - Ilha das Flores
  • Museu de Artes
  • Fazenda do Colubandê
  • Fazenda Engenho Novo - Monjolos
  • Estádio do Catarinão
  • Paróquia de São Gonçalo do Amarante
  • Shopping Partage - São Gonçalo
  • Shopping Pátio Alcântara
  • Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra
  • Praça Zé Garoto
  • Praça dos Ex-Combatentes
  • Piscinão de São Gonçalo
  • Batalha do Tanque - Roda Cultural
  • Reserva Ecológica Engenho Pequeno

EsporteEditar

A cidade de São Gonçalo tem 3 clubes de futebol, Gonçalense Futebol Clube , São Gonçalo Futebol clube e São Gonçalo Esporte Clube.

O Gonçalense Futebol Clube e São Gonçalo Futebol Clube disputam a segunda divisão do Campeonato do Rio de Janeiro. Já o São Gonçalo Esporte Clube disputa a terceira divisão do Campeonato do Rio de Janeiro.

Em 2014, o Gonçalense Futebol Clube anunciou a construção de um estádio, o Catarinão, com capacidade prevista para 43.000 lugares. Porém, por motivos internos, a construção não foi concluída.[20] Atualmente, o estádio possui uma capacidade de 18.000 lugares, porém recebe apenas jogos de categorias de base do time.

Além dos clubes de futebol temos uma nova modalidade de esporte tomando conta da cidade, o esporte eletrônico. Após atividades da Unity eSports, a cidade se tornou referência no Rio de Janeiro em League of Legends. O Campeonato Gonçalense de League of Legends já é em sua segunda edição, a maior competição presencial da modalidade no país com 32 equipes participantes na Zion - Escola de Entretenimento no dia 20 de agosto de 2017.[21]

Temos também atletas paralímpicos na cidade, o atleta Fábio Bordignon (São Gonçalo, 20 de junho de 1992) é um atleta paralímpico brasileiro que começou sua trajetória no futebol de 7 paralímpico.

Teve muitas conquistas individuais e coletivas no futebol de 7 pelos clubes que passou e pela Seleção Brasileira, depois de ter poucas oportunidades na seleção no futebol de 7, decidiu migrar para o atletismo para manter a forma física, já que com a falta de oportunidade estava abalando o seu psicológico e com isso estava ficando fora de forma, e depois de alguns treinos viu que levava jeito para ser velocista.

Conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro representando seu país na categoria 100 metros rasos T35 masculino.

Conquistou a medalha de Ouro nos Jogos Parapan-Americanos de 2019, obtendo o Record parapanamericano e também o bronze nos 200 metros rasos na mesma edição.

Datas comemorativasEditar

São Gonçalo tem duas datas comemorativas: a primeira é o aniversário da emancipação do município, que é comemorado no dia 22 de setembro, quando é realizado anualmente, o desfile cívico que acontece no Centro; o segundo é o dia 10 de janeiro, o dia em homenagem ao padroeiro do município, São Gonçalo de Amarante, na Igreja Matriz.[22]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «São Gonçalo». Consultado em 6 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2018 
  2. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «São Gonçalo - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 6 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 6 de dezembro de 2018 
  4. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 29 de julho de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  5. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 5 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 5 de janeiro de 2019 
  6. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 12.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  8. Revolta da Cachaça InfoEscola.
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