SMS Erzherzog Franz Ferdinand

foi um couraçado pré-dreadnought operado pela Marinha Austro-Húngara e a primeira embarcação da Classe Radetzky

O SMS Erzherzog Franz Ferdinand foi um couraçado pré-dreadnought operado pela Marinha Austro-Húngara e a primeira embarcação da Classe Radetzky, seguido pelo SMS Radetzky e SMS Zrínyi. Nomeado em homenagem ao arquiduque Francisco Fernando, sua construção começou em setembro de 1907 nos estaleiros da Stabilimento Tecnico Triestino e foi lançado ao mar um ano depois, sendo comissionado na frota austro-húngara em junho de 1910. Era armado com quatro canhões de 305 milímetros montados em duas torres de artilharia duplas, possuía um deslocamento carregado de mais de dezesseis mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de vinte nós.

SMS Erzherzog Franz Ferdinand
NH 87139.tif
 Áustria-Hungria
Operador Marinha Austro-Húngara
Fabricante Stabilimento Tecnico Triestino
Custo Kr 40 milhões
Homônimo Francisco Fernando da Áustria
Batimento de quilha 12 de setembro de 1907
Lançamento 8 de setembro de 1908
Comissionamento 5 de junho de 1910
Descomissionamento 31 de outubro de 1918
Destino Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Couraçado pré-dreadnought
Classe Radetzky
Deslocamento 16 100 t (carregado)
Maquinário 2 motores de tripla-expansão
12 caldeiras
Comprimento 138,8 m
Boca 25 m
Calado 8,1 m
Propulsão 2 hélices
- 19 800 cv (14 600 kW)
Velocidade 20 nós (38 km/h)
Autonomia 4 000 milhas náuticas a 10 nós
(7 400 km a 19 km/h)
Armamento 4 canhões de 305 mm
8 canhões de 240 mm
20 canhões de 100 mm
6 canhões de 66 mm
4 canhões de 47 mm
3 tubos de torpedo de 450 mm
Blindagem Cinturão: 100 a 230 mm
Torres de artilharia: 60 a 250 mm
Torre de comando: 100 a 250 mm
Convés: 48 mm
Casamatas: 120 mm
Anteparas: 54 mm
Tripulação 890

Seu serviço em tempos de paz consistiu principalmente de exercícios no Mar Mediterrâneo. Com o início da Primeira Guerra Mundial, o Erzherzog Franz Ferdinand participou do Bombardeio de Ancona em maio de 1915. Entretanto, teve pouco o que fazer pelo restante do conflito devido a Barragem de Otranto, permanecendo a maior parte do tempo atracado em Pola. Em outubro de 1918, com a derrota iminente, a Áustria-Hungria entregou sua frota para o Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios, porém essa transferência não foi reconhecida pelo Armistício de Villa Giusti. Ele foi entregue a Itália sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye de 1919 e depois desmontado.

CaracterísticasEditar

 Ver artigo principal: Classe Radetzky
 
Diagrama do Erzherzog Franz Ferdinand

O Erzherzog Franz Ferdinand tinha 138,8 metros de comprimento, boca de 24,6 metros e calado de 8,1 metros. Possuía um deslocamento projetado de 14 741 toneladas,[1] porém podia chegar em até 16,1 mil toneladas quando carregado. Seu sistema de propulsão era composto por doze caldeiras Yarrow que impulsionavam dois motores de tripla-expansão com quatro cilindros,[2] que chegavam a produzir um total de 19,8 mil cavalos-vapor (14,6 mil quilowatts) de potência.[1][3] O Erzherzog Franz Ferdinand foi o primeiro navio de guerra da Áustria-Hungria a ser equipado com caldeiras que também podiam funcionar com óleo combustível.[4] Era capaz de chegar a uma velocidade máxima de 20,5 nós (38 quilômetros por hora).[1][3] Ele carregava 1 350 toneladas de carvão, o que permitia um alcance de quatro mil milhas náuticas (7,4 mil quilômetros) a uma velocidade de dez nós (dezenove quilômetros por hora).[2]

A bateria principal de artilharia do Erzherzog Franz Ferdinand consistia em quatro canhões Škoda K/10 de 305 milímetros montados em duas torres de artilharia duplas, uma na dianteira da superestrutura e outra a ré.[1][3] Seus armamentos secundários tinham oito canhões de 240 milímetros em quatro torres duplas instaldas duas em cada lado da superestrutura, enquanto a bateria terciária continha vinte canhões Škoda L/50 de cem milímetros em casamatas, dois canhões Škoda L/18 de 66 milímetros e quatro canhões Škoda L/44 de 47 milímetros.[3] Uma reforma em 1917 instalou quatro canhões antiaéreos Škoda K/16 de 66 milímetros.[5] Por fim, o couraçado foi equipado com três tubos de torpedo de 450 milímetros, dois instalados na proa e o último na popa. Sua blindagem consistia em um cinturão principal que ficava entre cem e 230 milímetros de espessura, enquanto atrás ficava uma antepara de torpedos de 54 milímetros. O convés era protegido por uma blindagem de 48 milímetros. As torres principais eram blindadas com laterais de 250 milímetros e tetos de sessenta milímetros, já as torres secundárias tinham laterais de duzentos milímetros e tetos de cinquenta milímetros. Por sua vez, as casamatas eram protegidas por placas de 120 milímetros.[2]

HistóriaEditar

ConstruçãoEditar

 
Um cartão postal de 1908 do Erzherzog Franz Ferdinand em seus testes marítimos

O Erzherzog Franz Ferdinand foi construído pela Stabilimento Tecnico Triestino em Trieste. Seu batimento de quilha aconteceu no dia 12 de setembro de 1902 e ele foi lançado ao mar em 8 de setembro do ano seguinte.[2] A madeira de teca usada em seu convés foi o único material que a Áustria-Hungria comprou fora do país para construí-lo.[4] Ele foi rebocado para Muggia um mês depois do lançamento para que fosse finalizado. O navio acabou se soltando de suas amarras durante uma noite de grande tempestade; como não havia tripulantes a bordo, o Erzherzog Franz Ferdinand ficou à deriva por várias horas até finalmente encalhar perto de Izola. A Marinha Austro-Húngara o localizou na manhã seguinte e iniciou os trabalhos para reflutuá-lo.[6] Sua finalização foi atrasada por uma greve de soldadores em 1908 e depois por uma greve de rebitadores em 1909.[7] O Erzherzog Franz Ferdinand foi o primeiro membro da Classe Radetzky a ser completado[8] e foi comissionado na frota austro-húngara em 5 de junho de 1910.[2]

Tempos de pazEditar

O navio foi designado para integrar a 1ª Esquadra de Batalha da Marinha Austro-Húngara, sob o comando do contra-almirante Alois von Kunsti. O Erzherzog Franz Ferdinand, juntamente com seu irmão SMS Radetzky e o SMS Erzherzog Ferdinand Max, partiu em 28 de fevereiro de 1911 para um cruzeiro pelo Mediterrâneo Oriental. Eles passaram pelos portos de Argostoli, Cefalônia, Vólos, Salonica, Cavala, Esmirna, Zacinto e Corfu entre 3 de março e 26 de abril. Enquanto estavam em Corfu, no dia 25 de abril, o comandante da flotilha austro-húngara, seu estado-maior e o comandante do Erzherzog Franz Ferdinand foram recebidos pelo imperador Guilherme II da Alemanha, que depois visitou o couraçado pessoalmente. As embarcações retornaram para casa quatro dias depois.[9] O arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-húngaro e homônimo do navio, comandou manobras de treinamento a bordo do couraçado entre 22 e 26 de agosto perto de Zara.[10]

O Erzherzog Franz Ferdinand partiu em outro cruzeiro de treinamento pelo Mediterrâneo Oriental em 1912, desta vez na companhia de seus dois irmãos.[2] Os três couraçados mais o contratorpedeiro SMS Streiter deixaram Pola em 26 de março e seguiram para a Grécia. Eles primeiro pararam em Fasana e depois em diversos portos gregos pelo Mar Jônico; em Patras eles se juntaram ao cruzador blindado SMS Kaiserin und Königin Maria Theresia e depois passaram por Corinto, Itea, Navarino, Zacinto, Argostoli e Cefalônia. Toda a força retornou para a Áustria-Hungria no dia 28 de abril.[10] Os três couraçados da Classe Radetzky, juntamente com o cruzador de reconhecimento SMS Admiral Spaun, o cruzador protegido SMS Aspern e mais dois contratorpedeiros da Classe Huszár, partiram em 4 de novembro para um cruzeiro pelo Levante, ao mesmo tempo que visitaram regiões devastadas pelas Guerras dos Balcãs.[11] O Erzherzog Franz Ferdinand, o Radetzky e os contratorpedeiros se separaram dos navios restantes em 8 de novembro e seguiram para Esmirna, onde permaneceram até o dia 24. O couraçado acabou voltando sozinho para Pola em 28 de novembro.[10]

Guerra dos BálcãsEditar

O Erzherzog Franz Ferdinand e seus irmãos participaram em 1913 de uma demonstração naval internacional no Mar Jônico em protesto a Primeira Guerra Balcânica.[12] Navios de outras marinhas incluíram o couraçado pré-dreadnought britânico HMS King Edward VII, o couraçado pré-dreadnought italiano Ammiraglio di Saint Bon, o cruzador blindado francês Edgar Quinet e o cruzador rápido alemão SMS Breslau.[13] A ação mais importante realizada pela flotilha combinada, que estava sob o comando do almirante britânico Cecil Burney, foi o bloqueio do litoral de Montenegro. O objetivo do bloqueio era impedir que reforços sérvios apoiassem o Cerco de Escodra,[14] onde os montenegrinos estavam sitiados por uma força albanesa e otomana. Devido à pressão gerada pelo bloqueio, a Sérvia recuou seu exército de Escodra, que foi ocupada por uma força aliada.[15]

As três embarcações da Classe Radetzky deixaram a base naval de Pola em 19 de março de 1913 e chegaram na cidade montenegrina de Meljine, na entrada da Baía de Cátaro, dois dias depois. Em conexão ao bloqueio internacional do litoral montenegrino, os couraçados austro-húngaros seguiram para Antivari em 2 de abril, em seguida se deslocando para a foz do rio Bojana no dia seguinte, onde os outros navios estrangeiros da força de protesto estavam esperando. O Erzherzog Franz Ferdinand separou-se do grupo e ficou estacionado no vilarejo de San Giovanni di Medua entre 16 e 22 de abril. O navio fez uma breve passagem pela base de Teodo e depois retornou para San Giovanni di Medua, permanecendo estacionado no local até o dia 12 de maio, depois do qual ficou atracado no estuário do Bojana até 14 de junho. Ele retornou para Pola no dia seguinte.[16]

Os primeiros hidroaviões usados em combates, da fabricante francesa Donnet-Lévêque, foram operados do Erzherzog Franz Ferdinand e seu dois irmãos durante o bloqueio. Entretanto, a Marinha Austro-Húngara não ficou satisfeita com seus desempenhos, pois os navios não tinham espaço suficiente, além da falta de guindastes por onde poderiam facilmente içar os aviões de volta para o convés. As aeronaves foram depois transferidas para um espaço da marinha em Teodo.[15] Os novos couraçados dreadnought da Classe Tegetthoff começaram a entrar em serviço em 1913 e os navios da Classe Radetzky foram transferidos para a 2ª Divisão da 1ª Esquadra.[17]

Primeira GuerraEditar

 
O Erzherzog Franz Ferdinand junto com o barco torpedeiro SMS 86 F

O arquiduque Francisco Fernando foi assassinado em 28 de junho de 1914 no evento que causou o início da Primeira Guerra Mundial.[18] Na época, os couraçados da Marinha Austro-Húngara consistiam na Classe Radetzky, nos dreadnoughts da Classe Tegetthoff e nos pré-dreadnoughts mais antigos das classes Habsburg e Erzherzog Karl. Junto com o restante da frota, o Erzherzog Franz Ferdinand foi mobilizado no final de julho com o objetivo de apoiar a fuga dos cruzadores alemães Breslau e SMS Goeben. As duas embarcações partiram de Messina, na Itália, que estava cercada por navios britânicos, e foram para o Império Otomano. A flotilha austro-húngara navegou até Brindisi e depois retornaram para casa, sem nunca terem entrado em combate.[19]

Em 23 de maio de 1915, apenas algumas horas depois da Itália ter declarado guerra contra a Áustria-Hungria, o Erzherzog Franz Ferdinand e o resto da frota deixaram a base naval de Pola com o objetivo de bombardear o litoral italiano.[20][21] Seu foco era o importante centro militar da cidade de Ancona. O ataque foi realizado na manhã do dia seguinte sem nenhum tipo de resistência e foi um grande sucesso. O bombardeio da província de Ancona infligiu enormes danos para a infraestrutura portuária de Ancona e cidades vizinhas, com o pátio ferroviário e instalações portuárias tendo sido danificadas ou destruídas. Baterias terrestres também foram desabilitadas. Alvos adicionais incluíram molhes, armazéns, tanques de combustível, estações de rádio e alojamentos militares. No total, 63 civis e militares italianos foram mortos na ação.[22] Navios italianos partiram de Brindisi e Taranto para interceptarem os agressores, porém a frota austro-húngara já tinha voltado para Pola quando essas embarcações chegaram em Ancona.[23]

O objetivo do bombardeio era retardar o Exército Real Italiano na implementação de suas forças ao longo da fronteira com a Áustria-Hungria, realizando isto por meio da destruição de sistemas de transporte.[21] O ataque surpresa contra Ancona conseguiu retardar por duas semanas a implementação italiana na fronteira. Essa atraso deu à Áustria-Hungria tempo precioso para fortalecer suas forças na fronteira e transferir algumas de suas tropas dos frontes oriental e balcânico.[24] O único dano que o Erzherzog Franz Ferdinand sofreu nesse período ocorreu quando ele colidiu com um contratorpedeiro em 30 de maio em Pola, enquanto os dois estavam tentando evitar um ataque aéreo italiano.[25]

Com exceção do ataque contra Ancona, a força principal da Marinha Austro-Húngara passou toda a duração da guerra atracada em Pola.[12][26] Suas operações foram limitadas pelas estratégias do grande almirante Anton Haus, o Comandante da Marinha, que acreditava que ele deveria proteger os navios caso a Itália atacasse a costa da Dalmácia. Como o escasso carvão era priorizado para os couraçados da Classe Tegetthoff, o Erzherzog Franz Ferdinand e o restante da Marinha Austro-Húngara atuaram como uma frota de intimidação até o final da guerra. Isto foi reforçado pela Barragem de Otranto imposta pelos Aliados.[27] Haus, com uma escassez de carvão e suas forças impedidas de deixarem o Mar Adriático, baseou sua estratégia naval na colocação de minas navais e ataques de u-boots para tentar reduzir a superioridade numérica do inimigo.[28]

Pós-guerraEditar

Em outubro de 1918, com a Áustria-Hungria a beira da derrota, o governo tentou transferir a maior parte de sua frota para o Estado dos Eslovenos, Croatas e Sérvios,[12] porém essa transferência não foi reconhecida pelos termos do Armistício de Villa Giusti, que encerrou o conflito entre italianos e austro-húngaros. A Itália originalmente queria tomar o controle dos três dreadnoughts sobreviventes da Classe Tegetthoff, porém mergulhadores italianos conseguiram afundar o SMS Viribus Unitis três dias antes do armistício entrar em vigor. O Erzherzog Franz Ferdinand acabou sendo entregue em seu lugar,[29] com a embarcação sendo desfilada em Veneza em março de 1919 como prêmio de guerra.[30] Ele foi formalmente cedido à Itália sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye e acabou desmontado em 1926 enquanto ainda estava sob custódia italiana.[12]

Referências

  1. a b c d Sokol 1968, p. 151
  2. a b c d e f Sieche 1985, p. 332
  3. a b c d Ireland 1996, p. 12
  4. a b Sondhaus 1994, p. 211
  5. Friedman 2011
  6. «Austrian Battleship Ashore». The New York Times: 4. 24 de outubro de 1908 
  7. Sondhaus 1994, p. 181
  8. Koburger 2001, p. 25
  9. Jaskuła 2009, pp. 55–56
  10. a b c Jaskuła 2009, p. 56
  11. Sondhaus 1994, p. 207
  12. a b c d Hore 2006a, p. 84
  13. Vego 1996, p. 151
  14. Vego 1996, pp. 151–152
  15. a b Vego 1996, p. 152
  16. Jaskuła 2009, p. 57
  17. Sieche 1985, pp. 332–333
  18. Albertini 1980, p. 460
  19. Halpern 1995, p. 54
  20. Halpern 1995, p. 144
  21. a b Sokol 1968, p. 107
  22. Sokol 1968, pp. 107–108
  23. Hore 2006b, p. 180
  24. Sokol 1968, p. 109
  25. «Austrians Lose a Destroyer». The New York Times: 2. 7 de junho de 1915 
  26. Miller 1916, p. 396
  27. Halpern 1995, p. 140
  28. Halpern 1995, p. 141
  29. Sondhaus 1994, p. 357
  30. Koburger 2001, p. 121

BibliografiaEditar

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Ligações externasEditar