SMS Helgoland (1912)

O SMS Helgoland foi um navio cruzador de reconhecimento operado pela Marinha Austro-Húngara e a segunda embarcação da Classe Novara, depois do SMS Saida e seguido pelo SMS Novara. Sua construção começou em outubro de 1911 nos estaleiros da Ganz-Danubius e foi lançado ao mar em novembro do ano seguinte, sendo comissionado na frota austro-húngara em setembro de 1914.[1] Era armado com nove canhões de cem milímetros, possuía um deslocamento de mais de três mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 27 nós.[1][2]

SMS Helgoland
SMS Helgoland Kopie.jpg
Carreira  Áustria-Hungria
Operador Marinha Austro-Húngara
Fabricante Ganz-Danubius, Fiume
Homônimo Batalha da Heligolândia
Batimento de quilha 28 de outubro de 1911
Lançamento 23 de novembro de 1912
Comissionamento 5 de setembro de 1914
Estado Cedido à Itália
Carreira  Itália
Nome Brindisi
Operador Marinha Real Italiana
Homônimo Brindisi
Aquisição 19 de setembro de 1920
Comissionamento junho de 1921
Descomissionamento 11 de março de 1937
Destino Desmontado
Características gerais
Tipo de navio Cruzador de reconhecimento
Classe Novara
Deslocamento 3 600 t
Maquinário 2 turbinas a vapor
16 caldeiras
Comprimento 130,6 m
Boca 12,8 m
Calado 4,6 m
Propulsão 2 hélices
- 25 600 cv (18 800 kW)
Velocidade 27 nós (50 km/h)
Autonomia 1 600 milhas náuticas a 24 nós
(3 000 km a 44 km/h)
Armamento 9 canhões de 100 mm
1 canhão antiaéreo de 66 mm
1 canhão de 47 mm
12 tubos de torpedo de 533 mm
Blindagem Cinturão: 60 mm
Convés: 20 mm
Torre de comando: 60 mm
Tripulação 340
Disambig grey.svg Nota: Para o couraçado alemão homônimo, veja SMS Helgoland.

O Helgoland entrou em serviço um mês depois do início da Primeira Guerra Mundial e teve uma carreira relativamente ativa. Ele participou do Bombardeio de Ancona em maio de 1915[3] e foi frequentemente usado em vários ataques contra a Barragem de Otranto e navios comerciais inimigos.[4] Essas operações culminaram com a Batalha do Estreito de Otranto em maio de 1917, em que ele ajudou afundar várias traineiras britânicas.[5] O Helgoland também se envolveu no Motim de Cátaro em janeiro de 1918, quando foi o alvo de tiro de vários cruzadores blindados amotinados.[6]

A Áustria-Hungria foi derrotada em novembro de 1918 com a assinatura do Armistício de Villa Giusti[7] e o Helgoland foi inicialmente transferido para a Iugoslávia.[8] Entretanto, sob os termos do Tratado de Saint-Germain-en-Laye de setembro de 1919, ele foi cedido à Itália. Foi renomeado para Brindisi e comissionado na Marinha Real Italiana em junho de 1921. Ele inicialmente serviu em uma esquadra no Mar Mediterrâneo até 1924,[2] quando foi transferido para a Líbia por um ano, depois retornando para a Itália. Foi tirado do serviço em março de 1937 e depois desmontado.[9]

Referências

  1. a b Gardiner & Gray 1985, p. 336
  2. a b Fraccaroli 1976, p. 317
  3. Sondhaus 1994, pp. 274–275
  4. Halpern 1994, p. 154
  5. Halpern 1994, pp. 163–164
  6. Halpern 2004, pp. 48–53
  7. Gardiner & Gray 1985, p. 329
  8. Halpern 1994, p. 177
  9. Fraccaroli 1976, pp. 317–318

BibliografiaEditar

  • Fraccarolli, Aldo (1976). «Question 14/76: Details of Italian Cruiser Brindisi». Toledo: International Naval Research Organization. Warship International. XIII (4). ISSN 0043-0374 
  • Gardiner, Robert; Gray, Randal (1985). Conway's All the World's Fighting Ships 1906–1921. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 0-85177-245-5 
  • Halpern, Paul (1994). A Naval History of World War I. Annapolis: Naval Institute Press. ISBN 1-55750-352-4 
  • Halpern, Paul (2004). «The Cattaro Mutiny, 1918». In: Bell, Christopher M.; Elleman, Bruce A. Naval Mutinies of the Twentieth Century: An International Perspective. Londres: Frank Cass. ISBN 0-7146-5460-4 
  • Sondhaus, Lawrence (1994). The Naval Policy of Austria-Hungary, 1867–1918. West Lafayette: Purdue University Press. ISBN 978-1-55753-034-9 

Ligações externasEditar

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