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Sabinópolis

município brasileiro do estado de Minas Gerais
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Sabinópolis é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce e sua população estimada em 2018 era de 15 525 habitantes.[1]

Município de Sabinópolis
"Terra da Mandioca"
Igreja Matriz de São Sebastião

Igreja Matriz de São Sebastião
Bandeira indisponível
Brasão de Sabinópolis
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Fundação 24 de fevereiro de 1924 (95 anos)
Gentílico sabinopolense[1]
Padroeiro(a) São Sebastião[2]
CEP 39750-000 a 39754-999[3]
Prefeito(a) Elzio Maria de Pinho (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Sabinópolis
Localização de Sabinópolis em Minas Gerais
Sabinópolis está localizado em: Brasil
Sabinópolis
Localização de Sabinópolis no Brasil
18° 39' 57" S 43° 05' 02" O18° 39' 57" S 43° 05' 02" O
Unidade federativa Minas Gerais
Região intermediária

Governador Valadares IBGE/2017[4]

Região imediata

Guanhães IBGE/2017[4]

Municípios limítrofes São João Evangelista, Guanhães, Materlândia, Senhora do Porto, Dom Joaquim, Paulistas, Alvorada de Minas e Serro
Distância até a capital 270 km
Características geográficas
Área 919,811 km² [1]
Distritos Euxenita, Quilombo e Sabinópolis (sede)[5]
População 15 525 hab. estatísticas IBGE/2018[1]
Densidade 16,88 hab./km²
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,638 médio PNUD/2010[6]
PIB R$ 179 694,06 mil IBGE/2016[7]
PIB per capita R$ 11 258,32 IBGE/2016[7]

HistóriaEditar

 
Praça Monsenhor Amantino
 
Aspecto da cidade
 
Vista parcial do distrito de Euxenita, com a Igreja de Santa Rita em segundo plano.

O município de Sabinópolis foi criado pela lei estadual número 843 de 07 de setembro de 1923, porém sua emancipação se deu em 24 de fevereiro de 1924, quando se separou do município do Serro.

No ato de sua emancipação, Sabinópolis teve quatro distritos, a saber: Sede, Euxenita (antigo povoado do Patrimônio), Quilombo (antigo povoado de São José dos Quilombos) e São José dos Paulistas. Este último distrito se emancipou no ano de 1953 passando a se denominar apenas por Paulistas.

O povoamento da região, onde hoje é a sede do município, iniciou-se por volta do ano de 1805, quando um casal de fazendeiros do Serro doaram terras na região para quem ali quisesse se fixar. Com esse gesto, Joaquim José Gouveia e sua esposa Francisca Vitória de Almeida e Castro doaram terras para aqueles que manifestavam interesse em ali se fixarem. Muitas pessoas que se encontravam na região da cidade de Diamantina e que se dirigiram para esta devido sua fama promovida pela mineração de pedras preciosas vislumbraram neste gesto a chance de se tornarem detentores de terras no terreno concedido pelo casal. A fama dos diamantes explorados no século XVII e XVIII trouxe para a região aurífera ao redor do pico do Itambé um grande número de pessoas (forasteiros, mineradores) que acreditavam no enriquecimento fácil. Porém, o que foi percebido é que com o declínio da produção de diamantes, esses homens passaram a se dedicarem a uma nova atividade econômica – a agropecuária. Dessa forma, no início do século XIX, a área de confluência do ribeirão Almeida com o Rio Correntes passou a ser povoada, formando o Arraial de São Sebastião dos Correntes.

O desenvolvimento do povoado não demorou muito e já no ano de 1829 tivemos a criação do Primeiro Cartório de Registro Civil, sendo o primeiro juiz de paz o senhor Antônio Borges Monteiro Júnior, natural de Vila do Príncipe do Serro Frio, atual município do Serro. Consta no livro “Termos de Reconciliação” a data do Termo de Abertura de 29 de agosto de 1829.

No ano de 1840, o povoado que possuía a posição de curato foi elevado a paroquia, passando a se tornar distrito do Serro conforme a lei provincial número 184, em seu artigo 1º do parágrafo 11º de 12 de março do referido ano. Porém, em 1845, o distrito de São Sebastião dos Correntes voltou a condição de curato, ou seja, povoado. Este fato ocorreu devido a reflexos dos conflitos políticos entre conservadores e liberais no Brasil. Somente um ano depois, pela lei provincial de número 288 de 12 de março de 1846 é que foi restaurada a Freguesia de São Sebastião dos Correntes e que conservaria os antigos limites de sua criação, conforme a lei de 1840.

O desenvolvimento da Vila de São Sebastião dos Correntes até a sua emancipação ocorreu de forma lenta se comparar aos primeiros 30 anos de sua criação. O primeiro recenseamento populacional realizado em São Sebastião dos Correntes no ano de 1.866 consta um total de 3.893 habitantes sendo, 3.015 pessoas livres (1.470 homens e 1.545 mulheres) e 878 escravos (525 homens e 353 mulheres). No ano de 1.970 o senso era de 15800 pessoas sendo que cerca de 11000 habitantes viviam na zona rural da cidade. No senso de 2.010 éramos 15.704 habitantes e 10.136 vivam na zona urbana e 5.568 na zona rural. Hoje se estima que somos 15.961 habitantes.

A economia local de 1.866 girava em torno das atividades agrícolas e pecuárias como feijão, café, rapadura, queijo, toucinho e carne de sol. Estes produtos aqui produzidos eram levados para o Serro e por seguinte à Diamantina e desta cidade vinha pano, sal, trigo e outros produtos de primeira necessidade ou de luxo.

O vilarejo era carente de instituições de ensino. As crianças e jovens aprendiam a ler e escrever através do ensino que era ministrado de forma particular nas residências. Os pais que possuíam uma melhor condição financeira enviavam seus filhos para escolas ligadas a Irmandades religiosas nas cidades do Serro, Diamantina, Conceição do Mato Dentro e Caraça, em que ficavam na condição de internos. Por anseio da população local, foi criado através do decreto estadual número 2.947, de 25 de setembro de 1910 a autorização para a criação de um grupo escolar que foi erguido com o apoio financeiro da população que passou a funcionar na praça central ao lado da igreja matriz. Era o Grupo Escolar Sabino Barroso que funcionava o primário, da primeira à quarta série (hoje os anos iniciais do segundo ao quinto ano do fundamental I). Na primeira metade dos anos 1950 foi organizado sob a liderança do pároco Monsenhor José Amantino dos Santos a fundação da Sociedade Ginásio de Monsenhor José Amantino. Novamente a população do município ajudou ativamente com doações para a edificação da nova instituição. O Ginásio funcionou de forma particular até a sua estadualização pela lei nº 3.909 de 22 de dezembro de 1964, passando a ser denominado Escola Estadual Monsenhor José Amantino dos Santos. Hoje o Ginásio, como é conhecido, atende as turmas do ensino fundamental II e ensino médio. A cidade conta também com a Escola Estadual Patrício Paes de Carvalho que foi criada através do decreto da ALMG n º 7683 de 23/06/1964. Nesta são atendidos alunos do fundamental I e atualmente funciona atendendo alunos do fundamental II. Além destas instituições estaduais o município possui escolas de ensino técnico de contabilidade, enfermagem e magistério além de duas escolas particulares que atendem do ensino maternal ao médio.

O município de Sabinópolis foi criado pela lei estadual número 843 de 7/09/1923, vindo a emancipar-se em 24/02/1924. Ao emancipar-se do Serro, Sabinópolis passou a ter 4 distritos. Euxenita (conhecida como Santa Rita em homenagem a padroeira do local), distrito de Quilombo, o distrito Sede e o distrito de São José dos Paulistas, (emancipado em 1953 com o nome de Paulistas). Tem atualmente como vizinhos os municípios de São João Evangelista, Paulistas, Guanhães, Serro, Materlândia, Dom Joaquim, Alvorada de Minas e Senhora do Porto.

O nome do município é uma homenagem ao político Sabino Barroso (deputado, senador e ministro).

Sabinópolis também dispõe de rico acervo histórico, constituído principalmente de bens imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal. Entre eles, pode-se destacar o prédio da Escola Municipal de 2º Grau e o Sobrado Barroso, residência onde nasceu o pai do famoso compositor Ari Barroso.

O município caracteriza-se ainda por possuir uma grande área rural, responsavél em parte pela economia da cidade.

GeografiaEditar

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[8] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Governador Valadares e Imediata de Guanhães.[4] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guanhães, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.[9]

TurismoEditar

A principal atração do município é a Festa de Nossa Senhora do Rosário, que acontece no mês de agosto. A "Festa de Agosto", como é conhecida pela população, conta com o cortejo de reinado, caboclos, marujos, bumba-meu-boi e tococru, além de variados espetáculos em praça pública. Vale a pena conferir.

HistóricoEditar

 
Sobrado Barroso
 
Igrejinha do Rosário

Tudo começou aqui, hoje é a matriz de São Sebastião, já foi uma pequena capela protegida pelo mesmo santo e em volta dela se formou o arraial de São Sebastião dos Correntes. Em 1924 virou Sabinópolis, uma homenagem ao bom filho Sabino Barroso que levou o nome da cidade aos quatro cantos do país.O tempo passou! Tá certo que aqui um pouco mais devagar, ainda bem que essa gente não esqueceu como é bom um dedinho de prosa. O futuro chegou, mas o passado está presente em cada cantinho de Sabinópolis, em cada passo do nosso povo, em cada sorriso da nossa juventude, temos orgulho sim, desta terra. Foi graças a este espírito de resistência que Sabinópolis, mantêm viva as tradições que estão se perdendo por este mundo afora.

A festa de nossa senhora do rosário foi fundada em 15 de agosto de 1943 e todos os anos a cidade recebe visitantes, os filhos, os amigos dos filhos para homenagear nossa Senhora do Rosário, com passos acelerados, ritmos alegres ao som da sanfona e dos tambores, são os grupos folclóricos participando da festa. Para nós, agosto é tempo de festa. Os primeiros festeiros foram Lermino Caldeira e Maria Roque Abreu. A Festa foi celebrada pelo Padre José Amantino dos Santos, Vigário da Paróquia de São Sebastião de Sabinópolis naquela época.

PirotecniaEditar

Não há festas sem fogos de artifício. Tem sido assim desde a antiga Roma e em Sabinópolis à pirotecnia tem história.

O interesse do homem pelos fogos de artifício é muito antigo.

Os chineses e egípcios já se dedicavam a pirotecnia bem antes do império romano. Antes da invenção da pólvora os fogos volantes e os estrondos eram produzidos com o emprego do salitre, quando ainda eram desconhecidos seus efeitos e propriedades.

Com a pólvora, tomaram novo incremento pela aplicação que se dá a esse explosivo e transformou-se em atração das festas romanas daquela época.

Entrou em decadência com a queda do império e renasceu a partir dos séculos XI e XII com novas composições e misturas, voltando a alcançar grande aceitação nos festejos públicos em toda a Europa.

AlvoradaEditar

Às 5:00 h da manhã do Sábado da "Festa de Agosto", bandas de música percorrem as ruas da cidade tocando e acordando a população, ou melhor, acordando aqueles que já conseguiram dormir. É a "Alvorada", uma dentre as muitas tradições da Festa, que ajuda a enfeitar e alegrar o amanhecer do dia. Durante o cortejo, são prestadas homenagens a cada músico ausente.

A banda pára por alguns segundos em frente à casa do músico, tocando somente seu respectivo instrumento, como lembrança. Um grande número de pessoas (na maioria das vezes aquelas que estão na rua desde a noite anterior) acompanha a banda no seu trajeto pela cidade. Após desfile e homenagens, é servido o tradicional caldo, num momento de descontração e confraternização.

CaboclosEditar

É provavelmente, um dos bailados mais antigos do Brasil. Sua origem encontra-se entre as danças que os curumins executaram na presença dos catequistas. Foi através de bailados como este que, de norte a sul do Brasil, ensinou-se, entre outras coisas, a tese da ressurreição. Largamente utilizado na catequese pelos Jesuítas, criadores do teatro religioso, serviu de instrumento para a conversão dos índios, do negro e porque não dizer, do próprio português que para aqui veio. Merece especial destaque neste bailado a atuação dos elementos musicais.

Neste sentido, ganha importância a atuação dos Pifeiros e Gaiteiros (sanfoneiros) que, utilizando-se de acordes simples, mas com grande identidade regional, enriquecem o espetáculo. Usam colar e saiotes de penas coloridas e adornos, bijuterias, fitas, pinturas, brincos, braceletes e arco-e-flecha que lhes dão um visual bonito, colorido e agradável.

Bumba meu BoiEditar

O boi é tema de bailado nacional e, em nosso país, não se restringe apenas à região da "Civilização do Couro". Ele é encontrado tanto na área da pesca quanto na agrícola.

O Bumba-Meu-Boi é, portanto, um bailado muito praticado no Brasil. Entretanto, a sua manifestação tem características peculiares a cada região, podendo o boi ser feito de jacá (balaio) ou de armação.

Como figura absolutamente popular, foi utilizado pelo catequista para ensinar a teste da ressurreição para índios, portugueses e mestiços.

A composição dramática é de grande simplicidade, sendo que o fundamental é a ressurreição do animal.

No Bumba-Meu-Boi, predomina a atuação do mestiço, mas todos têm seu papel nesse bailado. O branco é o dono do boi, o negro é quem vai roubá-lo na fazenda, com a conivência da capataz (mulato) e o índio (representado pelo pajé) é quem irá ressuscitar o animal.

Personagens principais: Donos da fazenda, feitor ou capataz, vaqueiros, negros ladrões, pajé, índios, mãe Catarina, padre sacristão, além das figuras de bichos como: sapo, ema, cavalo marinho, etc.

Instrumentos utilizados: Sanfona, cavaquinhos, violões, caixas, pandeiros, berrantes, etc.

BandasEditar

As bandas existem desde as épocas mais remotas. Entretanto, os conjuntos organizados só apareceram com o surgimento e aperfeiçoamento dos instrumentos musicais. O aperfeiçoamento dos instrumentos foi gradativo e, de maneira geral, resultou do desenvolvimento das formas de criação musical, principalmente entre os séculos XV e XVII. Isso levou ao desenvolvimento e divulgação das bandas. Sabe-se que a organização das bandas atuais remonta da época de Frederico, o Grande, da Prússia, e que, posteriormente, Itália, Inglaterra, França e outros países organizaram suas bandas.

No Brasil, principalmente em Minas Gerais, existem as bandas de música que tocam nos coretos em festas religiosas, cívicas e folclóricas, enchendo os corações de música, alegria e emoção. São chamadas carinhosamente de "Fanfarras", e são corporações que resistem a todas as dificuldades e que se alicerçam nos ideais e, sobretudo, na sensibilidade e coragem de seus componentes, que fazem de tudo para manter viva a tradição.

Em Sabinópolis, as bandas existem desde 1890, e atualmente são duas: a Banda Maria Imaculada e a Banda São Sebastião. Essas são responsáveis por proporcionar alegria e entretenimento, além de sustentarem essa tradição mineira.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Sabinópolis». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  2. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 2. Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada (PDF) em 4 de julho de 2019 
  3. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 4 de julho de 2019 
  4. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 4 de julho de 2019 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Sabinópolis - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 4 de julho de 2019. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2016». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 4 de julho de 2019. Cópia arquivada em 4 de julho de 2019 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 4 de julho de 2019 

Ligações externasEditar

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