Saga de Bandamanna

A Saga de Bandamanna (em islandês: Bandamanna saga), também conhecida como Saga dos aliados ou Saga dos confederados[1], é uma saga islandesa, cuja ação se passa por volta de 1050-1055. Os seus protagonistas são Oddr Ófeigsson e Óspakur Glúmsson.[2] Óspakur é também sobrinho de Grettir Ásmundarson.

Pronúncia do título em islandês
Bandamanna saga
Saga de Bandamanna
Autor(es) Anónimo
Idioma Nórdico antigo
País  Islândia
Gênero Saga
Linha temporal Séc. XI
Localização espacial Islândia

O autor da obra é anónimo, no entanto parece que estava bem familiarizado com o Grágás e tinha conhecimento sobre os principais caudilhos víquingues de meados do século XI. Provavelmente não existe razão mais convincente do que utilizar perfis históricos para oferecer maior autenticidade a uma narrativa fictícia.[3]

A saga existe em duas versões distintas, conhecidas com o nome de Bandamanna saga in meiri e Bandamanna saga in skemmri. A Bandamanna saga in meiri ou testemunho M está preservada no manuscrito islandês Möðruvallabók ou Códice de Möðruvellir, da segunda metade do século XIV. A Bandamanna saga in skemmri ou testemunho K, cerca de 20% mais curta do que a anterior, está conservada no códice real GKS 2845 4.º,[4] do século XV.

EnredoEditar

Com a ajuda do seu pai, Oddr enriquece. Óspakur, conhecido pelo seu difícil temperamento, pede-lhe para que o deixe viver na sua fazenda, pelo que Oddr consente devido ao seus vínculos. Enquanto Oddr se prepara para uma viagem de negócios, tudo corria sobre rodas. Este solicita que Óspakur seja seu mordomo, pelo que este aquiesce, pois no fundo era este o seu desejo. Na ausência de Oddr, corteja Swala, e tenta em vão apoderar-se do lugar. Quando os animais começam a desaparecer, as suspeitas recaem sobre o ex-inquilino. Vali, que é muito próximo de Oddr, investiga o ocorrido, porém é assassinado. O resto da história narra em detalhe o julgamento.

BandamennEditar

Os Bandamenn ou Bandamanna, que dão nome à saga, tratou-se de uma aliança de proprietários de terras liderados principalmente por Styrmer, Þorarinn spaki Þorvaldsson (apelidado o Sábio, também Langdœlagoði) e GeIlir Þorðarson.[5]

Ver tambémEditar

Referências

  1. nórdico occidental antiguo bandamenn ‘aliado, confederado’. Cf. Walter Baetke: Wörterbuch zur altnordischen Prosaliteratur. Berlin: Akademie-Verlag, 1987 (4), pág. 39.
  2. Gisli Sursson's Saga and The Saga of the People of Eyri, Penguin Classics, ISBN 978-0-14-044772-9 p. 207.
  3. Orri Vésteinsson (2000), The Christianization of Iceland: Priests, Power, and Social Change, 1000-1300, Oxford University Press, ISBN 0198207999 p. 32
  4. As siglas GKS pertencem a Den gamle kongelige samling da Biblioteca Real de Copenhaga.
  5. Gustaf Cederschiöld, Bandamanna saga, 1874, p. iv.

BibliografiaEditar

  • Bandamanna saga. En: Grettis saga Ásmundarsonar. Bandamanna saga. Odds þáttr Ófeigssonar. Edição de Guðni Jónsson. Reykjavík: Hið íslenzka fornritafélag, 1936 (A última reedição é de 2001) Íslenzk fornrit VII, ISBN 9979-893-07-9 (sec. Bandamanna saga)
  • Bandamanna saga. Edited by Hallvard Magerøy. London: Viking Society for Northern Research / University College London & Oslo: Dreyers Forlag, 1981. ISBN-10: 0903521156; ISBN-13: 9780903521154.
  • Möðruvallabók. AM 132 Fol. Vol. 1 Índice e concordâncias. Vol. 2. Texto. Edição de Andrea van Arkel-de Leeuw van Weenen. Leiden: Brill, 1987. ISBN 90-04-08622-6.
  • Magerøy, Hallvard: Studiar i Bandamanna saga - kring gjerd-problemet. København: Ejnar Munksgaard, 1957 (Bibliotheca Arnamagnæana, vol. 18).

Ligações externasEditar