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Saladino de Brito (Nasceu em Óbidos-PA, no dia 6 de setembro de 1906 — e faleceu em Belém-PA, no dia 18 de agosto de 1976) foi um poeta brasileiro.

BiografiaEditar

Conhecido por seus admiradores como o Poeta Obidense, foi casado com Altamira Nogueira de Brito com quem teve oito filhos, sendo cinco mulheres e três homens, todos, assim como ele, nascidos na cidade de Óbidos. Sua vida foi inteira dedicada a sua querida cidade da qual se orgulhava muito; era um ufanista convicto pela Amazônia e visionário, prevendo muitos dos problemas da região.

Teve uma vida muito dura, com uma doença no sistema respiratório intercalada de fases boas e bastante ruins que acabaria no final lhe tirando a vida. Com isso nunca teve uma estabilidade financeira, deixando para sua esposa e filhos apenas o seu melhor feito, suas poesias escritas a mão livre, reunidas em oito álbuns; e só muitos anos após sua morte teve uma pequena coletânea publicada, graças aos esforços de um conterrâneo seu, o Sr. Célio Simões de Souza que conseguiu junto a Secretaria da Fazenda do Estado do Pará um apoio para a edição e publicação do livro.

Quando tinha saúde ele era um cidadão bastante atuante na sua comunidade, criou na década 60 o jornal "O Amazônico", algumas de suas obras poéticas foram criações de hinos para instituições de ensino da cidade, destacando-se os hinos dos grupos Inglês de Sousa, Maria Madalena Printes, Profº José Barroso Tostes e o principal de todos que foi o hino oficial da cidade de Óbidos, oficializado pela Lei Municipal No 2.600 de 27 de Junho de 1974.

Sua biografia é enriquecida com declarações como a do poeta Ruy Barata, que diz que aprendeu que podia fazer letras de músicas, ainda na mocidade, com o poeta Saladino em Óbidos. Ele viveu ao longo dos seus 69 anos intensamente suas maiores paixões, sua região Amazônica e às mulheres, as quais dedicou a maior parte de sua obra. Sua herança foi seu passado honrado, seu amor por nossa terra e suas poesias maravilhosas.

Hino de Óbidos - PA - Autor: Saladino de Brito

Sentinela que guarda riqueza

deste vale imenso sem par;

podes bem ser chamada princesa,

das belezas do grande Rio-Mar.

Os teus filhos são bem brasileiros,

são valentes e sabem lutar.

E trabalham ao sol altaneiros,

sempre avante, não sabem parar!

Óbidos, és minha terra,

Óbidos, és meu torrão,

Óbidos, estás inteira,

dentro do meu coração.

Já tens glória passada que a história,

podes bem com justiça assentar;

não são gestos falazes que a vitória,

que soubeste tão bem conquistar.

És a filha do Rio Amazonas

e conheces o seu murmurar:

onde estás é a única zona,

por onde ele tem que passar !

Óbidos, és minha terra,

Óbidos, és meu torrão,

Óbidos, estás inteira,

dentro do meu coração.

Tuas noites são bem estreladas,

e o teu céu é mais puro azul.

E são claras as tuas madrugadas,

quando sopra o vento taful.

És rincão da terra brasileira,

na Amazônia és forte e viril,

vives sob a mesma bandeira,

que tremula em todo o Brasil!

Ligações externasEditar